Executivo
“Reino dividido não prospera”, diz Aguinaldo sobre cobrança de unidade na base de João para ser candidato ao Senado
01/04/2022 07:54
Suetoni Souto Maior
Aguinaldo Ribeiro durante evento de filiações promovido pelo PP. Foto: Divulgação

Nos últimos dias surgiram muitas especulações em relação à candidatura de Aguinaldo Ribeiro (PP) ao Senado, na chapa encabeçada pelo governador João Azevêdo (PSB). O socialista vai disputar a reeleição e busca reforçar o time de frente para o pleito. Neste caminho, o progressista tem sido lembrado, inclusive pelo governador, como candidato ideal para a corrida eleitoral para uma vaga na Casa Alta. O grande nó da história tem sido, mesmo, a exótica falta de unidade na base de apoio do gestor paraibano. Nos bastidores, Aguinaldo tem dito que poderá ser o candidato, mas cobra que o time esteja unido.

“Não vou para canto dividido, porque em reino dividido… esse reino não prospera”, disse, durante discurso na cerimônia de filiação de lideranças do PP para a disputa das eleições deste ano. O evento ocorreu em João Pessoa, nesta quinta-feira (31). A mensagem tem endereço certo e atende pelo nome de Republicanos. Sim, falo do partido comandado pelo deputado federal Hugo Motta. A sigla está entre as que mais se fortaleceram com a abertura da janela para a mudança de partido. É, portanto, um aliado cobiçado. Acontece que a sigla fechou apoio a João Azevêdo, mas não garante voto no candidato ao Senado pela base governista.

Esse entendimento foi exposto largamente, nesta quinta, pelo presidente estadual do partido, Hugo Motta. O presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, também entende que a definição do vice é uma segunda conversa. Para ele, ela não passa pelo governador, mas pelo candidato interessado. E essa é uma situação que tem preocupado Aguinaldo Ribeiro. Nesta quinta, diante do presidente nacional da sigla, Ciro Nogueira, ela deu pistas de que aceita a indicação do nome para a disputa, mas só entrará no jogo se for apoiado de forma coesa.

Andei conversando com aliados do deputado e pessoas próximas ao governador. Fica claro que João Azevêdo fez gestões para ter Aguinaldo Ribeiro no palanque. Por isso, Efraim Morais seguiu para Pedro Cunha Lima (PSDB), virtual adversário do governador na disputa eleitoral. Acontece que com a saída de Morais, algumas das principais lideranças do Republicanos mantiveram o acerto de antes. A lista inclui Hugo Motta e Adriano Galdino. A postura, no entendimento dos aliados de Aguinaldo, só fortalece a chapa adversária. Por isso, há a cobrança sobre João Azevêdo, para que ele assuma o papel de liderança e una a base.

Ouvidas pelo blog, pessoas próximas a Aguinaldo Ribeiro disseram ele não vai se opor a quem o apresente como candidato. Nesta quinta, o governador João Azevêdo deixou a porta escancarada, na espera da confirmação. Em discurso, Ciro Nogueira seguiu na mesma linha e se referiu ao deputado paraibano como futuro senador. Este cenário vai se perpetuar no campo discursivo, mas a prática pressupõe a conquista de unidade. Todo cenário fora disso vai minguar e cair por terra. Ou seja, sem unidade, não haverá a esperada composição.

Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se: https://abre.ai/suetoni

Palavras Chave