O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (PL), estabeleceu uma série de condicionantes para que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), conquiste o apoio do partido comandado por ele, no Estado. O apoio em questão seria para a eleição do prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), para o Senado. A missão encontra similaridades com os “12 Trabalhos de Hércules” e inclui, entre outras coisas, tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da cadeia, bem como livrar do xilindró todos os outros acusados de terem tramado um golpe de estado após a derrota nas urnas de 2022.
Queiroga disse que o apoio será dado “desde que o Republicanos, na figura o deputado federal Hugo Motta, aprove na Câmara Federal a anistia ampla, geral e irrestrita, nos apoie na nossa chapa da presidência da República, apoie a campanha de Efraim Filho ao governo do Estado, apoie a nossa aliança, o grupo do deputado federal Hugo Motta é muito bem-vindo na oposição“. A resposta foi publicada pelo portal Fonte 83, nesta terça-feira (28), em resposta a uma matéria que alegava o suposto apoio do senador Efraim Filho (União Brasil) à candidatura de Nabor.
Vale lembrar que Nabor Wanderley deve compor a chapa governista, no ano que vem, que deverá ser comandada pelo atual vice-governador Lucas Ribeiro (PP). Este cenário será aberto com uma eventual saída do governador João Azevêdo (PSB) para a disputa de vaga no Senado. Isso ocorrendo, quem assumirá a titularidade será Lucas, que, portanto, será candidato à reeleição. Já Efraim e Queiroga compõem o grupo de oposição ligado ao bolsonarismo. Como não se pode dizer “nunca” na política, é possível apenas inferir que dificilmente este cenário desejado por Queiroga será posto em prática.
Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se: https://abre.ai/suetoni