Executivo
PT busca o fortalecimento do palanque de Lula na Paraíba e não veta “adversários”
25/06/2021 12:44
Suetoni Souto Maior
Lula vem à Paraíba no próximo mês e deve se reunir com lideranças locais. Foto: Divulgação

Uma reunião realizada nesta quinta-feira (24) entre a direção nacional do PT e dirigentes do PT na Paraíba terminou com uma decisão: não haverá portas fechadas para o diálogo sobre composições para 2022. O partido fechou questão em torno do objetivo de fortalecer a candidatura do ex-presidente Lula para a disputa da sucessão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O objetivo número um da sigla, explica o presidente estadual do partido, Jackson Macedo, é estruturar o palanque do ex-presidente. E neste contexto cabe tudo.

Os petistas trabalham com a possibilidade de fechar questão em torno de uma composição com o governador João Azevêdo (Cidadania) para a disputa do ano que vem. Há quem diga que o partido nem exigirá espaço na majoritária, desde que o atual governador declare voto no petista no primeiro turno. Vale lembrar que o gestor paraibano integra um partido com histórico de militância próxima à direita, sendo muitas vezes caudatário do PSDB. O entendimento, no entanto, é que o quadro na Paraíba é diferente.

João Azevêdo tem histórico de militância num partido de esquerda, no caso, o PSB. O incômodo neste plano seria o rompimento do governador com o ex-padrinho político, Ricardo Coutinho (PSB), que faz planos para a disputa do governo com o apoio de Lula. A defesa dele durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) faz com que alguns petistas nutram gratidão ao ex-gestor. Apesar disso, dentro do partido, há outro grupo que defende a composição com João e entendem que o apoio ao socialista na eleição do ano passado serviu para “pagar a dívida”.

Um dos defensores da tese é o deputado estadual Anísio Maia (PT), aliado de João Azevêdo. Ano passado, ele disputou a prefeitura de João Pessoa, mesmo contra a vontade do partido, que anunciou apoio oficial a Ricardo. Quem apela para a composição com Ricardo Coutinho é o ex-deputado federal Luiz Couto. O entendimento do partido, no entanto, é que a sigla, na Paraíba, dedique o período até outubro para a discussão das chapas proporcionais e só a partir daí siga para afunilamento em relação à disputa majoritária.

Jackson Macedo alega que o partido está tão convicto que o adversário na disputa é Bolsonaro que vai dialogar até com quem não costuma abrir roda de conversa. Vale lembrar que na base aliada de João Azevêdo tem partidos como o DEM, do deputado federal Efraim Morais, que quer disputar o Senado. Tem também o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas), que já foi aliado e agora tenta construir o caminho de volta. Ele quer disputar também uma vaga no Senado.

As conversas terão continuidade.

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