Executivo
Provável adesão de Pedro a Cícero deixa retrato mais próximo do que teremos na eleição
07/01/2026 15:30

Suetoni Souto Maior

Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho já buscam votos para as eleições deste ano. Foto: Divulgação/Montagem

O ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD) divulgou vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (7) negando que anunciaria, no dia 15, sua adesão à pré-candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao governo da Paraíba. Mesmo que a mensagem tenha um tom de indefinição, os sinais dados pelo ex-parlamentar na fala são de que faltam poucos detalhes para bater o martelo. Ele condicionou a adesão a um reforço na pauta da educação e dar à Granja Santana uma destinação distinta da de hoje. Talvez a transformando em parque ou algo que o valha.

Sobre a escolha entre Cícero e o senador Efraim Filho (União Brasil), ele manteve relativo mistério, mas deixando claro que o gestor pessoense apresentou uma proposta mais consistente na negociação. O prefeito propõe filiar os deputados federais Mersinho Lucena e Wellington Roberto no PSD. A proposta casa com as pretensões do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, que busca aumentar a bancada na Câmara dos Deputados. Há quem diga, no entanto, que o acordo já foi fechado e que o dirigente nacional estará na Paraíba para bater o martelo, em data a ser definida.

O que se tem por ora é a previsão das adesões da deputada estadual Camila Toscano (PSDB) e da prefeita de Guarabira, Léa Toscano (União), a Cícero Lucena. O anúncio será feito nesta quinta-feira (8). A chegada da deputada amplia a bancada do prefeito na Assembleia. Cícero, antes disso, tinha votos declarados de Hervázio Bezerra (PSB) e Felipe Leitão (Republicanos). E tem gente trabalhando para ampliar este escore, trazendo nomes como Tovar Correia Lima (PSDB) e o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos).

Já Efraim Filho tem garantido o apoio do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União), que não pode ser desconsiderado, apesar de enfrentar um momento administrativo difícil. Também tem o bolsonarismo como apoio importante para as eleições. O senador não esconde que preferia o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como presidenciável do bloco, mas não renega o nome escolhido por Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O caso do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) em relação a alianças é relativamente tranquilo, por isso, chama menos a atenção. Ele herdou do governador João Azevêdo (PSB) um bloco grande, que foi reforçado com a manutenção do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos). Tem ainda no palanque o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que tentará emplacar o pai, Nabor Wanderley, como senador.

A cereja no bolo tanto para Cícero quanto para Lucas, agora, seria ter o PT na base de apoio e poder atrair o presidente Lula (PT) para o palanque. A sigla, até agora, não definiu com quem ficará. Depois que isso acontecer, aí, sim, teremos a fotografia fiel do grupo que vai às urnas em outubro.

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