Executivo
Procura por testamentos cresce 18% na Paraíba em meio à pandemia
04/07/2021 15:09
Suetoni Souto Maior
Cartórios dizem que procura maior ocorreu devido à pandemia. Foto: Divulgação/ABr

A procura por cartórios de registros para providenciar um testamento cresceu 18% na Paraíba desde o início da pandemia. No primeiro semestre de 2020, foram contabilizados 78 registros no Estado e este número subiu para 92 no mesmo período deste ano. Os números paraibanos, apesar de chamarem a atenção, são modestos quando comprados à média nacional, de acordo com reportagem publicada neste domingo (4) no G1. Em todo o país, o aumento foi de 41,7%, com destaques para Amazonas, com 107%; Mato Grosso, com 75%; e Goiás, com 72%.

A procura pelos cartórios para fazer um testamento evidencia o temor trazido pela pandemia para a população. Foram contabilizados 17.538 documentos lavrados de janeiro a junho deste ano, contra 12.374 no mesmo período de 2020. Em números absolutos, o primeiro lugar ficou com São Paulo, que passou de 3.933 testamentos no primeiro semestre de 2020 para 5.335 em igual período de 2021. Em relação a dez anos atrás (janeiro a junho de 2011), o aumento no estado de São Paulo alcançou 94,21%.

“São pessoas que anteciparam a vontade de fazer um testamento, estimuladas pelo medo generalizado causado pela onda de mortes provocadas pelo coronavírus”, explica Giselle Oliveira de Barros, tabeliã há 12 anos e presidente do Colégio Notarial do Brasil (CNB) – Conselho Federal. A entidade reúne os quase 10 mil cartórios de notas de todo o país. Foi o que aconteceu com a advogada Giselle Orlandim Ferrari, de 46 anos. Divorciada e sem filhos, ela pensava em fazer um testamento ao completar 50 anos. Os óbitos em crescimento fizeram ela antecipar os planos.

Segundo a presidente do CNB, mais brasileiros têm se interessado em fazer um testamento nos últimos anos, e a pandemia serviu como mola propulsora. “O fato de a pessoa estar ótima hoje e, em duas semanas, vir a falecer fez muita gente buscar os cartórios, até mesmo quando já estava isolada após o diagnóstico positivo ou internada”, conta Barros.

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