Executivo
Prestes a filiar Ricardo, petistas dizem ver como difícil aliança com João Azevêdo
05/08/2021 12:27
Suetoni Souto Maior
João Azevêdo vem ensaiando uma aliança com o PT para as eleições do ano que vem. Foto: Divulgação/Secom-PB

Uma aliança do governador João Azevêdo (Cidadania) com o ex-presidente Lula (PT) para as eleições do ano que vem já não parece um cenário tão cristalino para grande parte dos dirigentes petistas, na Paraíba. Algumas questões são apontadas como essenciais para esta contestação. Entre elas, as filiações do grupo do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e o avanço do diálogo com o ex-prefeito Luciano Cartaxo (PV) são citadas como pontos importantes, porém, o maior incômodo tem a ver com o palanque do atual governador para o ano que vem.

Petistas ouvidos pelo blog disseram não ver como positivas as perspectivas de João ter Efraim Filho (DEM) ou Aguinaldo Ribeiro (PP) como candidatos ao senado. “São lideranças de partidos que dão sustentação ao presidente Jair Bolsonaro. Como é que essas lideranças estarão no mesmo palanque que Lula?”, questionou um dos dirigentes petistas, em conversa com o blog. E isso apesar de o governador ter dito que não terá no palanque ninguém que manifeste voto em Bolsonaro.

Outro dirigente petista reclamou de entrevista concedida pelo governador ao jornalista Luís Torres, na Arapuan. O incômodo foi o comentário sobre a filiação de Ricardo Coutinho ao partido. O gestor disse, ao ser questionado sobre o assunto, que o PT tem autonomia para definir sua política de filiação, mas “há consequência”. O gestor era aliado do ex-governador, mas eles romperam em meio às denúncias da operação Calvário que tiveram Coutinho como principal alvo das acusações de desvios de recursos públicos do Estado.

João Azevêdo recentemente buscou junto à direção nacional do Cidadania autorização para uma composição com Lula na Paraíba. O aval foi dado, mas dirigentes do partido alegam que não foram procurados até agora para tratar do assunto. Dentro do partido, no entanto, há lideranças como o deputado estadual Anísio Maia que não apenas contestam a filiação de Ricardo, como buscam pavimentar a aliança com João Azevêdo. O embate interno tem crescido nos últimos dias, sem consenso à vista.

As articulações recentes apontam para o desembarque de lideranças socialistas no PT, com o aval da direção nacional. Além de Coutinho, devem se filiar ao partido as deputadas estaduais Estela Bezerra e Cida Ramos, o deputado estadual Jeová Campos e a ex-prefeita do Conde, Márcia Lucena.

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