Judiciário
PF desencadeia operação em Princesa para apurar suposta fraude na compra de máscaras e testes rápidos de Covid
02/02/2022 08:28
Suetoni Souto Maior
Operação mira denúncia de suposto superfaturamento durante a pandemia. Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal desencadeou, nesta quarta-feira (2), a Operação Princesa do Sertão. Ao todo, estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão contra agentes públicos. O alvo principal é a prefeitura de Princesa Isabel, no Sertão, que é comandada pelo prefeito Ricardo Pereira (Cidadania). A denúncia tem a ver com supostas irregularidades na compra de 5 mil testes rápidos de Covid-19 para aplicação na população, além de 40 mil máscaras de proteção facial. Há suspeitas de sobrepreço na aquisição dos equipamentos.

Além da Polícia Federal, a operação conta com a participação da Controladoria geral da União (CGU). Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). O cumprimento dos mandados desta quarta-feira são fruto de desdobramentos de operações anteriores desencadeadas pelo Ministério Público Federal (MPF) para a investigação das supostas irregularidades. O órgão já havia ingressado na Justiça com uma ação de improbidade, resultando no bloqueio de bens de alguns dos investigados – entre eles o prefeito da cidade, Ricardo Pereira.

Na operação desta quarta, foram alvos o prefeito, a Prefeitura e a Secretaria de Saúde. A operação Princesa do Sertão é um desdobramento da Operação Select, desencadeada no ano passado. A primeira ação apurou a compra de de kits de testes rápidos para detecção da Covid-19, com sobrepreço potencial, por parte das prefeituras de Caldas Brandão/PB, Mamanguape/PB, Cuité de Mamanguape/PB, Alhandra/PB, Lagoa de Dentro/ PB, Serra da Raiz/PB e Lagoa/PB, nos anos de 2020 e/ou 2021. As aquisições desses produtos ocorreram por meio de procedimentos de dispensas de licitação, em tese, fraudados.

Princesa Isbel entrou só agora porque a ação contra os agentes públicos do município tramitavam no TRF5 e a decisão demorou mais a sair.

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