Executivo
Para Batinga, trânsito no Largo de Tambaú não pode ser completamente descartado, mas…
26/08/2021 16:01
Suetoni Souto Maior
Carlos Batinga diz que decisão precisa de muito estudo sobre a necessidade de mudança. Foto: Divulgação

O engenheiro paraibano Carlos Batinga, considerado uma das maiores autoridades do país em questões relacionadas à mobilidade, disse nesta quinta-feira (26) que o tráfego de veículos no Largo de Tambaú pode, sim, ser liberado, mas apenas em caso de extrema necessidade. A opinião foi colocada no momento em que se discute, pela atual gestão, mudanças no equipamento público entregue quando Luciano Cartaxo (PV) era o prefeito de João Pessoa. A abertura ao trânsito é defendida por empresários do setor hoteleiro e comerciantes do local.

O argumento dos defensores da abertura do tráfego de veículos no Largo de Tambaú em horários de maior fluxo de veículos ganhou força com a chegada do prefeito Cícero Lucena (PP) ao poder. O município ainda não apresentou posição final sobre a possibilidade da abertura. Os empresários alegam que a proibição dificulta o acesso de hóspedes a empreendimentos existentes ou que estão sendo construídos nas imediações da praça. O tema, por isso, está sendo discutido pelo Município.

Para Batinga, que ocupou o cargo de secretário da Semob (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana) na gestão de Cartaxo, nada deve ser visto como “imutável”. “Se precisar mudar, muda”, diz ele, mas acrescentando que isso só deve acontecer em caso de extrema necessidade. O engenheiro ressalta que, na visão dele, é preciso criar espaços para as pessoas e não para as máquinas. Ele citou casos de cidades europeias onde o espaço urbano passou a contemplar os pedestres em detrimento dos carros.

Mas caso haja necessidade extrema, ele defende que as mudanças sejam feitas. Em relação ao Largo de Tambaú, há muita polêmica sobre a mudança. A defesa de muitos empresários é que seja liberado o acesso ao local nos momentos de maior fluxo de veículos, para desafogar o trânsito. Nestes horários, notadamente o início da manhã e o final da tarde, de acordo com Batinga, é justamente quando as pessoas mais utilizam o espaço para o lazer. “Fora destes horários, não há necessidade, porque o trânsito fica menos intenso”, ressaltou.

O tema tende a gerar muita discussão para o futuro.

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