Covid-19
Órgãos e entidades fazem a triste contagem dos mortos entre seus membros
08/04/2021 11:45
Suetoni Souto Maior
Magistrada alega alto risco de morte de pacientes por causa do agravamento da pandemia. Foto: Alex Ribeiro/Pará

Nesta quarta-feira (7), o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, chorou a morte de um dos seus integrantes mais antigos, Evandro Félix. No mesmo dia, o Tribunal de Justiça (TJPB) aprovou Voto de Pesar pelo falecimentos de servidores e advogados. E este é apenas um pequeno recorte do que temos visto no dia a dia de todos os paraibanos na atual fase da pandemia.

Os dados oficiais mostram que foram 6.050 mortes até agora, sendo 49 apenas nesta quarta-feira. E a tendência para o mês é preocupante. Fala-se que, em todo o país, serão mais de 100 mil mortos. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba, Paulo Maia, diz que já foram redigidas 12 notas de pesar pela morte de advogados no Estado. Isso apenas de quem pediu à entidade a divulgação. “O número de mortos deve ser maior”, disse.

Quando você vai para a área médica, os números são ainda mais preocupantes. Como eles estão na linha de frente do enfrentamento da Covid-19, muitos acabam se contaminando. Ao todo, 40 profissionais da área médica faleceram do ano passado para cá. Foram 22 no ano passado e 18 neste ano. A Paraíba tem em torno de 8,8 mil médicos em atividade, com muitos deles, repito, ocupando a linha de frente.

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A gravidade tem feito também com que não apenas o governo do Estado, mas os legislativos invistam em campanhas sobre o enfrentamento da pandemia. Tanto a Câmara Municipal de João Pessoa, quanto a Assembleia Legislativa lançaram nesta semana campanhas nas TVs, rádios e portais com alerta para a população paraibana. Isso sem falar nos projetos aprovados voltamos para a área de saúde.

As campanhas educativas seguem a linha de um alerta que não vai adiantar se as pessoas continuarem a não tomar cuidado. O binômio salvar vidas ou empregos se mostrou um empecilho à efetividade das políticas públicas encampadas por prefeitos e governadores. Cada vez mais fica claro que não teremos um futuro se não houver vida.