Executivo
O tempo de Aguinaldo não é o tempo de João Azevêdo em relação à composição da chapa majoritária
17/05/2022 15:54
Suetoni Souto Maior
Aguinaldo Ribeiro durante evento de filiações promovido pelo PP, ao lado de Ciro Nogueira. Foto: Divulgação

Tenho acompanhado com atenção as movimentações para a definição dos nomes na chapa majoritária que deverá ser comandada pelo governador João Azevêdo (PSB) no pleito deste ano. O gestor já disse em mais de uma oportunidade que o espaço de senador está à espera do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP). Ele gostaria, inclusive, que o acerto fosse encaminhado ainda nesta semana. Isso foi dito ao blog no último dia 10 pelo próprio governador. O problema é que apesar do cenário favorável, o parlamentar tem menos pressa que o titular do Palácio da Redenção para esta definição.

Aguinaldo, assim como João, sonha com a participação na majoritária, mas dá provas de que não fará isso a todo custo. Ele cobra a unidade da base aliada do governador para aceitar ser cortejado. O movimento do Republicanos no xadrez político, com apoio ao deputado Efraim Filho para o Senado, é tido como um impedimento que precisa ser superado. “Tomar” o Republicanos de Efraim, por isso, representaria não apenas um fortalecimento da campanha, mas também um enfraquecimento do adversário. E esse é um cenário que está sendo trabalhado.

No fim de semana, uma declaração do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), deve ter acendido o sinal de alerta no straff de Efraim. Galdino se queixou do fato de o deputado federal estar indo a cidades que integram a base de deputados do Republicanos com Pedro Cunha Lima (PSDB), candidato ao governo contra João. A alegação é a de que no acordo original, ele não pediria votos para Pedro em cidades onde a indicação dos aliados seria o voto no atual governador. E esta é uma equação difícil de ser posta em prática.

Fica claro que o Republicanos terá uma justificativa caso decida abandonar o barco e migrar para o apoio a Aguinaldo, como o desejado por João Azevêdo. Para acelerar esse entendimento, há quem diga que o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), entrou no circuito para alinhavar a aliança entre as duas lideranças. Entre aliados próximos do deputado, a informação é a de que o parlamentar quer ser candidato ao Senado, mas não coloca isso como prioridade absoluta. Ele de fato deseja entrar no jogo, mas não será surpresa se decidir concorrer à reeleição.

A pressa para a definição dos espaços na chapa, por enquanto, pertence apenas a João.

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