Recife, Salvador, Rio de Janeiro. Entre sábado e domingo de Carnaval, o presidente Lula (PT) fez um tour solo pelos principais e mais badalados polos da folia, no País. Em todos, fez misto de apoio à manifestação popular e política junto aos governantes, em movimento que não encontra correspondência entre os adversários. Na capital pernambucana, flutuou entre poses para o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora Raquel Lyra (PSD). Os dois disputam o apoio do petista no Estado para as eleições deste ano.
Em Salvador, esteve ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que terá uma eleição dura pela frente neste ano. Vai enfrentar novamente ACM Neto (União Brasil), que foi derrotado pelo petista no último pleito. A situação eleitoral do postulante apoiado pelo presidente no Estado não é boa. Ele tem ficado atrás do principal adversário nas pesquisas de opinião pública para o pleito de outubro.
A apoteose carnavalesca ocorreu no Rio de Janeiro, onde Lula foi homenageado pela Acadêmicos de Niteroi, estreante no grupo principal do carnaval carioca. Lá, apesar de o enredo falar da história pessoal e política do presidente, adversários recentes foram retratados como vilões. Desde um Michel Temer (MDB) que arrancava a faixa presidencial de Dilma Rousseff (PT) à entrega dela a um palhaço, em referência a Jair Bolsonaro (PL), que foi preso na alegoria e na vida real por tentativa de golpe.
Neste último evento, os abraços foram no prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que pretende disputar o governo do Estado neste ano. O partido dele tem três governadores que se apresentam como pré-candidatos para o pleito deste ano. São eles, Ratinho Júnior, do Paraná; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado, de Goiás. Nenhum dos três, no entanto, conseguiu o apoio do gestor carioca na luta para ganhar visibilidade eleitoral. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também foi eminência parda na festa de Momo – até agora.
A projeção de Lula no período carnavalesco e uma maior crítica aos adversários tem se sucedido ano a ano. Desde a ascensão de Temer ao poder (em 2016), passando pelas polêmicas de Bolsonaro em relação ao ‘golden shower’ logo que assumiu o cargo, em 2019, e à sucessão de acontecimentos que levaram o militante do PL à perda das eleições, em 2022, e à prisão na sequência. Na história recente, a direita e o carnaval não têm se misturado.
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