A convenção que marcou a federação entre o PP e o União Brasil, nesta terça-feira (19), foi marcada por ovacionamento e algumas saias justas para o vice-governador Lucas Ribeiro (PP). Em pé de guerra com o senador Efraim Filho (União Brasil) pelo comando do grupo no ano que vem, o paraibano foi anunciado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) como futuro governador da Paraíba e viu o evento tomar linhas de oposição ao presidente Lula (PT). Em contrapartida, foi um dos poucos participantes a rejeitar aplausos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso recentemente por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
A posição do vice-governador na Federação PP/União Brasil é cheia de bônus e ônus. Se por um lado, a fusão traz mais tempo de TV e o fortalecimento das chapas para disputas proporcionais, também traz uma carga negativa para o grupo do governador João Azevêdo (PSB). O mandatário deve deixar o governo em abril do ano que vem, abrindo caminho para a posse de Lucas. Acontece que o socialista não cogita estar em um palanque que tenha a sombra de Jair Bolsonaro, ex-presidente combatido por ele durante os anos em que esteve no poder.
Essa proximidade nacional dos dois partidos com Bolsonaro, por outro lado, favorece o senador Efraim Filho, que se aproximou do PL do ex-presidente recentemente, visando as eleições do ano que vem. Ele batalha com a família Ribeiro pelo comando da federação, mas tem poucas chances de conseguir a posse do grupo. Caso isso seja confirmado, deve ir para o PL para disputar o governo do Estado, inclusive contra Lucas. Os dois poderão ter pela frente, também, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), que deve mudar de partido caso não consiga ser candidato pela base governista.
João Azevêdo tem trabalhado para ser o candidato de Lula na disputa pelo Senado e Lucas deve seguir no mesmo caminho. A Federação PP/União Brasil tem 109 deputados federais.
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