Executivo
Estado vai renovar decreto e deve fechar serviços não essenciais nos fins de semana
07/03/2021 22:03
Suetoni Souto Maior
João Azevêdo vem ensaiando uma aliança com o PT para as eleições do ano que vem. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador João Azevêdo (Cidadania) vai renovar o decreto estadual que estabeleceu medias restritivas para o enfrentamento da Covid-19. O atual vale até o dia 10. O gestor deve, ainda, ampliar as restrições, estabelecendo o funcionamento apenas dos serviços essenciais nos fins de semana. As medidas foram apresentadas durante reunião na tarde deste domingo (7) e são similares às que estão em vigor em Pernambuco, por exemplo. A meta, ele reforça, é evitar o colapso nos hospitais. No estado vizinho, por exemplo, o acesso às praias foi fechado.

A reunião foi marcada pela exposição do governador sobre o quadro crítico do Estado. Já são 229.194 casos de coronavírus e 4.679 óbitos. A ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) chega a 80% e de enfermaria, 69%. Participaram o encontro o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino; o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima; o presidente do TJPB, Saulo Benevides; o presidente do TCE, Fernando Catão; o procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico, e o procurador da República, José Guilherme Ferraz.

Durante a reunião, houve desconforto gerado pela discordância do prefeito de Campina Grande com a inclusão da cidade na bandeira laranja do Plano Novo Normal. A graduação traz a exigência de medidas mais restritivas para o enfrentamento da pandemia. Bruno Cunha Lima alegou que a classificação é injusta, porque a situação da cidade é menos grave que a das outras. O governador alegou, no entanto, que a situação dos municípios do entorno é levada em conta para compor a classificação.

Outro ponto que chamou a atenção no encontro foi um questionamento de José Guilherme Ferraz. Ele apontou falta de sincronia entre o decreto que instituiu o Plano Novo Normal e o último decreto editado pelo governo do Estado. Vários serviços que eram proibidos sob a bandeira laranja, ele reforça, passaram a ser permitidos agora. Ele sugeriu, então, que fosse editada uma nova instrução normativa adequada ao momento.

O quadro descrito pelo governador foi o de muita gravidade. “Mesmo com a abertura de novos leitos, estamos no pico da pandemia e precisamos ter uma clareza da fase diferente e difícil que estamos atravessando. As nossas ações devem levar em consideração o espírito de humanidade, de solidariedade, com respeito aos setores econômicos e com foco na vida. Nós devemos ter a visão de que a Paraíba toda precisa fazer esse enfrentamento, só assim, vamos vencer esse momento”, pontuou. 

Ele também falou sobre a importância da imunização da população e da expectativa para a chegada de novas doses das vacinas nos próximos meses. Disse que há 30 milhões de doses de vacinas prometidas pelo governo federal para março. Se elas chegarem, de acordo com o apresentado pelo gestor, durante a reunião, deverão vir cerca de 500 mil para a Paraíba. O volume traria um alento para o momento atual, pois seria possível ampliar consideravelmente o grupo de imunizados.

De acordo com a 20ª avaliação do Plano Novo Normal Paraíba (PNNPB), divulgada nesse sábado (6), 95% (211) dos municípios paraibanos estão em bandeira laranja; 4% (8 municípios) figuram em bandeira vermelha e apenas 4 municípios têm bandeira amarela, representando uma redução de 97% em relação à avaliação anterior, a menor participação desta bandeira desde o início dos ciclos avaliativos do PNNPB.

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