Executivo
Estado alerta para risco de terceira onda da Covid-19 antes de julho na Paraíba
13/05/2021 18:56
Suetoni Souto Maior
Estado orienta a população a manter os cuidados para evitar contaminação. Foto: Divulgação

Aconteceu com a gripe espanhosa no século passado e ocorre agora com a Covid-19, na Paraíba, com uma onda sucedendo a outra e com potencial ofensivo cada vez maior. O alerta é do secretário estadual de Saúde, Geraldo Medeiros, que demonstra preocupação com o relaxamento dos cuidados sanitários por parte da população. Em conversa com o blog, ele explicou que as projeções já mostravam risco de uma terceira onda em julho deste ano, mas agora elas indicam que um novo aumento repentino dos casos pode ocorrer até a segunda metade de junho.

As estatísticas mostram que a pandemia tem se tornado cada vez mais letal. O fenômeno é decorrente das novas cepas em circupação, que atingem em grande proporção pessoas mais jovens e não apenas os idosos, como ocorria no início. Desde os primeiros meses da pandemia, 7.150 morreram na Paraíba em decorrência das sequelas deixadas pelo vírus. Até agora, a Paraíba registrou 306.177 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios.

O dado preocupante, de acordo com Geraldo Medeiros, é que algumas regiões do Estado vivem uma situação grave na ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). É o caso do Sertão, onde a ocupação está na casa dos 88%. O quadro inspira cuidados também em Campina Grande. A segunda Macrorregião tem 69% dos leitos ocupados. Numa posição um pouco melhor, mas sem grande folga, está a Região Metropolitana de João Pessoa, com 57% das vagas ocupadas nas UTIs.

O dado curioso é que a primeira onda foi iniciada na primeira Macro, ou seja, na Região Metropolitana de João Pessoa e se propagou pelo Estado seguindo a rota da BR-230. A segunda já teve um quadro mais uniforme, com grande ocupação nas três Macros. Agora, o quadro começa a piorar pelo Sertão, se espalha por Campina Grande, enquanto a Região Metropolitana vive quadro relativamente confortável. Um conforto, no entanto, que pode não durar muito tempo, segundo as projeções da Secretaria Estadual de Saúde.

O motivo da nova onda, explica Geraldo Medeiros, é o relaxamento das pessoas em relação às medidas sanitárias. “Tem muita gente aglomerando por aí e sem usar máscara. Isso é visto nas pequenas cidades, mas também nas grandes”, ressalta o secretário, lembrando as observações feitas nas andanças pelo Estado. Ele explicou que tem cidades onde 70% da população tem saído às ruas sem tomar o cuidado de usar máscara.

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