A escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa da Presidência da República, no ano que vem, foi bastante comemorada pela extrema-direita paraibana. O presidente estadual do partido, Marcelo Queiroga, soltou rojões nesta sexta-feira (5) e se prepara para pedir votos para o 01. Os deputados Wallber Virgolino (estadual) e Cabo Gilberto (federal), idem. Mas o pré-candidato ao governo do Estado, Efraim Filho (União), silenciou. E tem motivo de ser: a escolha de um Bolsonaro e não do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) isola o parlamentar entre os postulantes da oposição na Paraíba.
Isso porque Efraim sonhava ter o apoio de Pedro Cunha Lima (PSD) para a disputa do governo, já que o pessedista há tempos dá sinais de exaustão no seu desejo de ser candidato. A ida do prefeito Cícero Lucena (MDB) para a oposição fez com que muito da musculatura de Pedro migrasse para ele. Neste contexto, até pela proximidade, o senador tinha esperanças de conseguir o apoio do ex-deputado. Acontece que este cenário só seria factível, pelas declarações recentes de Pedro, caso o bloco de sustentação a Efraim não fosse comandado por alguém com o sobrenome Bolsonaro.
A composição teria mais chances de acontecer se o governador de São Paulo fosse o pré-candidato apoiado pelo bolsonarismo. Este cenário nunca foi simples e as esperanças se tornaram mais remotas com a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de escolher um membro da família para a composição. Com isso, se mantiver as declarações externadas anteriormente, Pedro não entrará num palanque que dê sustentação a um Bolsonaro. A tendência será mesmo dar apoio a Cícero, sem necessariamente compor a chapa.
O cenário em que Pedro evitaria compor a majoritária com Cícero seria o caso de eventual apoio do prefeito de João Pessoa ao presidente Lula (PT). Como o ex-deputado vive se colocando no centro, longe da polarização formada por Lula e Bolsonaro, ele disputaria uma vaga para a Câmara dos Deputados. O ex-parlamentar pode mudar de opinião e compor a majoritária? Lógico, mas terá dificuldade de justificar a posição. O que há de fato por enquanto é que Efraim se isola ainda mais no seu projeto eleitoral. A conferir.
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