Executivo
Depois de 12 anos, Lula é eleito para comandar o Brasil pela terceira vez
30/10/2022 19:57
Suetoni Souto Maior
Lula conseguiu melhorar avaliação nos estados do Sul e entre os evangélicos. Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi leito para o terceiro mandato de presidente da República. O petista trilhou um caminho cheio de percalços até à vitória nas urnas neste domingo (30). Ele chegou a ser preso e passou quase dois anos recluso por causa de acusações de envolvimento em supostos casos de corrupção apurados pela operação Lava Jato. O petista foi solto e se livrou dos processos após o Supremo Tribunal Federal (STF), em duas decisões, entender que o Paraná não era o foro adequado para julgar o petista, além da suspeição do ex-juiz e atual senador eleito Sérgio Moro.

Lula venceu o presidente Jair Bolsonaro (PL) em eleição apertada, com uma vantagem de pouco mais de 2 pontos percentuais. Para a disputa, ele enfrentou o uso da máquina em proporção jamais vista na história do Brasil. No intervalo de poucos meses, o governo federal criou benesses como a ampliação do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, pagamentos de auxílios para taxistas e caminhoneiros, redução de impostos para subsidiar a redução do preço dos combustíveis, empréstimos para beneficiários de programas sociais e reabertura do Pronamp.

O ex-presidente chegou à vitória com o apoio de uma frente ampla, que começou a ser construída com a aliança com o ex-governador de São Paulo e ex-desafeto Geraldo Alckimin (PSB). O ex-gestor trocou o PSDB pela sigla socialista para pavimentar a postulação do cargo de vice na chapa encabeçada por Lula. Ele também atraiu para o arco de alianças várias lideranças que atuaram em governos passados, a exemplo de nomes da equipe econômica do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), responsáveis pela criação do plano Real. O próprio FHC pediu votos para Lula, seu ex-desafeto.

Para governar, o ex-presidente enfrentará um país dividido e uma oposição radicalizada. A eleição dele dependeu de forma acentuada das votações no Nordeste, onde conseguiu os melhores índices de aprovação. Na maior parte dos estados do país, Bolsonaro foi mais votado.

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