Seguindo a analogia comumente usada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), DEM e PSL estão namorando para casar. As discussões entre os partidos estão avançadas e se a união for concretizada, na Paraíba, a sigla será comandada pelo deputado federal Julian Lemos (PSL). Esta, pelo menos, é a informação que corre solta pelos corredores do Congresso Nacional. Os dois partidos estão com as negociações 99% concluídas e a fusão deve ser fechada nos próximos dias. A junção é vista como o caminho para que os parlamentares das duas legendas enfrentem as intempéries de um ano eleitoral particularmente imprevisível.
Procurado pelo blog para falar sobre a condição futura de presidente do partido, Julian Lemos nem negou nem confirmou. Ele disse que o tema está em discussão avançada e o resultado será divulgado em breve. Sobre o deputado federal Efraim Moraes (DEM), ele alegou que a relação entre os dois é muito boa e que Moraes é o candidato ao Senado do seu grupo. “Vamos trabalhar pela eleição dele”, ressaltou o parlamentar paraibano, que tentará a reeleição na disputa do ano que vem. O desafio para os dois partidos é manter a representatividade.
O PSL saiu das eleições de 2018 com uma bancada de 53 deputados, a segunda maior da Câmara dos Deputados. Ficou atrás apenas do PT, com um a mais. O DEM também se fortaleceu nos últimos anos e mantém uma bancada de 28 deputados. Ambos foram beneficiados pela onda conservadora que levou Jair Bolsonaro ao comando do país. A votação expressiva recebida pelos candidatos do PSL não teve paralelo nos 25 anos anteriores de história do partido. A sigla sempre figurou na condição de nanica na configuração do Congresso Nacional.
A junção dos dois partidos é vista como uma forma de autopreservação, já que a tendência é de não manutenção das coligações partidárias. Os dois partidos, inclusive, devem sofrer perdas com a saída de filiados. Tanto PSL como DEM têm nas suas fileiras nomes ligados ao presidente e que devem segui-lo para a sigla que ele se filiar. Um dos destinos possíveis é o Patriotas, mas há quem acredite em filiação ao PP. A vantagem dos dois partidos é que eles terão muito recurso do fundo eleitoral para financiar as candidaturas no ano que vem.
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