Executivo
Candidaturas na Paraíba devem refletir polarização nacional, com João e Veneziano com Lula e Pedro e Nilvan com Bolsonaro
28/04/2022 16:30
Suetoni Souto Maior

A polarização nacional para a disputa presidencial começa a influenciar, profundamente, as candidaturas na Paraíba. Faltando pouco mais de cinco meses para as eleições, nenhum dos pré-candidatos do Estado está impassível em relação às postulações do ex-presidente Lula (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL). Este último disputa a reeleição. A regra vale tanto para os candidatos ao governo, quanto para o Senado, quanto para a disputa de “bozó” ou “par ou ímpar”.

Entre os candidatos ao governo, uma combinação entre convergência ideológica e conveniência levam o governador João Azevêdo (PSB) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) para o palanque petista. No sentido contrário, o mesmo ocorre com o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) e o comunicador Nilvan Ferreira (PL). E mesmo no caso do Senado, com disputa particular entre Bruno Roberto (PL) e Efraim Filho (União Brasil) pelo espólio bolsonarista.

O movimento reflete as pesquisas eleitorais, que mostram Lula e Bolsonaro se alternando na liderança das pesquisas nos estados brasileiros. No caso da Paraíba, o ex-presidente aprece com vantagem nas sondagens divulgadas até agora. Isso faz com que João dispute palmo a palmo com Veneziano o alinhamento com Lula. O mesmo ocorre entre os apoiadores de Bolsonaro. Apesar de Pedro não ter se apresentado, até agora, como bolsonarista, a busca por aproximação cresce também entre os apoiadores dele.

O movimento mais recente foi o de Efraim Filho, que confirmou acerto para a vinda do presidente à Paraíba, na próxima semana. A vinda é para a inauguração de um trecho do Canal Acauã-Araçagi, tocado pelo governo do Estado e que não está concluído. Efraim se acotovela com Bruno Roberto, do PL, pelo voto dos bolsonaristas para a vaga ao Senado. O alinhamento agrada ao presidente, que deu declaração recente de que irá também a Campina Grande, em junho, acompanhado do ex-prefeito Romero Rodrigues (PSC).

O fenômeno é fruto do raquitismo da chamada terceira via, que não consegue decolar. Até mesmo Ciro Gomes (PDT) não tem conseguido romper a barreira dos dois dígitos nas pesquisas. A consequência disso é que, aqui na Paraíba, a pré-candidata do partido, Lígia Feliciano, também trabalha por um alinhamento com Lula. Com base nisso, é difícil não imaginar um afunilamento que pode resultar em retirada de candidaturas antes mesmo da disputa. Se isso acontecer, não haverá surpresa.

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