Candidato tem movimentação de candidato. Você talvez nunca tenha ouvido desta máxima, mas encontrará dificuldade para refutá-la. Nesta quinta-feira (4), o governador João Azevêdo (PSB) sinalizou a possibilidade de disputar as eleições para o Senado, em 2026. Isso explica a movimentação política intensa do gestor, que promete fazer nos próximos três anos mais do que foi feito na primeira gestão, quando ele foi reeleito em disputa apertada com o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB). Desde o início do ano, João tem investido mais em aparições públicas, agendas com abrangência nacional e visitas a obras.
Os sinais, como o dito no início deste texto, são inequívocos. A sinalização para a disputa foi feita numa entrevista na qual ele buscou contemporizar com o assunto, dizendo que falta muito tempo ainda. A referência é ao fato de existir uma eleição municipal no meio, em 2024. Mas acontece que, na Paraíba, a discussão precoce sobre eleição é uma commodity largamente usada. E esse assunto se torna urgente pelo número de pré-candidaturas postas até agora como possibilidade. Todo mundo com o pé na estrada, buscando a construção de alianças municipais agora, para colher apoios em 2026.
Naturalmente, o assunto se torna mais urgente por causa da quantidade de nomes que estão em busca de “credenciais” para a disputa. Serão duas vagas em 2026. De certo, Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Daniella Ribeiro (PSD) deverão buscar a reeleição. O deputado federal Hugo Motta (Republicanos) tem fortalecido o partido dele de olho em uma das duas vagas. Da mesma sigla, outro cotado é o presidente da Assembleia, Adriano Galdino. Não podem ser esquecidos, ainda, nomes como os do ex-governador Ricardo Coutinho (PT) e do ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB).
João Azevêdo, por isso, vai para uma disputa difícil e precisará mostrar serviço para conseguir o espaço. Mas a verdade seja dita: o cargo de governador dá certa vantagem para a disputa. Até por que são raros os casos de ex-governadores que não conseguiram sucesso na mudança de cargo. Daniella também terá uma vantagem para a disputa, já que o filho dela, Lucas Ribeiro (PP), provavelmente estará no comando do Estado e buscando a reeleição daqui a três anos. Isso caso se confirme a hipótese de João disputar vaga no Senado. Sendo assim, ele terá que deixar o mandato em abril de 2026.
Na entrevista desta quinta-feira, o governador disse que há três hipóteses para o futuro dele: abandonar a política, disputar vaga para deputado federal ou para o Senado. Das três possibilidades, ele deixou claro que a mais provável para o momento é disputar o Senado.
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