O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica neste domingo, 21 dias após passar por uma cirurgia de 12 horas no intestino, realizada devido a uma obstrução. Ele deixou o Hospital DFStar por volta das 11h, mas até o momento a unidade ainda não divulgou um novo boletim médico.
Ao sair do hospital, Bolsonaro declarou que quem irá garantir que ele siga as recomendações médicas é sua esposa, Michelle Bolsonaro. “Quem vai me fazer seguir as recomendações médicas é a Michelle”, disse, em tom descontraído.
Durante uma breve declaração à imprensa, Bolsonaro voltou a defender a anistia dos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes, ocorridos em 8 de janeiro de 2023. “O que mais dói no coração da gente são pessoas inocentes com até 17 anos de cadeia, enquanto a esquerda já foi perdoada”, afirmou.
O ex-presidente foi recebido por um grupo de apoiadores na porta do hospital e deixou o local de carro. Antes da alta, ele usou suas redes sociais para agradecer à equipe médica, liderada pelo Dr. Cláudio Birolini: “Obrigado Dr. Cláudio Birolini e equipe. Volto para casa renovado”.
No sábado, o hospital já havia divulgado boletim informando melhora no quadro clínico de Bolsonaro, sinalizando que a alta poderia ocorrer nos próximos dias. Segundo o documento, o ex-presidente apresentava boa resposta à dieta pastosa e se preparava para iniciar alimentação por via oral.
O texto ainda relatava que Bolsonaro seguia com sessões diárias de fisioterapia motora e recebia medidas preventivas contra trombose venosa. O ex-presidente estava clinicamente estável, sem dor ou febre, com a pressão arterial sob controle. A restrição de visitas seguia mantida.
Bolsonaro deixou a UTI na última quarta-feira, após permanecer 17 dias em cuidados intensivos. Esta foi sua sexta cirurgia desde 2018, ano em que sofreu um atentado à faca durante a campanha presidencial. As intervenções cirúrgicas ao longo dos anos foram consequências desse ferimento.