A senadora Daniella Ribeiro (PP) dobrou a aposta em relação à disputa eleitoral do ano que vem. Durante entrevista ao jornalista Luís Torres, da TV Arapuan, nesta segunda-feira (11), ela falou abertamente sobre sua disposição de não disputar a reeleição para o Senado no pleito de 2026, abrindo espaço para as postulações do governador João Azevêdo (PSB) e do prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos). Mas tem um preço: ela não admite a hipótese de o atual vice-governador, Lucas Ribeiro (PP), não dispute a reeleição, caso assuma o governo a partir de abril do ano que vem.
Esta possibilidade abre uma gerra fratricida na base governista, já que Lucas briga pela cabeça de chapa com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), e com o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos). O caso do gestor pessoense é visto com maior cuidado, por ele integrar as fileiras do partido comandado historicamente, no Estado, pela família Ribeiro. Além de Daniella, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro e o ex-deputado federal Enivaldo Ribeiro reforçam a tese de candidatura do filho, sobrinho e neto.
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A relação com Cícero, por isso, tem se mostrado mais frágil dentro do partido e Daniella Ribeiro expôs essa questão na entrevista no programa Frente a Frente, nesta segunda-feira. Ela demonstrou incômodo com a movimentação do prefeito, que tem percorrido o Estado em busca de apoio para uma disputa na base governista. Aliados do gestor pessoense têm defendido a tese de que uma eventual candidatura de Lucas pode soar como natural, mas que a vitória seria mais factível tendo Cícero como postulante, por ele liderar, atualmente, as pesquisas de opinião.
Essa perspectiva em torno do nome de Lucas, inclusive, tem ganhado força entre os secretários de governo. Isso foi exposto recentemente, em entrevista, por Tibério Limeira (Administração).
O governador João Azevêdo, no entanto, tem demonstrado cautela em relação ao assunto, garantindo não existir data limite para a definição do candidato. Ele sustenta que os postulantes que pensem em voo próprio fora do grupo terão que contabilizar eventuais perdas com a saída. O tema, pelo jeito, vai fomentar muito debate ainda.
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