O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, que não há ambiente entre os deputados para uma anistia ampla, geral e irrestrita. O comentário ocorre uma semana depois de deputados bolsonaristas gerem travado a pauta da Casa por 30 horas exigindo a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A expressão tem sido usada por aliados do capitão reformado do Exército para se referir à proposta de esvaziar a capacidade punitiva do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação aos suspeitos de terem tramado um golpe de estado.
“O que eu sinto, do contato que tenho com os parlamentares, é que há uma certa dificuldade com anistia ampla, geral e irrestrita. Até porque nós tivemos o planejamento de morte de pessoas, isso é muito grave. Não sei se há ambiente para anistiar quem agiu dessa forma, penso que não”, afirmou Mottta nesta segunda-feira (11), em entrevista à revista Veja.
O presidente da Câmara acrescentou ainda, porém, que a anistia “deve ser amplamente debatida” —tanto seu conteúdo como a possibilidade de ser levada para a votação no plenário.
Para que seja pautada, Motta afirmou que a anistia, assim como o fim do foro privilegiado, tem que conquistar maioria no colégio de líderes, órgão que discute o que será votado a cada semana. Há um acordo entre PL e o centrão para que as medidas sejam levadas ao plenário, mas o PT, por exemplo, se opõe.
“Quando tiver uma maioria construída, jamais essa presidência irá obstruir as pautas de votação”, afirmou Motta. “O colégio de líderes é o foro adequado, sempre procuramos trazer a pauta de consenso, como sempre foi no colégio e seguirá sendo”, disse ainda, ressaltando que ele não tem “preconceito com nenhuma pauta”.
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