Executivo
Aliados prioritários, PT e PSB não se bicam em pelo menos oito estados e a Paraíba é um deles
26/07/2022 06:33

Suetoni Souto Maior

João Azevêdo e Veneziano disputam apoio de Lula na Paraíba. Foto: Reprodução

A menos de dez dias para o fim do prazo para as convenções partidárias, o PT e o PSB permanecem falando dialetos diferentes quando o assunto é união de forças na Paraíba. A situação é parecida com o que acontece no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre e Rondônia. Em todos, os interesses paroquiais têm dificultado a construção de um entendimento. A solução tem sido tão difícil que o plano de resolver todas as pendências até o último dia 20, evidentemente, caiu por terra e o horizonte aponta, agora, para o dia 5 de agosto.

Na Paraíba, a Federação PT, PCdoB e PV não chegou a um denominador comum sobre a aliança. Os petistas, pelo menos o grupo majoritário, querem uma composição com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), pré-candidato ao governo. PCdoB e PV lutam ainda pela manutenção do apoio ao governador João Azevêdo (PSB) na busca pela reeleição. A definição ficou para a Federação Nacional, que ainda não se reuniu para discutir o assunto. Apesar disso, pouca gente imagina que o quadro seja revertido pró-João. Nem ele mesmo espera isso.

Tanto João Azevêdo quanto Veneziano marcaram as convenções dos respectivos partidos para o dia 5 de agosto, data limite para o fechamento das chapas. Antes disso, no dia 4, é esperada a vinda do ex-presidente Lula (PT) para ato político na Paraíba. O evento está marcado para o Busto de Tamandaré, com a presença de Veneziano. Os aliados do governador, no entanto, tentam uma agenda reservada com ele. O gestor não briga pela exclusividade de palanque com o petista, mas quer figurar entre os inseridos no rol de aliados para as eleições de outubro.

No Rio Grande do Sul, as chances de um acordo são cada vez mais remotas. Uma união entre PT e PSB chegou a ser anunciada ema 15 de junho. O entendimento, naquela ocasião, era de que o nome para disputar o governo seria discutido posteriormente. Passado mais de um mês, no entanto, não houve acordo. Tanto o ex-deputado federal Beto Albuquerque (PSB) quanto o deputado estadual Edegar Pretto (PT) mantiveram suas pré-candidaturas.

No Rio ainda há esperanças entre os petistas em chegar a um entendimento, mas lideranças do partido reconhecem que hoje essa chance é remota. A eleição gaúcha será discutida amanhã em reunião da executiva do PT. No encontro, deve ser votada ainda a possibilidade de rompimento da aliança com Marcelo Freixo (PSB) no Rio, diante da candidatura ao Senado de Alessandro Molon (PSB). Dirigentes do PT fluminense dizem que havia um acordo para que o candidato único a senador na chapa fosse o presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT).

Havia a esperança de que estas pontas soltas fossem conectadas com a retirada da pré-candidatura de Márcio França (PSB) em São Paulo, em prol da postulação do ex-ministro Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo, mas o entendimento não foi construído. Ainda falta encontrar solução para a situação das chapas em Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre e Rondônia.

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