Covid-19
A solução para a crise da vacina está em Brasília e se chama Marcelo Queiroga
14/04/2021 14:40
Suetoni Souto Maior
Eduardo Pazuello, ao fundo, durante a posse de Marcelo Queiroga. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A solução para a crise das vacinas, na Paraíba, está em Brasília e atende pelo nome de Marcelo Queiroga. Até que se prove o contrário, o ministro da Saúde, que é paraibano, é o único com os meios para abreviar ou alongar o sofrimento de quem está na fila em busca da primeira ou da segunda dose. O governador João Azevêdo (Cidadania) ouviu dele a promessa de liberação de 110 mil doses na sexta-feira (16). O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas), terá reunião com ele no início da noite desta quarta.

E o mesmo deveria ser feito pela bancada federal paraibana na Câmara dos Deputados e no Senado. Seja você a favor ou contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), cabe às ações do governo dele a liberação dos imunizantes. Isso se torna mais evidente no momento em que o Estado não tem em estoque nenhuma dose da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Vem dela a demanda mais urgente, já que foi a mais ministrada e é a que tem a segunda dose mais urgente.

A falta de vacinas em João Pessoa e em Campina Grande ocorre exatamente um mês depois de Eduardo Pazuello, o antecessor de Queiroga na Saúde, orientar os prefeitos a não guardarem vacinas. A promessa era de que a entrega dos imunizantes seria perene. Não foi. Havia a promessa de que as doses chegariam no último final de semana e isso não aconteceu, por falta do produto. Resultado, quem seguiu a orientação foi para o fronte sem vacinas.

Caberá a Queiroga fazer diferente do antecessor e dar ritmo correto à imunização. O curioso diante desta crise é que as prefeituras que foram mais eficientes na imunização e andaram mais rápido com ela, pagaram de incompetentes porque o produto faltou. Quem foi mais relapso no processo, conseguiu se sair bem na fita. Pode dizer que vacinou pouco, mas que tem o imunizante na geladeira. É absurdo, mas é a realidade atualmente.

Até o momento, a capital paraibana imunizou 148,7 mil pessoas, sendo 21 mil vindas de outras cidades. A campanha está suspensa desde esta terça-feira até que cheguem as novas doses. A cena de idosos aglomerados no Espaço Cultural, em João Pessoa, serviu de lição para mostrar que não adianta voluntarismo diante da crise. É preciso vacina.

Pfizer, finalmente

O quadro é mais animador porque Queiroga, anunciou nesta quarta, a antecipação de 2 milhões de doses da vacina da Pfizer, elevando o total de imunizantes oferecidos pela fabricante para 15,5 milhões até junho. O anúncio foi feito pelo ministro após a segunda reunião do comitê nacional de enfrentamento à pandemia de Covid-19. Queiroga falou ao lado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Palavras Chave