O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) soprou as velinhas, nesta semana, diante de um grande dilema: integra um bloco aliado, de oposição ao governador João Azevêdo (PSB), composto por lideranças com um pé no bolsonarismo (e algumas até com os dois). O movimento mais latente é o do senador Efraim Filho (União Brasil), que já não esconde de ninguém a possibilidade de migrar para o PL e ser candidato da base bolsonarista na Paraíba. Com isso, daria palanque para algum sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje inelegível.
Do alto dos seus 55 anos, completos nesta quinta-feira (17), Veneziano já avisou que não entra nesta bola dividida. Ele estava confortável, antes, no bloco com ascendência de Pedro Cunha Lima (PSD), que tem demonstrado pouco apetite pela disputa eleitoral. Se o pessedista não levantava a bandeira de Lula (PT), também não demonstra interesse por fazer campanha por Bolsonaro. Fazia o caminho do meio. Veneziano, por outro lado, vem puxando a bandeira petista desde as eleições de 2018, votou em Lula em 2022 e continua no barco desde então.
Veneziano e o governador João Azevêdo (PSB), apesar de adversários, são os nomes abençoados pelo petista para as eleições do ano que vem. Por isso, ambos prometem palanques para o presidente nas eleições de 2026.
Enquanto isso, Efraim trabalha inequivocamente para ter garantias de disputar as eleições. O único cenário em que este quadro fica mais nebuloso, é uma eventual candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), pela oposição. Apesar de liderar todas as pesquisas de opinião, não há garantias de que ele represente a base governista na disputa da sucessão de João. Isso ocorrerá se o atual vice-governador, Lucas Ribeiro (PP), assumir o governo e bater o pé de que quem que ser candidato. Se isso ocorrer, não faltará na oposição que ofereça a cabeça de chapa ao Caboquinho.
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