Legislativo
“Vendedor” das 400 milhões de vacinas ao governo brasileiro recebeu auxílio emergencial
11/07/2021 10:26
Suetoni Souto Maior
Senadores querem ouvir Cristiano Carvalho na CPI da Pandemia. Foto: Pedro França/Agência Senado

Quem é Cristiano Alberto Carvalho? Antes anônimo, o representante da Davati Medical Supply no Brasil agora ganha holofotes por envolvimento na escandalosa tentativa de venda de inexistentes 400 milhões de doses da AstraZeneca ao Ministério da Saúde. Todos vão lembrar aqui que se trata daquele negócio intermediado pelo policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que teria dado de cara com a combrança de propina de um dólar por dose, feita por um servidor do governo federal. A novidade agora é que o “grande empresário” recebeu auxílio emergencial no ano passado.

Isso mesmo. Cristiano Alberto Carvalho recebeu o auxílio emergencial de abril a dezembro ano ano passado. Ele embolsou R$ 4,2 mil do dinheiro destinado aos cidadãos com dificuldade financeira, prejudicados pela pandemia. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicada neste domingo (11). Carvalho, inclusive, é um dos convocados pela CPI da Pandemia do Senado para dar explicações. Entre as histórias mal contadas está a necessidade de se explicar como seria feita a entrega das vacinas se o laboratório responsável pela fabricação nega o acerto.

Cristiano Carvalho deu entrada nesta sexta-feira (9) com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo para ficar em silêncio na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. O pedido está sob segredo de justiça. Embora seu depoimento aos senadores ainda não tenha sido marcado, Carvalho entrou na mira do grupo majoritário da CPI da Pandemia depois que seu nome foi citado por Luiz Paulo Dominghetti como a pessoa por trás das negociações entre a empresa e o Ministério da Saúde para a aquisição de doses da vacina AstraZeneca.

Aos senadores, Dominghetti também disse que Cristiano teria passado a ele áudios do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) que, segundo Dominghetti, seria a respeito de venda de vacinas. A versão do policial foi questionada por Luis Miranda e por Cristiano, que afirmaram tratar-se, na verdade, de um áudio antigo, que tratava da venda de luvas para comércios dos Estados Unidos.

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