A tropa de choque formada para tentar salvar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da cadeia tem um paraibano entre os pontas de lança. Trata-se do deputado federal Cabo Gilberto (PL), escalado pelo líder do partido na Câmara dos Deputados com uma missão desafiadora: atuará na articulação das pautas do partido dentro do Congresso Nacional. Entre elas, está uma anistia ‘ampla, geral e irrestrita’ para os envolvidos no 8 de janeiro e que possa beneficar, também, os acusados de envolvimento no que a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz ter sido uma tentativa de golpe para matar e impedir a posse do presidente Lula (PT), em 2023.
Em reunião com Bolsonaro, nesta segunda-feira (21), na Câmara dos Deputados, foram articuladas mais duas comissões, além da que será comandada pelo paraibano. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) vai coordenar a comunicação da oposição e ficará sob liderança dos três grupos. A terceira, com foco nas mobilizações externas, será liderada por Rodolfo Nogueira (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC), com o objetivo declarado de amplificar a voz de Bolsonaro fora das instituições.
A medida busca reestruturar a atuação do partido e fortalecer a presença de Bolsonaro no debate político, mesmo com as limitações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal. O movimento do partido aconteceu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro está proibido de participar de transmissões ao vivo em redes sociais, sejam elas feitas por ele próprio ou por terceiros, incluindo entrevistas à imprensa. A decisão integra o inquérito que investiga supostos ataques à soberania nacional, agravado após declarações do governo de Donald Trump contra o Brasil.
As discussões no Congresso sobre anistia estavam caminhando no Congresso, inclusive com compromisso do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de votar um texto mais enxuto, que não excluía Bolsonaro da chance de ser preso. A discussão regrediu após as ameaças de sanções impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump contra o Brasil, articuladas pelo ex-presidente e pelo filho dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). As ameaças são de taxação de produtos brasileiros em 50% a partir de 1º de agosto.
O Cabo Gilberto, escalado para a missão, suspendeu o recesso parlamentar e se encontra em Brasília.
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