Covid-19
Universidade projeta 562 mil mortes por Covid no Brasil até julho
04/04/2021 06:05
Suetoni Souto Maior
Sepultamentos vêm se multiplicando no país desde o último mês. Foto: Vladimir Platonov/ABr

Os estados brasileiros, inclusive a Paraíba, voltam a flexibilizar as medidas restritivas a partir de segunda-feira (5), mas o cenário de mortes causadas pela Covid-19 só se agrava. Uma projeção feita pela Universidade de Washington aponta que, até 1º de julho, o Brasil terá 562.863 mortes causadas pela pandemia. Se nenhuma medida extra para frear a contaminação pelo coronavírus for tomada, o país deve superar os Estados Unidos em números absolutos de óbitos em agosto.

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Na Paraíba, as medidas restritivas surtiram o efeito de reduzir a lotação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), mas de forma moderada. A ocupação é de 88% na Região Metropolitana de João Pessoa, 68% em Campina Grande e 90% no Sertão. Já ocorreram 5.866 mortes no Estado, sendo 46 apenas neste sábado (3). Mesmo assim, o secretário Estadual de Saúde, Geraldo Medeiros, diz que o nível de contaminação baixou para índice inferior a 1. Ou seja, uma pessoa contamina outra.

De acordo com o levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), hoje o país já soma  330.193 mortes desde o início da pandemia. Para quem ainda tem dúvida de que o mês de abril será um mês muito letal, a Universidade de Washington projeta 100 mil óbitos para o mês. Os dados mostram que o índice de mortes continuará alto durante o mês de abril, seguindo o ritmo ascendente de maio.

De acordo com reportagem da Agência Brasil, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Fluminense aponta que o Brasil pode atingir um pico de 5 mil mortes por Covid-19 em um único dia até o início de maio. A avaliação é do professor Márcio Watanabe, do Departamento de Estatística da UFF. O estudo tem como base a análise de dados da pandemia em mais de 50 países, entre os meses de setembro de 2020 e março deste ano.

Além dos fatores de risco, há ainda outro indicador que deve ser considerado: a sazonalidade da doença, ou seja, período em que a propagação do vírus tende a ser maior, o que acontece com a chegada do outono e do inverno. De acordo com o professor, este é um dado importante, e que pode auxiliar as autoridades no planejamento para enfrentar a doença.

De acordo com Márcio Watanabe, entre este mês e maio, a pandemia tende a se agravar em países do hemisfério sul, em particular no Brasil. A estimativa aponta que, de abril até o início de maio, o país pode chegar à marca trágica de 3 mil a 5 mil mortes diárias pelo novo coronavírus.

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