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	<title>traição &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Assediado pela oposição, Cícero diz que passado dele não autoriza especulações sobre traição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 10:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
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		<category><![CDATA[cícero lucena]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma linha discursiva foi fortemente alardeada nos discursos de todos no Congresso Estadual do PSB, nesta segunda-feira (28). O evento marcou a posse do governador João Azevêdo no comando do PSB, mas teve como ingrediente, também, a tentativa de transparecer para fora do agrupamento que a base está unida. E quando se fala para fora, busca se dizer para a oposição. Tudo por causa da ciumeira que brotou da presença constantes de lideranças oposicionistas em parte das agendas encampadas pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), no processo de interiorização do nome dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é segredo para ninguém que Cícero é pré-candidato ao governo do Estado no ano que vem. É um movimento natural de quem foi eleito, em João Pessoa, com quase 70% dos votos no segundo turno. Ele parte da Região Metropolitana com um nome forte, com aliados eleitos nas principais cidades e busca, agora, densidade eleitoral nos municípios onde João Azevêdo consagrou sua vitória no pleito de 2022. Mas lógico que este processo não é simples. Tem o caso de Lucas Ribeiro, também do PP, que ganhará força, caso assuma o governo a partir de abril, com a saída de João para a disputa do Senado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, o que era bonitinho no papel ganha status prévio de potencial rompimento. Um cenário que tem sido alerdeado pela oposição. Com suposições de que Cícero poderia ser candidato pela oposição, caso não encontre espaço na base governista. Um cenário descartado pelo prefeito de João Pessoa. Em entrevista ao programa Frente a Frente, do jornalista Luís Torres (Arapuan), nesta segunda, o gestor disse que o histórico dele não autoriza traições. Ele será candidato com o apoio de João Azevêdo ou não será. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É fácil dar fé pública às palavras quando se analisa o passado. Ele não foi candidato em 2002, a perdido de Ronaldo Cunha Lima, para dar espaço a Cássio. Depois, em 2010, não foi candidato ao governo porque Cássio preferiu apoiar o antigo desafeto, Ricardo Coutinho, hoje no PT. Em 2014, não foi candidato à reeleição para o Senado porque Cássio preferiu o hoje deputado federal Ruy Carneiro (Podemos), para evirar uma chapa toda tucana. Em nenhuma das oportunidades, ele fez birra ou reclamações públicas, dizem aliados. Silenciou e saiu de cena. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conta disso, todos os discursos seguiram na linha de unidade. Uma unidade que não será facilmente mantida, visto o natural conflito de interesses. Por ora, o que se tem para hoje é a garantia do prefeito de que se houver uma eventual traição, o agente dela não será ele. </p>



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		<title>Vergonha de Dom Delson com fraude atribuída ao Padre Egídio é compreensível: muitos foram enganados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 16:53:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">O arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson, gerou polêmica, nesta terça-feira (10), ao admitir que não sabia dos descalabros que ocorriam no Hospital Padre Zé e na Ação Social Arquidiocesana (ASA). Ligadas à Igreja, a instituição de saúde e a entidade voltada para a assistência social eram administradas pelo Padre Egídio de Carvalho Neto. O religioso foi um dos alvos da operação Indignus, desencadeada na semana passada pela força-tarefa chefiada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, para apurar supostos desvios de dinheiro fruto de doação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações mostram que o Padre Egídio possuía em seu nome uma série de imóveis de alto padrão, muitos deles luxuosamente mobiliados. “Eu sinto uma tristeza muito grande que um ministro de Deus tenha se envolvido numa coisa dessa natureza”, disse Dom Delson, em meio a explicações que escancaram a incompatibilidade entre renda e posses do religioso. Os padres vinculados à Arquidiocese da Paraíba, segundo o líder da Igreja, recebem salários equivalentes a três salários mínimos, o equivalente a R$ 3.960.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dom Delson, por outro lado, disse ter sido traído. O sentimento é comum ao de órgãos de controle e pessoas que fazem doações ao Hospital Padre Zé. Ninguém sabia dos desvios de recursos. Isso pelo fato de que a instituição de saúde sempre pareceu ser bem cuidado. “O sentimento é de vergonha. Me sinto traído, porque [ele] foi preparado para anunciar o evangelho, testemunhar a fé, para estar a serviço dos mais pobres”, disse o arcebispo durante entrevista coletiva nesta terça. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A dimensão do rombo provocado durante o tempo em que o Padre Egídio comandou as instituições ainda está sendo avaliada. As informações preliminares são de que o religioso construiu um patrimônio formado por mais de 15 imóveis, sendo alguns de altíssimo padrão. A granja mantida por ele no Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, é ricamente ornada com obras sacras caras, inclusive com castiçais de prata pura. O padre George, escolhido para assumir o Hospital Padre Zé depois do afastamento de Egídio, explicou que todas as informações estão sendo prestadas à força-tarefa formada para investigar o caso. A apuração revelou a existência de uma dívida de R$ 13 milhões, fruto de empréstimo contraído pela gestão anterior. </p>



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