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	<title>preventiva &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Prisão de Fernando Cunha Lima: decisão de hoje teria protegido muitas crianças se tivesse ocorrido há 30 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 15:54:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[pacientes]]></category>
		<category><![CDATA[preventiva]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu nesta terça-feira (5), de forma unânime, pela prisão preventiva do médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima. Ele é acusado da prática do delito de estupro de vulnerável contra várias crianças, na maioria pacientes. Além da prisão, foram autorizadas busca e apreensão de aparelhos celulares, computadores, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu nesta terça-feira (5), de forma unânime, pela<strong> prisão preventiva do médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima</strong>. Ele é acusado da prática do delito de estupro de vulnerável contra várias crianças, na maioria pacientes. Além da prisão, foram autorizadas busca e apreensão de aparelhos celulares, computadores, outros dispositivos eletrônicos e fichas médicas em posse do médico. O relator do caso foi o desembargador Ricardo Vital de Almeida, que teve seu voto acompanhado pelos desembargadores Joás de Brito e Frederico Coutinho. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os relatos de crimes, há alguns de fatos ocorridos há mais de 30 anos. <a href="https://suetonisoutomaior.com.br/o-medico-o-monstro-e-a-sobrinha-arrependida-por-nao-ter-denunciado-antes-o-tio-suspeito-de-estupro/">O mais marcante foi feito pela sobrinha do médico, Gabriela Cunha Lima, hoje com 41 anos. Ela contou à política civil, em depoimento, que foi vítima quando tinha apenas 9 anos. Um trauma que perdurou por mais de três décadas no silêncio familiar. </a>Neste período, enquanto atendia no seu consultório, foram se acumulando os relatos de abusos. Só que o ciclo de silêncio se manteve, até meados deste ano. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Após uma mãe denunciar o suposto abuso da filha durante uma consulta à Polícia Civil, vários outros foram surgindo, até os que ficaram escondidos no âmbito familiar. A decisão de agora, arbitrada no segundo grau, ocorre após várias negativas nas instâncias inferiores. O médico já havia sido afastado das funções por decisão do Conselho Regional de Medicina (CRM), em decisão também tardia, ocorrida após ele mesmo ter desistido da atividade. Com mais de 80 anos, a idade era alegada como motivo para a liberdade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o desembargador <a href="https://suetonisoutomaior.com.br/ministerio-publico-pede-prisao-de-pediatra-supeito-de-pedofilia-e-indenizacao-400-salarios-minimos-para-cada-vitima/">Ricardo Vital, a prisão cautelar busca garantir a ordem pública, prevenindo novos crimes e protegendo a sociedade</a>. &#8220;O fundamento da prisão cautelar na garantia da ordem pública tem por desiderato, outrossim, e no caso, impedir que o denunciado continue delinquindo e, consequentemente, trazer proteção à própria comunidade, coletivamente valorada. Delitos desse jaez, não raro, redundam em consequências trágicas para a população, despertando justificada desconfiança popular, acostumando-se com o senso de impunidade e gerando clima de intranquilidade e insegurança jurídica&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme os autos, o acusado, durante atendimento médico, atraía as vítimas para perto dele, sem que outras pessoas estivessem por perto para testemunhar, ou mesmo se utilizava de subterfúgios para disfarçar a prática dos atos quando parentes das vítimas se encontravam no mesmo ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão também incluiu a quebra de sigilo de dados telefônicos e dos dados existentes nos computadores, celulares, dispositivos de informática e fichas médicas das pacientes, em poder do investigado, com a perícia das mensagens e ligações efetuadas e recebidas por meio dos aparelhos celulares, e exclusivamente referentes aos fatos investigados, ressalvada a verificação de possíveis outras atividades a justificarem investigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um trecho do seu voto, o relator afirma que a idade em que se encontra o acusado (pouco mais de 80 anos), bem como seu atual estado de saúde, não retira o caráter de elevado grau de periculosidade do agente. “Todo e qualquer predador sexual necessita ser incontinenti parado. Um dia a mais em liberdade pode significar uma nova vítima”, pontuou. Ainda cabe recurso. </p>



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		<title>STF converte em preventivas prisões de 140 acusados de envolvimento com atos terroristas. Outras 60 vão usar tornozeleira. Confira a lista</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/stf-converte-em-preventivas-prisoes-de-140-acusados-de-envolvimento-com-atos-terroristas-outras-60-vao-usar-tornozeleira-confira-a-lista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2023 15:17:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[atos]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[preventiva]]></category>
		<category><![CDATA[supremo]]></category>
		<category><![CDATA[terroristas]]></category>
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					<description><![CDATA[Após o recebimento de 1.459 atas de audiências de custódia entre os dias 13 de janeiro e 17 de janeiro de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu ao longo desta terça-feira (17/1) 200 decisões sobre a situação dos presos por envolvimento em atos de terrorismo e na destruição de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Após o recebimento de 1.459 atas de audiências de custódia entre os dias 13 de janeiro e 17 de janeiro de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu ao longo desta terça-feira (17/1) 200 decisões sobre a situação dos presos por envolvimento em atos de terrorismo e na destruição de prédios públicos. A previsão é de conclusão da análise de todos os casos até sexta-feira (20/1).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, 140 prisões em flagrante foram convertidas para prisões preventivas para garantia da ordem pública e para garantir a efetividade das investigações. Entre eles está o paraibano James Miranda Lemos. Nos casos, o ministro apontou evidências dos crimes previstos nos artigos 2º, 3º, 5º e 6º (atos terroristas, inclusive preparatórios) da Lei 13.260/2016, e nos artigos do Código Penal: 288 (associação criminosa); 359-L (abolição violenta do estado democrático de direito); 359-M (golpe de estado); 147 (ameaça); 147-A, inciso 1º, parágrafo III (perseguição); e 286 (incitação ao crime).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro considerou que as condutas foram ilícitas e gravíssimas, com intuito de, por meio de violência e grave ameaça, coagir e impedir o exercício dos poderes constitucionais constituídos. Para o ministro, houve flagrante afronta à manutenção do estado democrático de direito, em evidente descompasso com a garantia da liberdade de expressão. Nesses casos, o ministro considerou que há provas nos autos da participação efetiva dos investigados em organização criminosa que atuou para tentar desestabilizar as instituições republicanas e destacou a necessidade de se apurar o financiamento da vinda e permanência em Brasília daqueles que concretizaram os ataques.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/RELAC807A771ODEAUDIE770NCIASANALISADASEM171.pdf">Confira a lista</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras 60 pessoas obtiveram liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares. Em relação a esses investigados, o ministro considerou que, embora haja fortes indícios de autoria e materialidade na participação dos crimes, especialmente em relação ao artigo 359-M do Código Penal (tentar depor o governo legalmente constituído), até o presente momento não foram juntadas provas da prática de violência, invasão dos prédios e depredação do patrimônio público. Por isso, o ministro entendeu que é possível substituir a prisão mediante as seguintes cautelares:</p>



<p class="wp-block-paragraph">⁃ proibição de ausentar-se da comarca;<br>⁃ recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana com uso de tornozeleira eletrônica a ser instalada pela Polícia Federal em Brasília;<br>⁃ obrigação de apresentar-se ao Juízo da Execução da comarca de origem, no prazo de 24 horas e comparecimento semanal, todas as segundas-feiras;<br>⁃ proibição de ausentar-se do país, com obrigação de realizar a entrega de passaportes no Juízo da Execução da Comarca de origem, no prazo de cinco dias;<br>⁃ cancelamento de todos os passaportes emitidos no Brasil em nome do investigado, tornando-os sem efeito;<br>⁃ suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de fogo em nome do investigado, bem como de quaisquer certificados de registro para realizar atividades de colecionamento de armas de fogo, tiro desportivo e caça;<br>⁃ proibição de utilização de redes sociais;<br>⁃ proibição de comunicar-se com os demais envolvidos, por qualquer meio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde as prisões nos dias 8 e 9 de janeiro, foram realizadas até o último dia 17, sob a coordenação da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 1.459 audiências de custódia, sendo 946 feitas por magistrados do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e 513 por juízes do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os casos serão analisados pelo STF, que está responsável por decidir quem segue preso e quem eventualmente pode responder em liberdade. As decisões estão sendo remetidas ao Diretor do Presídio da Papuda e ao Diretor da Polícia Federal. Além disso, o ministro determinou que a Procuradoria Geral da República (PGR), a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sejam intimadas para pleno conhecimento das decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as atas das audiências de custódia realizadas e enviadas ao STF, bem como as decisões tomadas pelo ministro, podem ser acessadas pelos advogados dos envolvidos mediante cadastro no sistema de Peticionamento Eletrônico do tribunal por meio da PET 10820. Embora o caso corra em segredo de Justiça, a tramitação eletrônica pode ser consultada no site do STF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até a conclusão da análise de todos os casos, o STF divulgará no site, diariamente, um balanço das decisões tomadas a respeito de todos os investigados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com informações do STF</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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