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	<title>precatórios &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
	<lastBuildDate>Mon, 29 Jan 2024 18:25:14 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Tesouro fecha 2023 com déficit de R$ 230,5 bilhões e governo culpa precatórios não pagos na gestão Bolsonaro</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/tesouro-fecha-2023-com-deficit-de-r-2305-bilhoes-e-governo-culpa-precatorios-nao-pagos-na-gestao-bolsonaro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2024 18:05:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
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					<description><![CDATA[A quitação de precatórios após um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) fez o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – fechar 2023 com o segundo maior déficit primário desde o início da série histórica. No ano passado, o resultado ficou negativo em R$ 230,54 bilhões, só perdendo para 2020, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A quitação de precatórios após um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) fez o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – fechar 2023 com o segundo maior déficit primário desde o início da série histórica. No ano passado, o resultado ficou negativo em R$ 230,54 bilhões, só perdendo para 2020, quando o déficit atingiu R$ 743,25 bilhões por causa da pandemia de covid-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública. Segundo o Tesouro Nacional, sem o pagamento dos precatórios, as contas do Governo Central teriam fechado o ano passado com resultado negativo de R$ 138,1 bilhões, equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país). Sem o socorro financeiro de cerca de R$ 20 bilhões para estados e municípios, o déficit teria caído para R$ 117,2 bilhões, 1,1% do PIB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas em dezembro, o déficit primário somou R$ 116,15 bilhões, impulsionado pela quitação dos precatórios em atraso. Dívidas do governo com sentença judicial definitiva, os precatórios foram parcelados ou adiados após uma emenda constitucional em 2021. No ano passado, o governo quis quitar a dívida para evitar um passivo de R$ 250 bilhões no fim de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O déficit de dezembro foi o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. Sem os precatórios, informou o Tesouro, o resultado negativo ficaria em R$ 23,8 bilhões. Esse valor ficaria abaixo da estimativa das instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Fazenda, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 35,5 bilhões, sem considerar o pagamento de precatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar da quitação dos precatórios, o déficit ficou dentro da meta de R$ 231,5 bilhões para o Governo Central estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em janeiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha anunciado um pacote para aumentar a arrecadação e revisar gastos para melhorar as contas públicas e diminuir o déficit para cerca de R$ 100 bilhões em 2023. No fim de novembro, a Secretaria de Política Econômica informou que a previsão oficial de déficit primário estava em R$ 177,4 bilhões para este ano, podendo chegar a R$ 203,4 bilhões se considerada a metodologia do Banco Central. A previsão, no entanto, desconsiderava os precatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 82,23 bilhões em 2023. O valor representa alta de 72,5% acima do IPCA em relação a 2022. Nos últimos meses, essa despesa tem alternado momentos de crescimento e de queda descontada a inflação. O Tesouro atribui a volatilidade ao ritmo variável no fluxo de obras públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Suspensão de candidatura por Ciro Gomes, por raivinha de deputados, é reedição da vergonhosa &#8216;fuga&#8217; para Paris</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/suspensao-de-candidatura-por-ciro-gomes-por-raivinha-de-deputados-e-reedicao-da-vergonhosa-fuga-para-paris/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Nov 2021 17:32:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[Candidatura]]></category>
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		<category><![CDATA[precatórios]]></category>
		<category><![CDATA[presidente]]></category>
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					<description><![CDATA[O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) anunciou nesta quinta-feira (4) a suspensão da pré-candidatura a Presidente da República. O motivo foi o peso do partido dele na votação que aprovou a PEC dos Precatórios. A Proposta de Emenda à Constituição aprovada na Câmara dos Deputados abrirá folga de R$ 90 bilhões no orçamento de 2022, o [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) anunciou nesta quinta-feira (4) a suspensão da pré-candidatura a Presidente da República. O motivo foi o peso do partido dele na votação que aprovou a PEC dos Precatórios. A Proposta de Emenda à Constituição aprovada na Câmara dos Deputados abrirá folga de R$ 90 bilhões no orçamento de 2022, o suficiente para complementar o programa Auxílio Brasil. O problema é que a votação contou com participação marcante de deputados pedetistas. Coube a eles, mesmo com orientação contrária da sigla, viabilizar os votos necessários para a aprovação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O mapeamento mostra que da semana passada para cá 21 deputados mudaram de lado. Eles saíram do grupo que votariam contra a matéria, mas foram convencidos a mudar de barco. A maioria deles era justamente do partido de Ciro. O parlamentar disse que será travado um debate no partido e ameaça não sair mais candidato. Isso lembra o ano de 2018, quando ele não foi para o segundo turno e viajou para Paris, na França. Ciro não apoiou Fernando Haddad (PT) no segundo turno. O ato contínuo disso todo mundo sabe, que foi a eleição de Bolsonaro. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A mim só me resta um caminho: deixar a minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição. <br><br>Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para  reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo.</p>&mdash; Ciro Gomes (@cirogomes) <a href="https://twitter.com/cirogomes/status/1456218910240432128?ref_src=twsrc%5Etfw">November 4, 2021</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
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<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Justiça social e defesa dos mais pobres não podem ser confundidas com corrupção, clientelismo grosseiro, erros administrativos graves, desvios de verbas, calotes, quebra de contratos e com abalos ao arcabouço constitucional.</p>&mdash; Ciro Gomes (@cirogomes) <a href="https://twitter.com/cirogomes/status/1456218913516183558?ref_src=twsrc%5Etfw">November 4, 2021</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na madrugada desta quinta-feira (4), por isso, a PEC foi aprovada em primeiro turno por 312 votos, ou seja, apenas 4 votos a mais que o mínimo necessário. Da semana passada houve uma forte pressão do governo e de Lira sobre deputados dissidentes, em negociações que tiveram como principal mote as bilionárias verbas das emendas orçamentárias, cuja liberação passa pelo crivo do presidente da Câmara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, 82 parlamentares de diversos partidos que na semana passada haviam ou se ausentado ou votado contra a PEC, dessa vez cravaram apoio à medida na madrugada desta quinta (4). As baixas contra o governo —ou seja, de deputados que apoiaram o texto na semana passada e nesta quinta (4) ou não apareceram ou votaram contra— ficou em número bem menor, 19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta aprovada em primeiro turno libera R$ 90 bilhões para Jair Bolsonaro gastar em ano eleitoral e é a principal alavanca para o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do contingente de parlamentares que mudaram de posição no espaço de uma semana e passaram a apoiar a proposta do governo, os maiores destaques ficaram para o oposicionista PDT e para o PL, que ao lado do PP lidera o centrão, o bloco de apoio a Jair Bolsonaro na Câmara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O partido de Ciro Gomes deu 10 novos votos a favor da PEC, o que inclui oito deputados que trocaram o voto. Eram contra na semana passada e, nesta, passaram a ser a favor. Se ciro se voltasse par dentro do partido, ia aprender que ele mesmo deveria ter conversado com a bancada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Fura-teto: Câmara aprova texto-base de Hugo Motta que parcela precatórios para financiar o Auxílio Brasil de R$ 400</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/fura-teto-camara-aprova-texto-base-de-hugo-motta-que-parcela-precatorios-para-financiar-o-auxilio-brasil-de-r-400/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Nov 2021 11:27:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Legislativo]]></category>
		<category><![CDATA[aprovada]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4), o texto-base do relator Hugo Motta (Republicanos-PB) para a PEC dos Precatórios (Proposta de Emenda à Constituição 23/21, do Poder Executivo), que limita o valor de despesas anuais com precatórios, corrige seus valores exclusivamente pela Taxa Selic e muda a forma de calcular o teto de gastos. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4), o texto-base do relator Hugo Motta (Republicanos-PB) para a PEC dos Precatórios (Proposta de Emenda à Constituição 23/21, do Poder Executivo), que limita o valor de despesas anuais com precatórios, corrige seus valores exclusivamente pela Taxa Selic e muda a forma de calcular o teto de gastos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto obteve 312 votos contra 144 e para concluir a votação da matéria em 1º turno os deputados precisam analisar os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar trechos da proposta. Não há ainda data definida para essa sessão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o texto aprovado, os precatórios para o pagamento de dívidas da União relativas ao antigo Fundef deverão ser pagos com prioridade em três anos: 40% no primeiro ano e 30% em cada um dos dois anos seguintes. Essa prioridade não valerá apenas contra os pagamentos para idosos, pessoas com deficiência e portadores de doença grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precatórios são dívidas do governo com sentença judicial definitiva, podendo ser em relação a questões tributárias, salariais ou qualquer outra causa em que o poder público seja o derrotado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo nota da Consultoria de Orçamento da Câmara, do total de precatórios previstos para pagamento em 2022, 26% (R$ 16,2 bilhões) se referem a causas ganhas por quatro estados (Bahia, Ceará, Pernambuco e Amazonas) contra a União relativas a cálculos do antigo Fundef. Parte dos recursos deve custear abonos a professores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Folga orçamentária<br></strong>A redação aprovada engloba o texto da comissão especial segundo o qual o limite das despesas com precatórios valerá até o fim do regime de teto de gastos (2036). Para o próximo ano, esse limite será encontrado com a aplicação do IPCA acumulado ao valor pago em 2016 (R$ 19,6 bilhões). A estimativa é que o teto seja de quase R$ 40 bilhões em 2022. Pelas regras atuais, dados do governo indicam um pagamento com precatórios de R$ 89 bilhões em 2022, frente aos R$ 54,7 bilhões de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, cerca de R$ 50 bilhões devem ir para o programa Auxílio Brasil e R$ 24 bilhões para ajustar os benefícios vinculados ao salário mínimo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prioridade</strong><br>Para calcular o novo limite final de precatórios a pagar em cada ano deverá ser aplicado o IPCA acumulado do ano anterior e deste valor encontrado serão descontadas as requisições de pequeno valor (até 60 salários mínimos no caso da União).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os precatórios continuam a ser lançados por ordem de apresentação pela Justiça e aqueles que ficarem de fora em razão do limite terão prioridade nos anos seguintes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O credor de precatório não contemplado no orçamento poderá optar pelo recebimento em parcela única até o fim do ano seguinte se aceitar desconto de 40% por meio de acordo em juízos de conciliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de 2022, os valores não incluídos no orçamento para esse tipo de quitação serão suportados por créditos adicionais abertos durante o próximo ano.<br>As mudanças valem principalmente para a União, mas algumas regras se aplicam também aos outros entes federados, que continuam com um regime especial de quitação até 2024 (Emenda Constitucional 99/17).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fura-teto</strong><br>Os precatórios pagos com desconto não serão incluídos no limite anual dessa despesa no orçamento e ficarão de fora do teto de gastos. Essas exclusões se aplicam ainda àqueles precatórios para os quais a Constituição determina o parcelamento automático se seu valor for maior que 15% do total previsto para essa despesa no orçamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De igual forma, ficarão de fora do teto e do limite os precatórios de credores privados que optarem por uma das seguintes formas de uso desse crédito:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>para pagar débitos com o Fisco;</li><li>para comprar imóveis públicos à venda;</li><li>para pagar outorga de serviços públicos;</li><li>para comprar ações colocadas à venda de empresas públicas; ou</li><li>para comprar direitos do ente federado na forma de cessão (dívidas a receber de outros credores, por exemplo), incluindo-se, no caso da União, a antecipação de valores devidos pelo excedente em óleo nos contratos de partilha para a exploração de petróleo.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">O texto de Motta também deixa de fora do limite anual e do teto de gastos as despesas com precatórios usados pela União e demais entes federativos em quatro tipos de compensação:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>contratos de refinanciamento;</li><li>quitação de garantia executada se concedida a outro ente federativo;</li><li>parcelamentos de tributos ou contribuições sociais; e</li><li>obrigações decorrentes do descumprimento de prestação de contas ou de desvio de recursos.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essas compensações são direcionadas principalmente a estados e municípios que têm dívidas refinanciadas perante a União e participam de programas de recuperação fiscal cujos contratos exigem a observância do teto de gastos. No entanto, somente podem ocorrer se for aceito por ambas as partes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando incidirem sobre parcelas a vencer, haverá redução uniforme no valor de cada parcela, mantida a duração original do respectivo contrato ou parcelamento.<br>Adicionalmente, o texto especifica que os contratos de parcelamentos ou renegociações de débitos firmados pela União com os entes federativos deverão conter cláusulas para autorizar que os valores devidos serão deduzidos dos repasses aos fundos de participação (FPM ou FPE) ou dos precatórios federais a pagar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Câmara de Notícias</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Comissão especial aprova PEC que limita no pagamento de precatórios para que Bolsonaro financie o Auxílio Brasil</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/comissao-especial-aprova-pec-que-limita-no-pagamento-de-precatorios-para-que-bolsonaro-financie-o-auxilio-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Oct 2021 10:55:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, por 23 votos contra 11, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o pagamento de precatórios, permitindo descontos e reajuste pela taxa Selic. Em uma votação que durou mais de sete horas, os deputados rejeitaram todos os oito destaques apresentados à proposta. O texto segue [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, por 23 votos contra 11, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o pagamento de precatórios, permitindo descontos e reajuste pela taxa Selic. Em uma votação que durou mais de sete horas, os deputados rejeitaram todos os oito destaques apresentados à proposta. O texto segue agora para o Plenário da Câmara dos Deputados, onde deve ser aprovado em dois turnos de votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), à PEC 23/21, do Poder Executivo. Além das mudanças no pagamento de precatórios, o substitutivo muda o cálculo de reajuste do teto de gastos e permite contornar a regra de ouro por meio da lei orçamentária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator calcula que o novo modelo de pagamento de precatórios deve permitir uma folga de quase R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões no Orçamento do ano que vem, além de outros R$ 39 bilhões por causa de mudanças nas regras fiscais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos recursos gerados pela PEC, R$ 24 bilhões devem ser usados para o reajuste de despesas da União indexadas pela inflação. Hugo Motta observou que o texto também será fundamental para garantir o pagamento do Auxílio Brasil, com a previsão de R$ 400 para atender 17 milhões de famílias no ano que vem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Conseguimos encontrar o caminho do equilíbrio. Nosso texto é justo com quem mais precisa e responsável para com o Brasil. Essas 17 milhões de famílias vão conseguir atravessar este momento de crise econômica com muito mais facilidade com estes 400 reais. Vamos ao Plenário de cabeça erguida defender esta matéria&#8221;, destacou Motta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta ainda deve garantir R$ 11 bilhões para compra de vacinas em 2022.<br>O pagamento de precatórios, estimado em R$ 54,7 bilhões neste ano, pode subir para R$ 89,1 bilhões no ano que vem caso a PEC não seja aprovada pelo Congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da comissão, deputado Diego Andrade (PSD-MG), comentou como a votação da PEC afetou a variação da Bolsa de Valores. &#8220;O mercado ganha dinheiro especulando e em oportunidades como esta a especulação aumenta, mas o brasileiro é sábio, e o investidor sabe das potencialidades do Brasil. Sabe que o Brasil é o País que mais cresce no seu agronegócio, que o Brasil está tendo maturidade de enfrentar temas polêmicos, privatizações&#8221;, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Direitos adquiridos<br>Deputados contrários à PEC afirmam que a proposta tem motivos eleitorais, além de significar um calote no pagamento de dívidas do governo, desequilibrar as contas públicas e desviar recursos que seriam destinados à educação. A oposição fez várias manobras para obstruir e adiar a votação, argumentando que o relator fez modificações no substitutivo momentos antes da reunião e no mesmo dia houve pedido de exoneração de quatro secretários do Ministério da Economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator rebateu as acusações. &#8220;Não estamos tirando direito de ninguém. Não temos o interesse de prejudicar direitos adquiridos com decisões consolidadas que o Judiciário definiu&#8221;, defendeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O substitutivo limita o pagamento de precatórios ao valor pago em 2016 (R$ 30,3 bilhões), reajustado pelo IPCA. A estimativa é que o teto seja de quase R$ 40 bilhões no ano que vem. Ficarão de fora deste limite o pagamento de requisições de pequeno valor para o mesmo exercício, de até R$ 600 mil, que terão prioridade no pagamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os precatórios que não forem expedidos por causa do teto terão prioridade para pagamento nos anos seguintes, reajustados pela taxa Selic, acumulada mensalmente. Atualmente, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a correção depende da natureza do precatório, podendo ser a Selic ou a inflação medida pelo IPCA mais 6% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para permitir o abatimento da dívida, o texto oferece aos credores a possibilidade de fechar acordo para receber o valor até o final do exercício seguinte, caso concordem com um desconto de 40%. Os valores necessários à sua quitação serão providenciados pela abertura de créditos adicionais em 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta do Poder Executivo estabelece ainda a possibilidade de “encontro de contas” quando se tratar de precatórios e dívida ativa. Assim, um contribuinte com direito a precatório poderá usá-lo para quitar obrigações com a União. Regra similar valerá também para estados, Distrito Federal e municípios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Teto de gastos<br></strong>O substitutivo muda o cálculo do reajuste do teto de gastos. O novo dispositivo corrige o teto pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do exercício anterior a que se refere a lei orçamentária, com base no período de janeiro a dezembro. Atualmente, é utilizado o IPCA para o período de 12 meses encerrado em junho do exercício anterior a que se refere a lei orçamentária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta mudança pode aumentar o teto de gastos para 2022, já que nas projeções do mercado a inflação deste ano poder ser superior. O índice acumulado em 12 meses até junho é de 8,35%, elevando a R$ 1,610 trilhão o teto de gastos estimado no projeto de lei orçamentária do ano que vem. Já o IPCA acumulado até setembro chega a 10,25%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator alegou que a revisão do teto de gastos se deveu à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. &#8220;Não estava escrito que teria uma pandemia e tivemos de nos adaptar a este nova realidade. Precisamos encontrar espaço fiscal para comprar vacina&#8221;, argumentou. Outro motivo é sincronizar o tempo do reajuste do teto com o de reajuste do salário mínimo, que é de janeiro a dezembro. &#8220;Não estamos furando o teto e dando cheque em branco para o governo fazer o que quer.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Regra de ouro<br>O deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou dispositivo que permite, por meio da lei orçamentária anual, contornar a regra de ouro. Com isso, o governo poderia contrair dívidas para pagar despesas correntes, como pagamento de pessoal, juros da dívida e manutenção da máquina pública. &#8220;Isso é responsabilidade fiscal?&#8221;, questionou Marques. Ele reclamou que nenhum dispositivo da PEC diminui despesas. &#8220;Vamos contrair mais dívidas e dar calote&#8221;, lamentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, para contornar a chamada “regra de ouro”, a Constituição exige a aprovação, por maioria absoluta do Congresso, de crédito adicional com finalidade específica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Educação<br></strong>A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) afirmou que a proposta retira recursos da educação ao desvincular recursos de precatórios. &#8220;Se o governo securitizar dívida da educação, aqui está dizendo que o governo não tem obrigação de investir o recurso na educação&#8221;, comentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Idilvan Alencar (PDT-CE) lembrou que parte substancial dos precatórios se destina a repasses para a educação de estados e municípios referentes ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não estamos tirando direito de professor, não estamos tirando um real da educação nem prejudicando estados e municípios&#8221;, rebateu Hugo Motta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Municípios</strong><br>O substitutivo ainda autoriza os municípios a parcelar, em 240 prestações mensais, o pagamento de contribuições previdenciárias e outros débitos com vencimento até 31 de outubro de 2021. Ato do Ministério do Trabalho e Previdência definirá os critérios para o parcelamento, oferecendo as informações sobre o montante das dívidas, formas de parcelamento, juros e encargos incidentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formalização dos parcelamentos deverá ocorrer até 30 de junho de 2022 e ficará condicionada à autorização de vinculação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para pagamento das prestações acordadas nos termos de parcelamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eleições<br></strong>O deputado Bira do Pindaré (PSB-MA) acusou a mudança de ter motivos eleitorais. &#8220;Não é um auxílio para o Brasil o que estão propondo, é uma Bolsa Eleição. O ajuste vai valer apenas para o próximo ano, que é o ano da eleição. Não podemos admitir a intervenção política em cima de programa com significado para desenvolvimento social e econômico.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator rebateu as acusações. &#8220;Não é um texto partidário. Não estamos procurando responder o problema deste governo, mas um problema estrutural e preparando o Brasil para o futuro. Estamos garantindo que os precatórios sejam pagos, seja por este ou outro presidente&#8221;, comentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Câmara de Notícias</p>



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