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	<title>povos indígenas &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Aos gritos de &#8216;assassinos&#8217;, 7 deputados paraibanos votaram para restringir demarcação de terras indígenas. Veja lista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 May 2023 09:40:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Legislativo]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) o projeto de lei sobre o marco temporal da ocupação de terras por povos indígenas (PL 490/07). A proposta será enviada ao Senado. O projeto restringe a demarcação de terras indígenas àquelas já tradicionalmente ocupadas por esses povos em 5 de outubro de 1988, data da promulgação [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) o projeto de lei sobre o marco temporal da ocupação de terras por povos indígenas (PL 490/07). A proposta será enviada ao Senado. O projeto restringe a demarcação de terras indígenas àquelas já tradicionalmente ocupadas por esses povos em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da nova Constituição federal. Na prática, caso a matéria passe também no Senado, serão criadas travas para novas demarcações. Entre os paraibanos, 7 dos 12 deputados votaram a favor da restrição de direitos aos povos indígenas. Houve protestos e gritos de assassinos durante a votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja a relação abaixo:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A favor do projeto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aguinaldo Ribeiro (PP) <br>Cabo Gilberto Silva (PL)<br>Hugo Motta (Republicanos)<br>Mersinho Lucena (PP)<br>Ruy Carneiro (PSC)<br>Wellington Roberto (PL)<br>Romero Rodrigues (PSC)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contra</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Murilo Galdino (Republicanos)<br>Gervásio Maia (PSB)<br>Luiz Couto (PT)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não votou</strong><br>Wilson Santiago (Republicanos)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ausente</strong><br>Damião Feliciano (União)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A MP foi aprovada na forma de um substitutivo do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA). Segundo o texto, para serem consideradas terras ocupadas tradicionalmente, deverá ser comprovado objetivamente que elas, na data de promulgação da Constituição, eram ao mesmo tempo habitadas em caráter permanente, usadas para atividades produtivas e necessárias à preservação dos recursos ambientais e à reprodução física e cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, se a comunidade indígena não ocupava determinado território antes desse marco temporal, independentemente da causa, a terra não poderá ser reconhecida como tradicionalmente ocupada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O substitutivo prevê ainda:</p>



<p class="wp-block-paragraph">. permissão para plantar cultivares transgênicos em terras exploradas pelos povos indígenas;<br>proibição de ampliar terras indígenas já demarcadas;<br>. adequação dos processos administrativos de demarcação ainda não concluídos às novas regras; e<br>nulidade da demarcação que não atenda a essas regras.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Supremo<br></strong>Em sessão marcada para o dia 7 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) pode votar uma ação sobre o tema, definindo se a promulgação da Constituição pode servir como marco temporal para essa finalidade, situação aplicada quando da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O STF já adiou por sete vezes esse julgamento. A última vez ocorreu em junho de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator do PL 490/07, deputado Arthur Oliveira Maia, explicou que o projeto se apoiou na decisão do próprio Supremo e disse esperar que o STF paralise o julgamento sobre o tema. Segundo o deputado, o projeto aprovado hoje vai garantir segurança jurídica para os proprietários rurais, inclusive para os pequenos agricultores. &#8220;O País não pode viver num limbo de insegurança”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Plenário da Câmara, parlamentares contrários ao projeto alertaram sobre ameaças aos direitos dos povos indígenas e sobre prejuízos ao meio ambiente. “O marco temporal vai na contramão do que é discutido internacionalmente, na contramão da preservação ambiental e da defesa de povos originários”, disse o líder do Psol, deputado Guilherme Boulos (Psol-SP).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Usufruto<br></strong>Antes da votação, Maia aceitou uma das nove emendas apresentadas pela deputada Duda Salabert (PDT-MG) e retirou do texto dispositivo que listava quatro situações nas quais o usufruto dos indígenas sobre a terra não se aplicariam, como aproveitamento de recursos hídricos e potenciais energéticos e os resultados de mineração ou garimpagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as emendas apresentadas pela deputada propunham a retirada de diversos artigos do substitutivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sem autorização<br></strong>O substitutivo de Maia estabelece que o usufruto das terras pelos povos indígenas não se sobrepõe ao interesse da política de defesa e soberania nacional, permitindo a instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, independentemente de consulta às comunidades indígenas envolvidas ou à Fundação Nacional do Índio (Funai).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa dispensa de ouvir a comunidade se aplicará também à expansão de rodovias, à exploração de energia elétrica e ao resguardo das riquezas de cunho estratégico.<br>As operações das Forças Armadas e da Polícia Federal em área indígena não dependerão igualmente de consulta às comunidades ou à Funai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o poder público poderá instalar em terras indígenas equipamentos, redes de comunicação, estradas e vias de transporte, além das construções necessárias à prestação de serviços públicos, especialmente os de saúde e educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atividades econômicas<br></strong>A partir do projeto, fica permitido aos povos indígenas o exercício de atividades econômicas por eles próprios ou por terceiros não indígenas contratados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses povos poderão assinar contratos de cooperação com não indígenas para a realização dessas atividades, inclusive agrossilvipastoris, desde que gerem benefícios para toda a comunidade, seja por ela decidido e que a posse da terra continue com os indígenas. O contrato deverá ser registrado na Funai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De igual forma, será permitido o turismo em terras indígenas, também admitido o contrato com terceiros para investimentos, respeitadas as condições da atividade econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas atividades, assim como a exploração de energia elétrica e de minerais autorizadas pelo Congresso Nacional contarão com isenção tributária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Câmara de Notícias</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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