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	<title>polarização &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Time de Lula x time de Bolsonaro: vantagens e riscos da nacionalização da campanha em João Pessoa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jul 2024 11:44:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O deputado e ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), deu nome de &#8220;time de Lula&#8221; à chapa que será encabeçada por ele neste ano, tendo a empresária Amanda Rodrigues, do mesmo partido, na vice. A &#8220;agremiação&#8221; traz ainda como padrinho o ex-governador Ricardo Coutinho, marido de Amanda. A estratégia busca o embate com a [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O deputado e ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), deu nome de &#8220;time de Lula&#8221; à chapa que será encabeçada por ele neste ano, tendo a empresária Amanda Rodrigues, do mesmo partido, na vice. A &#8220;agremiação&#8221; traz ainda como padrinho o ex-governador Ricardo Coutinho, marido de Amanda. A estratégia busca o embate com a chapa bolsonarista, que deverá ser encabeçada pelo ex-ministro Marcelo Queiroga (PL), tendo como vice o pastor Sérgio Queiroz (Novo), e visa a nacionalização do debate. A estratégia é uma faca de dois gumes, pois pode ajudar, mas também limitar o crescimento das postulações. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca dos dois pré-candidatos pela polarização nacional é óbvia e não há marqueteiro que não se sentisse tentado a usar tal commodity numa disputa. Isso porque ela poderá trazer pontos valiosos logo de saída, o que é uma mão na roda, por exemplo, para um neófito em disputas eleitorais como Marcelo Queiroga. Assim como Cartaxo, ele não era o favorito no próprio partido para a disputa, mas teve o nome imposto pela direção nacional da legenda. O ex-ministro ainda conquistou para vice um nome com capital político muito maior que o dele, o que é desafiador. Portanto, para ele, a busca da polarização é meio de subsistência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Cartaxo tem a vantagem de ser conhecido na principal cidade do Estado, fruto dos oito anos em que comandou João Pessoa. Este capital político, no entanto, não foi decisivo na disputa pela vaga na Assembleia, há dois anos. Ainda assim, a volta ao PT e um discurso mais forte em defesa do legado do presidente Lula podem ajudá-lo na reconquista do eleitor de esquerda, ainda magoado com a forma como o Luciano ainda prefeito, em 2015, deixou o partido. A presença de Amanda Rodrigues na vice ajuda neste processo, mas a caminhada ainda é longa e só o tempo dirá se ela será frutífera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto negativo da polarização é que a política nacional nunca foi decisiva nas disputas municipais em João Pessoa. É porque, em linha geral, as pessoas traçam uma diferenciação importante: a eleição na paróquia tem mais a ver com zeladoria. Isso tende a beneficiar Cartaxo mais que a Queiroga, por ter experiência administrativa na capital. Já o currículo do candidato bolsonarista inclui o comando do Ministério da Saúde durante a pandemia, o que não é pouco. Porém, o silêncio do ex-ministro frente ao boicote à vacina feito por Bolsonaro, mesmo sendo elas bancadas pelo governo, e as mais de 700 mil mortes no período desgastaram a imagem do hoje candidato. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto que precisa ser ressaltado é que, historicamente, as lideranças nacionais têm influência limitada na eleição municipal. Nem o Lula da época dos mais de 80% de aprovação conseguiu romper esta barreira. Isso acaba sendo uma vantagem para os postulantes do centro, como o prefeito Cícero Lucena (PP) e o deputado federal Ruy Carneiro (Podemos). Mas não dá para ser conclusivo neste ponto também. O que temos para hoje é que cada eleição conta uma história e esta apenas começou a ser escrita. Os próximos capítulos vão indicar se as estratégias foram eficientes ou não. </p>



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		<title>Queiroz aceita ser vice de Queiroga, mas impõe condição que não será cumprida pelo bolsonarista: abandonar a polarização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Apr 2024 18:25:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">O pastor Sérgio Queiroz (Novo) acabou, finalmente, o mistério sobre seu papel na disputa pela prefeitura de João Pessoa, neste ano. Quer dizer, acabou, vírgula. Durante entrevista coletiva, nesta segunda-feira (22), ele colocou o nome à disposição para disputar a vice na chapa que deverá ser encabeçada pelo ex-ministro Marcelo Queiroga (PL). Só que impôs, para isso, uma condição: o cabeça de chapa deverá abandonar a polarização nacional e focar suas atenções nos problemas da cidade. Uma missão, diga-se de passagem, difícil de acontecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A polarização com o Partido dos Trabalhadores ou qualquer político que se alinhe com o presidente Lula é a principal commodity dos candidatos bolsonaristas em todo o Brasil. Na Paraíba, isso foi assim em 2020, com Nilvan Ferreira disputando a prefeitura da capital. Em 2022, ocorreu de novo com o mesmo Nilvan concorrendo à vaga de governador. Na primeira oportunidade, ele chegou ao segundo turno contra o prefeito Cícero Lucena (PP), que levou a melhor no pleito. Dois anos depois, com a mesma estratégia, o comunicador morreu na praia ainda no primeiro turno. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E tem uma dificuldade maior para Queiroga: ao contrário de Nilvan Ferreira, ele não é conhecido do grande público. E é justamente por isso que a ala bolsonarista tanto insistiu na presença do pastor Sérgio Queiroz na condição de vice. Só que isso não será o suficiente para tirar o ex-ministro da Saúde das cordas e fazer ele ser reconhecido em áreas mais populares, como o Mercado de Mangabeira. Ele vai precisar recorrer à polarização para sobreviver politicamente. Foi isso o que fez com alguma desenvoltura em todas as entrevistas concedidas até agora. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Só que o pastor não quer isso para sua biografia, como expôs em entrevistas recentes. Ele tem pregado, por exemplo, respeito aos adversários, seja ele Cícero Lucena, com quem diz ter boa relação, ou com eventuais postulantes do PT. Só que isso dificilmente ocorrerá. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Só para se ter uma ideia, a coletiva de imprensa de Queiroz nesta segunda-feira não foi acompanhada por Marcelo Queiroga. E isso aconteceu, sobretudo, porque o ex-ministro estava no Rio de Janeiro, onde participou, no domingo (21), de manifestação em prol de Jair Bolsonaro. O desapego à polarização, portanto, se parece muito com uma encomenda que o ex-ministro não terá condições de entregar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Respondendo à jornalista Cláudia Carvalho, Queiroz voltou a falar, na coletiva, sobre polarização. Confira:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/reel/C6EyQsUpPNA/?igsh=ajY4eHBwN3o0dXNq">https://www.instagram.com/reel/C6EyQsUpPNA/?igsh=ajY4eHBwN3o0dXNq</a></p>



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		<title>Os candidatos a prefeito e a armadilha da polarização&#8230; para as pessoas</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/os-candidatos-a-prefeito-e-a-armadilha-da-polarizacao-para-as-pessoas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Apr 2024 14:54:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[joão pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[lula]]></category>
		<category><![CDATA[polarização]]></category>
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					<description><![CDATA[As movimentações para a disputa municipal, neste ano, têm aberto espaço para uma busca incessante da nacionalização dos debates municipalistas. Este não é um fenômeno novo, mas agora é revestido da busca pela repetição, na paróquia, da polarização crescente das eleições presidenciais. Este quadro está bem presente em João Pessoa, onde os petistas correm para [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">As movimentações para a disputa municipal, neste ano, têm aberto espaço para uma busca incessante da nacionalização dos debates municipalistas. Este não é um fenômeno novo, mas agora é revestido da busca pela repetição, na paróquia, da polarização crescente das eleições presidenciais. Este quadro está bem presente em João Pessoa, onde os petistas correm para fazer frente ao bolsonarismo, que, depois de um engalfinhamento galopante, conseguiu se organizar em torno dos nomes do ex-ministro Marcelo Queiroga (PL) e do pastor Sérgio Queiroz (Novo). O que ocorre em João Pessoa é similar ao quadro de outras 11 capitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este fenômeno de tentativa de contaminação das disputas locais pela polarização nacional não é novo. Ele foi tentado em outras eleições e, no geral, empobrece o debate sobre o que mais interessa à municipalidade, que precisa ser sobre questões relacionadas a mobilidade, emprego, saúde e educação, os serviços públicos propriamente ditos. Quem baseou as campanhas nisso, até aqui, naufragou. O comunicador Nilvan Ferreira (Republicanos) fez isso em 2020, na disputa pela capital, e em 2022, concorrendo para governador. Perdeu nas duas vezes e mudou o tom dos discursos, agora, fugindo do bolsonarismo, mas sem abraçar ao lulismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses naufrágios de Nilvan decorreram, também, da falta da dualidade. De você ter, de um lado, um candidato de extrema-direita representando as ideias do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do outro um postulante de esquerda, alinhado ao presidente Lula (PT). E ambos competitivos, vale ressaltar. Tudo indica que não teremos novamente isso na capital paraibana, visto que o postulante mais bem colocado nas pesquisas, o prefeito Cícero Lucena (PP), é um nome do centro que busca o apoio da esquerda, sem abandonar as contribuições da direita. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Da esquerda lulista vimos muito pouco na capital paraibana, já que o partido está dividido entre candidatura própria com Cida Ramos ou Luciano Cartaxo ou mesmo o abraço a Cícero Lucena. Embalado para presente está apenas o bloco bolsonarista que deve ter Queiroga e Queiroz, mesmo que ainda com a indefinição sobre o vice a ser indicado pelo Novo. Se for o pastor, o grupo ganha força para sonhar com o segundo turno. A eleição de 2022 mostrou João Pessoa como uma cidade que rumou para o conservadorismo, onde Bolsonaro teve quase a metade dos votos. E este é um capital eleitoral importante para a extrema-direita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema da polarização é que as suas bandeiras mais estridentes se comunicam pouco com o dia a dia dos serviços públicos. Quando o assunto é saúde (a principal preocupação das pessoas em todas as pesquisas realizadas), vai ter gente mais preocupada em discutir aborto e cloroquina que a necessidade de mais serviços no postinho. A crítica aqui, vale ressaltar, não é à discussão sobre o aborto, que é necessária. Só que este é um tema para o debate no Congresso, que é a arena própria para o assunto. Para as cidades, a preocupação precisa girar em torno dos serviços de assistência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa forçação de barra é muito espelhada no que é visto nos debates nacionais, calcados em uma polarização entre progressistas e conservadores. Não raro, um dos lados separa o joio do trigo e usa o joio como ferramenta eleitoral. E como tem funcionado, o recurso tem sido tentador. Os dois lados têm demonstrado capacidade de atrair um terço do eleitorado para si, o suficiente para colocá-los no segundo turno e, a partir daí, tudo abaixo do pescoço é canela. É campo para disputa e leva quem erra menos, em um vale-tudo que por vezes fere de morte a verdade e o que mais interessa, o bem-estar da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse recrudescimento de posições políticas tem inundado as discussões acadêmicas e o mercado editorial. E algumas teorias mostram o porquê do acirramento, estimulado em grande parte pelos algorítmos das redes sociais. Quem busca informações sobre a esquerda é estimulado com mais e mais conteúdos pensados sobre medida para ele. O mesmo ocorre em relação à direita e à extrema-direita. Este último grupo é o que melhor se move neste campo por vezes nebuloso e recheado de fake news. E é destes canais que vêm os conteúdos voltados para moldar o pensamento do grupo, por vezes com respostas simples e erradas para tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse fenômeno é descrito como viés de confirmação, quando as pessoas só acreditam no que atende suas crenças pessoais, e é um campo fértil para o empobrecimento dos debates políticos. Ele tira do foco das discussões sobre como resolver o problema do abandono do Centro Histórico e coloca no lugar elocubrações infrutíferas sobre &#8216;mamadeira de piroca&#8217; ou outras baboseiras distópicas. Por isso, o cidadão precisa ficar atento ao debate para que ele gire em torno do que realmente interessa em uma eleição municipal. E isso, lógico, pode ocorrer sem ferir a crença política de ninguém. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Matéria da Folha de São Paulo deste sábado (6) mostra que este quadro de polarização é visível em 12 capitais. São elas: Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba, Manaus, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, João Pessoa, Maceió, Aracaju, Florianópolis e Vitória. A capital paraibana entrou nesta, certamente, porque o PT colocou a cidade como uma das prioridades para &#8220;deter o avanço do bolsonarismo&#8221;, junto com Recife, Rio de Janeiro, Natal e Curitiba. Mas o retrado disso, por enquanto, não é visto por aqui. Ele vai depender, efetivamente, do crescimento do bloco de extrema-direita nas pesquisas, o que poderá ocorrer mais à frente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se tem para hoje, por assim dizer, é que os discursos já estão prontos e os players já estão em campo. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Polarização nacional já dá as cartas nas composições para eleição estadual</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/polarizacao-nacional-ja-da-as-cartas-nas-composicoes-para-eleicao-estadual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2022 15:45:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[candidatos]]></category>
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					<description><![CDATA[A questão paroquial sempre teve muita força nas eleições, na Paraíba. Não é diferente do que ocorre (ou ocorria) na maioria dos estados. Mas neste ano as principais figuras políticas têm buscado em suas articulações, de forma pouco comum, o espelhamento na polarização nacional. De um lado, agrupamentos buscam ancorar suas candidaturas no ex-presidente Luiz [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A questão paroquial sempre teve muita força nas eleições, na Paraíba. Não é diferente do que ocorre (ou ocorria) na maioria dos estados. Mas neste ano as principais figuras políticas têm buscado em suas articulações, de forma pouco comum, o espelhamento na polarização nacional. De um lado, agrupamentos buscam ancorar suas candidaturas no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder das pesquisas até agora. Do outro, a busca é pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem a máquina na mão e potencial de crescimento na reta final da disputa eleitoral. As exceções a isso são poucas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente Lula é disputado a tapa pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e pelo governador João Azevêdo (PSB). Ambos têm influência sobre parte do PT, que, na Paraíba, mantém a risca a tradição de partir dividido para as disputas eleitorais. Veneziano teve a pré-candidatura lançada dentro de um alinhamento com o ex-governador petista Ricardo Coutinho. O parlamentar era trabalhado pelo grupo para ter o palanque único do ex-presidente. A realidade mudou quando João Azevêdo trocou o Cidadania pelo PSB. Isso tornou mais difícil a tese de palanque único.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No outro lado do fio estão os nomes que oferecem palanque para o presidente Jair Bolsonaro. O grupo é encabeçado pelo comunicador Nilvan Ferreira (PTB), que se lançou candidato buscando reeditar a receita usada em 2020, na disputa pela prefeitura de João Pessoa. A diferença é que ao contrário daquele ano, quando foi derrotado pelo prefeito Cícero Lucena (PP), ele disputa sozinho o posto de candidato de Bolsonaro na Paraíba. Wallber Virgolino (Patriota), um ex-adversário, agora está no mesmo palanque e disputará a reeleição para a Assembleia Legislativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro candidato da oposição que merece atenção é Pedro Cunha Lima (PSDB). O tucano é o único que vai para a disputa sem fazer conta da polarização nacional. Na verdade, ele tem tentado fugir dela. O parlamentar chegou a indicar cargo no governo de Jair Bolsonaro, apesar de nunca ter aceitado a carapuça de bolsonarista e até de ter sido crítico ao gestor em alguns momentos. A posição é distinta de grande parte do clã Cunha Lima, alinhado ideologicamente ao presidente. Pedro integrou o grupo favorável à candidatura frustrada de Eduardo Leite (RS) à Presidência e terá que seguir João Dória (SP), vencedor da disputa interna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também fora da linha da polarização, a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) tem garantido que não desistirá da disputa eleitoral. Ela entra com o objetivo de oferecer palanque ao presidenciável Ciro Gomes, do mesmo partido. A postulante, em alguns momentos, chegou a ser apontada como virtual candidata de Lula na Paraíba, mas foi rifada após dizer que o palanque dela não seria exclusivo para o ex-presidente. A negociação incluía, até, a filiação do deputado federal Damião Feliciano ao partido, mas não andou. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A tradição paraibana incluía no passado até a formação dos famosos comitês suprapartidários, unindo grupos antagônicos. A distância ideológica entre os candidatos do plano nacional atualmente são tão grandes que a prática se torna impensável no Estado. Ela talvez vigore entre os candidatos mais ao centro, como Lígia e Pedro, sendo uma mais à esquerda e o outro à direita. O resultado disso veremos em breve. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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