<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>outside &#8211; Blog do Suetoni</title>
	<atom:link href="https://suetonisoutomaior.com.br/tag/outside/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://suetonisoutomaior.com.br</link>
	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 Jul 2025 21:00:40 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>
	<item>
		<title>Outside: MPF ajuíza três ações de improbidade contra desvios milionários em obras na Prefeitura de Patos</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/outside-mpf-ajuiza-tres-acoes-de-improbidade-contra-desvios-milionarios-em-obras-na-prefeitura-de-patos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 21:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Operação]]></category>
		<category><![CDATA[outside]]></category>
		<category><![CDATA[patos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=16268</guid>

					<description><![CDATA[As investigações da Operação Outside, deflagrada no ano passado, continuam a todo vapor. O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou três ações de improbidade administrativa contra agentes públicos, empresários e empresas envolvidas em um esquema de corrupção que movimentou contratos milionários na Prefeitura de Patos, no Sertão da Paraíba. O prefeito Nabor Wanderley (Republicanos) não é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As investigações da Operação Outside, deflagrada no ano passado, continuam a todo vapor. O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou três ações de improbidade administrativa contra agentes públicos, empresários e empresas envolvidas em um esquema de corrupção que movimentou contratos milionários na Prefeitura de Patos, no Sertão da Paraíba. O prefeito Nabor Wanderley (Republicanos) não é alvo da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O foco das ações é o contrato para restauração das avenidas da Alça Sudeste e da Avenida Manoel Mota (Alça Sudoeste), tocado com recursos federais que somam R$ 4,2 milhões, repassados por meio da Caixa Econômica Federal. As obras, que seguem em andamento, viraram palco de um emaranhado de irregularidades, segundo apontam as investigações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como tudo começou<br></strong>O primeiro processo (nº 0002422-18.2025.4.05.8205) expõe a face mais conhecida da velha política: fraude em licitação. Segundo o MPF, servidores públicos manipularam o edital para restringir a concorrência e direcionar o contrato a uma empresa que já contava com aliados infiltrados dentro da máquina municipal. Não por acaso, a então presidente da Comissão Permanente de Licitação, responsável por introduzir exigências ilegais, já tinha trabalhado como preposta da mesma empresa anos antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O enredo inclui vazamento de informações privilegiadas e até assessoria informal da ex-coordenadora do Núcleo de Convênios da prefeitura, que operava como uma espécie de consultora clandestina da vencedora. Como pagamento pelos serviços, a servidora recebia propina — ou “cheiro”, no linguajar do grupo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As artimanhas foram além: o engenheiro responsável pela planilha de custos da prefeitura também assinou, às escondidas, o projeto executivo da empresa, garantindo vantagens financeiras ao permitir cortes de custos na execução. A proposta “vencedora” teve deságio de 15,04%, imposto por ordem superior, mas a redução seria recompensada depois com aditivos contratuais para inflar os preços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem estrutura própria, a empresa contemplada ainda terceirizou irregularmente a obra. O prejuízo ao erário, segundo o MPF, já alcançava R$ 380 mil até maio de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Propina em pequenas parcelas<br></strong>Outra ação (nº 0022515-17.2025.4.05.8200) mira diretamente o esquema de propina que abastecia o esquema. Empresário, esposa, ex-servidora e a empresa vencedora figuram como réus por enriquecimento ilícito. Durante três anos, a ex-coordenadora de Convênios embolsou propinas mensais de R$ 500, pagas ora em dinheiro, ora por intermédio da própria filha, para dificultar rastreamentos. A loja do empresário funcionava como central de entrega dos recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mensagens apreendidas revelam uma rotina de ilicitudes naturalizadas e estratégias para encobrir os rastros. A ex-servidora monitorava pendências da empresa junto à Caixa e antecipava informações do contrato, atuando mais como funcionária da empresa do que da prefeitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o MPF, as condutas afrontaram os princípios da Administração Pública e feriram os deveres de honestidade, imparcialidade e lealdade institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O jogo da planilha<br></strong>Na terceira frente (nº 0002423-03.2025.4.05.8205), o MPF acusa o secretário de Infraestrutura e Urbanismo, empresários e engenheiros por danos ao erário decorrentes de superfaturamento. O jogo aqui foi duplo: quatro meses após o início das obras, o contrato ganhou um aditivo de 18,62%, ou R$ 796 mil, mesmo depois de um deságio de 15%. Quem assinou o parecer técnico foi o mesmo engenheiro que havia elaborado o projeto básico da obra — e que já antecipara a planilha com os novos valores para a empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para dar verniz de legalidade à armação, empresas concorrentes aceitaram participar da encenação: foram orientadas a não apresentar documentos ou a não recorrer das desclassificações. Pelo papel no teatro, receberam pagamentos batizados de “pedras”, “acordo” e “lambu”, que somaram R$ 100 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois meses depois, novo golpe: a empresa pediu reequilíbrio econômico-financeiro por suposto aumento de insumos. Rejeitado de início, o pedido foi aprovado no dia seguinte, com acréscimo de R$ 961 mil. A Controladoria-Geral da União (CGU) classificou a justificativa como insustentável e identificou superfaturamento de R$ 153 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a execução da obra usou materiais e técnicas inferiores às especificadas: camadas de asfalto mais finas e menor quantidade de cimento asfáltico. Laudos da CGU e da Polícia Federal apontaram falhas estruturais, trechos não executados e danos ainda a serem confirmados por perícia complementar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prejuízo inicial calculado é de R$ 949 mil, mas o valor pode crescer com as perícias em andamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que pede o MPF<br>O MPF requereu à Justiça sanções que vão desde a perda dos bens adquiridos ilicitamente, suspensão dos direitos políticos por até 12 anos, perda da função pública, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o poder público. As punições podem ser aplicadas de forma isolada ou cumulativa, a depender da gravidade de cada caso. (Com informações do MPF)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se:&nbsp;<a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Operação Outside: esquema em licitação de R$ 4,2 milhões vira denúncia do MPF</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/operacao-outside-esquema-em-licitacao-de-r-42-milhoes-vira-denuncia-do-mpf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2025 21:44:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[mpf]]></category>
		<category><![CDATA[outside]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=15465</guid>

					<description><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) denunciou sete pessoas por envolvimento em um esquema de fraude à licitação na Prefeitura de Patos, no Sertão da Paraíba. A denúncia é resultado da Operação Outside, que apura irregularidades na contratação de uma empresa para obras de restauração nas avenidas Alça Sudeste e Avenida Manoel Mota (Alça Sudoeste), com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público Federal (MPF) denunciou sete pessoas por envolvimento em um esquema de fraude à licitação na Prefeitura de Patos, no Sertão da Paraíba. A denúncia é resultado da Operação Outside, que apura irregularidades na contratação de uma empresa para obras de restauração nas avenidas Alça Sudeste e Avenida Manoel Mota (Alça Sudoeste), com prejuízo estimado em mais de R$ 380 mil aos cofres públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As obras, ainda em andamento, foram contratadas por meio de um repasse federal de R$ 4,2 milhões. Segundo o MPF, servidores públicos e empresários atuaram em conluio para garantir a vitória da empresa Cesarino Construções (Engelplan) na Concorrência nº 4/2021. O edital do processo licitatório, de acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), continha exigências que restringiram a competição, favorecendo a empresa vencedora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação apontou que houve exigência de apresentação prévia de documentos e comparecimento presencial para emissão de certidão fiscal, o que facilitou a identificação dos concorrentes e abriu espaço para acordos entre as empresas. Algumas participantes chegaram a ser inabilitadas no certame. Para a CGU, há indícios de que não havia intenção real de concorrer, mas apenas de simular competição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPF afirma que o sócio da Engelplan, junto com o sócio de outra empresa, ofereceu vantagens econômicas indevidas a representantes das construtoras CLPT e Emprotec para que se retirassem da disputa, abrindo caminho para a adjudicação do contrato à empresa favorecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram denunciados o sócio da Cesarino Construções, a então presidente da Comissão Permanente de Licitação de Patos, um engenheiro contratado pela prefeitura e a ex-coordenadora do Núcleo de Convênios. Eles responderão pelo crime de frustração do caráter competitivo da licitação, previsto no artigo 337-F do Código Penal, com pena de 4 a 8 anos de reclusão e multa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros quatro empresários foram denunciados por afastamento de licitante (art. 337-K), com pena de 3 a 5 anos de reclusão e multa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPF requer o recebimento da denúncia, a citação dos acusados, a condenação dos envolvidos e o pagamento mínimo de R$ 380 mil, em valores atualizados, a título de reparação solidária pelos danos. A investigação sobre a execução da obra e possíveis crimes de corrupção segue em andamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se: <a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
