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	<title>neta &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Mulher é condenada a mais de 11 anos por tentativa de homicídio e feminicídio contra a avó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2025 16:24:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[condenada]]></category>
		<category><![CDATA[Feminicídio]]></category>
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					<description><![CDATA[Jamylle da Silva Gerônimo Leite foi condenada a 11 anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado e feminicídio contra a própria avó, Irani Gerônimo Leite. O julgamento ocorreu no 1º Tribunal do Júri de João Pessoa, onde o Conselho de Sentença rejeitou a tese [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Jamylle da Silva Gerônimo Leite foi condenada a 11 anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado e feminicídio contra a própria avó, Irani Gerônimo Leite. O julgamento ocorreu no 1º Tribunal do Júri de João Pessoa, onde o Conselho de Sentença rejeitou a tese de lesão corporal e reconheceu as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público. A decisão foi proferida pelo juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a sentença, o crime teve motivação patrimonial, já que Jamylle se considerava dona do imóvel onde a avó residia. Além disso, a ré alegou ter atacado a vítima por se sentir humilhada, embora não tenha especificado em que consistiu essa suposta humilhação. A Justiça também reconheceu outras agravantes: motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o contexto de violência doméstica e familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crime aconteceu em 17 de fevereiro do ano passado, por volta das 15h, no apartamento da vítima, localizado no bairro Jardim Oceania, na capital paraibana. De acordo com os autos, Jamylle utilizou uma faca de serra e força física para atacar a avó, mas o homicídio não se consumou graças à intervenção de vizinhos, que socorreram a vítima e a levaram ao hospital. A ré fugiu do local após a tentativa de assassinato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A denúncia do Ministério Público destacou que a vítima foi surpreendida pelo ataque, o que impossibilitou qualquer reação ou defesa. A caracterização de feminicídio se deu pelo fato de o crime ter sido cometido em ambiente de violência doméstica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o interrogatório, Jamylle admitiu o uso de drogas como maconha e cocaína, além de medicamentos, alegando ter misturado substâncias no dia do crime. Ela negou a intenção de matar a avó, dizendo que queria apenas permanecer no apartamento. Relatou ainda ter sido enviada para morar com a avó após sofrer agressões do pai, e afirmou que “surtou” ao ser impedida de ficar no local, alegando não lembrar do que aconteceu: “Não sei nem como machuquei ela”, disse.</p>



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		<title>Atriz, indígena e bisneta de João Pedro Teixeira. Lian Gaia abriu o especial da Rede Globo</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/atriz-india-e-neta-de-joao-pedro-teixeira-lian-gaia-abriu-especial-da-rede-globo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2021 13:12:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[atriz]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem assistiu ao especial &#8220;Falas da Terra&#8221;, exibido pela Rede Globo na última segunda-feira (19), deu de cara com uma atriz indígena logo na abertura. Coube a ela no programa, com voz forte e altiva, iniciar o diálogo que contrapõe a história formal, contada pelos brancos sobre o processo histórico brasileiro. Quem se aprofundar na [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Quem assistiu ao especial &#8220;Falas da Terra&#8221;, exibido pela Rede Globo na última segunda-feira (19), deu de cara com uma atriz indígena logo na abertura. Coube a ela no programa, com voz forte e altiva, iniciar o diálogo que contrapõe a história formal, contada pelos brancos sobre o processo histórico brasileiro. Quem se aprofundar na busca por informações vai descobrir uma ligação íntima entre aquela atriz e a Paraíba. Trata-se de Lian Gaia, de 29 anos, bisneta do líder camponês João Pedro Teixeira, assassinado na Paraíba em 2 de abril de 1962.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, a escolha de Lian Gaia para o papel não poderia ter sido melhor. Ela resume bem a história da miscigenação e desigualdade brasileira. Descende de um líder das Ligas Camponesas que era negro. Elizabeth Teixeira, a avó, é branca. É descendente, também, de José Mendes de Araújo, homem indígena amazonense retirado de sua aldeia para o contexto urbano do Rio de Janeiro. Com isso, nascida na Baixada Fluminense e formada em psicologia, a atriz carrega nas veias a história de luta dos povos originários e negros contra a exclusão e o preconceito. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casa, certamente, se acostumou a ouvir as histórias de discriminação e perseguição praticadas contra seus antepassados. João Pedro Teixeira era de Sapé, no Brejo Paraibano, e foi assassinado depois de contrariar interesses dos latifundiários. Morreu com os livros que foi comprar para um dos filhos em João Pessoa. Os mandantes nunca foram punidos. A história dele e de Elizabeth Teixeira é contada no festejado documentário  “Cabra Marcado Para Morrer”, de Eduardo Coutinho. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assista ao especial Falas da Terra:</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.youtube.com/watch?v=7hqY7knqvvY
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de se identificar como índia, Gaia vive um processo parecido com o de muitos indígenas desaldeados. Ela é acolhida pelos Pataxó e Guajajara, que compreendem a opressão enfrentada pelos indígenas sem suas identidades e territórios. No especial da TV Globo, ela conta uma história que ilustra a de muitos indígenas. &#8220;Meu nome é Lian Gaia. Eu sou indígena, acolhida por diversas etnias, pois assim como vários parentes eu não sei ao certo qual é a minha, já que minha mãe não fala mais a sua língua&#8221;, diz. </p>



<p class="wp-block-paragraph"> Gaia resgata e manifesta suas origens em trabalhos artísticos que autoproduz como “A Princesa Sem Terra” e “Floresta” e continua a luta que diz ter como herança de sua família. A atriz indígena traz questionamentos importantes com a retomada (movimento de resgate identitário das origens indígenas), luta do movimento sem terra e o protagonismo da mulher indígena no cinema e Tv de modo global. A atriz desenvolve ainda um projeto de escuta coletiva e militância junto a um grupo de pessoas indígenas de todo o país. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confira link também para o documentário Cabra Marcado para Morrer, do cineasta Eduardo Coutinho: </strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://youtu.be/s7pnKjA56-g
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