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	<title>negacionismo &#8211; Blog do Suetoni</title>
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		<title>A ciência tem dado uma surra no negacionismo durante a pandemia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2021 13:08:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quando eu era criança, vivendo no interior, vi muitas vezes um homem que carregava uma maleta com cobras e vendia um óleo ”milagroso”. Servia para curar de topada a pedra nos rins. Apesar de charlatanismo puro, ele era largamente aceito. O mesmo vimos, surpreendentemente, diante da pandemia do novo Coronavírus. Surgiram os remédios milagrosos sem [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Quando eu era criança, vivendo no interior, vi muitas vezes um homem que carregava uma maleta com cobras e vendia um óleo ”milagroso”. Servia para curar de topada a pedra nos rins. Apesar de charlatanismo puro, ele era largamente aceito. O mesmo vimos, surpreendentemente, diante da pandemia do novo Coronavírus. Surgiram os remédios milagrosos sem eficácia comprovada e opositores das medidas de distanciamento, uso de máscara e necessidade da vacina. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A ciência, diante disso, se mostrou implacável ao alertar sobre os riscos e a face mais dura desta pancada estamos vendo agora. Nesta quarta-feira (10), foram confirmadas 2.349 mortes no país, causadas todas elas pela Covid-19, a mesma doença que os negacionistas, inclusive o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse que já estava indo embora. Aqui, na Paraíba, foram 50 mortes. Nos dois casos, tivemos recordes que tendem a ser superados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O terror para a população que acreditou que tomar Cloroquina e Ivermectina ia salvar vidas é descobrir, como alertou a ciência desde o início, que essas soluções milagrosas não funcionam. É algo parecido com o discurso do homem da cobra, que iludia homens e mulheres interioranos. Muita gente que pagava de esclarecida caiu no conto do vigário do tratamento precoce e agora vê amigos e parentes morrerem. Alguns destes morreram também. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma semana, o médico e neurocientista Miguel Nicolelis chocou a todos quando disse que a possibilidade de o Brasil ultrapassar a marca de 3.000 mortes diárias por covid-19 nas próximas semanas passou a ser real. Eu diria agora que é mais real do que nunca. O Brasil e o presidente não cansam de errar nas medidas de contenção. Os prefeitos e governadores estão adotando medidas restritivas, mas elas são mais brandas agora que as adotadas em tempos menos desalentadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Países como a Nova Zelândia e Portugal deram a lição de como prevenir a doença. Medidas duras foram adotadas e a economia sofreu menos. No Brasil, a briga ideológica tem impedido que a massa cinzenta de alguns aponte o caminho mais coerente para as decisões. De certo, tudo o que foi dito pelos sanitaristas e médicos mais respeitados está se concretizando. Por outro lado, tudo o que foi dito pelos negacionistas se assemelhou ao discurso do homem da cobra. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, 270.917 óbitos já foram registrados. Na Paraíba, este número chega a 4.779. Daí vem a pergunta? Quantas pessoas precisarão morrer ainda para que uma parcela representativa da população pare de acreditar que distanciamento, uso de máscara e vacina é o único caminho para salvar vidas? Soube nesta semana ao conversar com um amigo que o “homem da cobra” morreu ao ser picado pela “companheira de trabalho”. Morreu pela própria crença. Este, fatalmente, será o caminho de muito negacionista. </p>



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