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	<title>mulher falecida &#8211; Blog do Suetoni</title>
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		<title>Em caso inédito, Justiça paraibana concede adoção de criança a mulher já falecida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Sep 2021 18:57:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma mulher falecida em 2016 teve o pedido de adoção de uma criança reconhecido pela Justiça paraibana. O caso tramitou na 1ª Vara da Infância e da Juventude da Capital e foi deferido pelo juiz Adhailton Lacet. A sentença inédita foi proferida nesta sexta-feira (17) e mostra a história emocionante de um casal que criou [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma mulher falecida em 2016 teve o pedido de adoção de uma criança reconhecido pela Justiça paraibana. O caso tramitou na 1ª Vara da Infância e da Juventude da Capital e foi deferido pelo juiz Adhailton Lacet. A sentença inédita foi proferida nesta sexta-feira (17) e mostra a história emocionante de um casal que criou uma menina desde o primeiro ano de vida, mas sem o reconhecimento da adoção. A mulher, cujo nome não foi revelado, tinha o desejo de formalizar a adoção, mas faleceu em 2016, antes de dar entrada no processo. O marido levou o caso adiante e a Justiça concedeu o pedido. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os autos, o casal cuidada da jovem como se pais fossem. O pedido de adoção teve o consentimento da mãe biológica da jovem, que hoje tem 20 anos. &#8220;Analisando o caso dos autos, verifica-se que se trata de um caso em que a adotanda conviveu desde um ano de idade com os requerentes, ora promoventes, tendo tido pouquíssimo ou nenhum contato adequado com a sua família biológica, notadamente, a sua genitora&#8221;, destacou o magistrado na decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele lembrou que conforme consta no parecer da equipe interdisciplinar e também no depoimento da testemunha arrolada pela parte autora, o desejo do requerente e da sua companheira, hoje falecida, sempre foi adotar a jovem e que estes sempre ofertaram amor, carinho e afeto. &#8220;Foi constatado que enquanto a segunda promovente esteve viva, ofertou amor, carinho e cuidado necessários para o seu bom desenvolvimento. Os vínculos de afeto foram devidamente constatados através do relatório da equipe, por meio do depoimento da própria adotanda e de prova testemunhal&#8221;, ressaltou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O magistrado destacou que o direito fundamental da criança e do adolescente de ser criado e educado no seio da sua família, preconizado no artigo 19 do Estatuto da Criança e do Adolescente, engloba a convivência familiar ampla, para que o menor alcance em sua plenitude um desenvolvimento sadio e completo. &#8220;Atento a isso é que o Juiz deverá colher os elementos para decidir consoante o melhor interesse da criança&#8221;, pontuou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda na decisão, o juiz Adhaiton Lacet afirma que seria um contrassenso retirar a menor de um lar constituído, onde, ao que tudo indica, está recebendo todos os cuidados que merece. &#8220;Uma reversão dessa situação poderá ensejar em danos psíquicos significativos, que certamente terão desdobramentos na sua vida adulta e na composição da sua personalidade&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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