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	<title>Moro &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Feição desolada de Moro enquanto Flávio Bolsonaro falava da relação com Vorcaro viraliza nas redes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 20:10:19 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">No salão abafado da política brasiliense, onde cada silêncio vale mais do que um discurso inteiro, um personagem roubou a cena sem abrir a boca nesta segunda-feira (19). O senador Sergio Moro (PL-PR) apareceu abatido, quase espectral, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentava explicar aos correligionários sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Bastou o vídeo circular para as redes transformarem o antigo juiz da Lava Jato numa espécie de estátua da melancolia republicana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto os parlamentares do PL acompanhavam atentos a fala de Flávio, Moro parecia assistir ao próprio destino escorrer pelo carpete da reunião. O olhar perdido, o semblante cansado e a postura de quem preferiria estar em qualquer outro lugar criaram um contraste quase teatral com o tom defensivo adotado pelo filho de Jair Bolsonaro.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Senador e ex-juiz Sérgio Moro ouve Flávio Bolsonaro confirmando que encontrou Daniel Vorcaro quando ele estava em prisão domiciliar <a href="https://t.co/iZVxTZ0GKF">pic.twitter.com/iZVxTZ0GKF</a></p>&mdash; Sam Pancher (@SamPancher) <a href="https://twitter.com/SamPancher/status/2056762353258029458?ref_src=twsrc%5Etfw">May 19, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O momento mais simbólico veio justamente quando Flávio admitiu: “Eu fui sim ao encontro dele, para pôr um ponto final nessa história”. A câmera, impiedosa como sempre são as câmeras em Brasília, repousou no rosto de Moro. Não havia indignação, surpresa ou reação. Apenas aquele ar resignado de quem percebe tarde demais o tamanho da enrascada política em que se meteu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A declaração de Flávio confirmou que ele voltou a encontrar Vorcaro mesmo depois da primeira prisão do banqueiro, ocorrida no ano passado. Entre aliados do PL, a revelação caiu como pedra em lago calmo: primeiro o silêncio, depois as ondas de desconforto se espalhando pela bancada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio adicionou mais um capítulo tortuoso à novela envolvendo o filme “Dark Horse” e o financiamento cercado de suspeitas. Antes das revelações do The Intercept sobre os áudios enviados por Flávio Bolsonaro ao banqueiro, o senador sustentava que sequer conhecia Vorcaro pessoalmente. Agora, diante dos colegas de partido, precisou recalibrar o discurso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reunião convocada pelo PL tinha como objetivo acalmar os ânimos e convencer os parlamentares de que a crise não contaminaria a pré-campanha presidencial. Participaram nomes graúdos da legenda, como Valdemar Costa Neto, Rogério Marinho, Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho. Mas, no fim das contas, foi o rosto silencioso de Moro que acabou dominando o noticiário informal das redes.</p>



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		<title>Recuos de Moro e Dória em relação às eleições escancaram a falta de rumo da terceira via</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/recuos-de-moro-e-doria-em-relacao-as-eleicoes-escancaram-a-falta-de-rumo-da-terceira-via/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2022 21:34:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
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		<category><![CDATA[dória]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta quinta-feira (31) foi marcada por dois movimentos previsíveis de pré-candidatos a presidente da República. O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), desistiu e depois desistiu de desistir da disputa. Tudo isso antes de renunciar ao governo. Depois, também com movimento rumo ao limbo, o ex-ministro Sérgio Moro jogou na caixinha das almas as [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Esta quinta-feira (31) foi marcada por dois movimentos previsíveis de pré-candidatos a presidente da República. O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), desistiu e depois desistiu de desistir da disputa. Tudo isso antes de renunciar ao governo. Depois, também com movimento rumo ao limbo, o ex-ministro Sérgio Moro jogou na caixinha das almas as pretensões eleitorais enquanto assinava a ficha de filiação ao União Brasil, em São Paulo. Ele deixou o Podemos, sigla pela qual planejava disputar as eleições, simplesmente porque a militância do partido não queria mais apostar as fichas num candidato pesado eleitoralmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dois episódios mostram o quanto os nomes colocados para o que se convencionou chamar de terceira via são frágeis no conteúdo e na forma. Todos sabem o que esperar do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), assim como em um eventual governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Você pode discordar no todo ou em parte em relação a eles, mas sabe o que esperar dos dois. A mesma coisa não pode ser dita Moro, que fala genericamente de tudo e não consegue explicar quase nada. Já de Dória, é fácil esperar algo parecido com o governo de São Paulo, mesmo assim, ele não aprendeu a dialogar com o restante do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O eleitorado de Sérgio Moro, em tese, é o eleitor arrependido de ter votado em Jair Bolsonaro em 2018. O de Dória, também muito pequeno, habita na mesma faixa. É verdade que com a permanência do agora ex-governador de São Paulo na disputa, ele pode puxar alguma fatia dos eleitores que tinham predileção por Moro, mas a grande possibilidade é que este contingente migre de volta para Jair Bolsonaro. E olhe que é um contingente significativo para quem está atrás nas pesquisas, já que o ex-juiz da Lava Jato emplacava de 7 a 8 pontos nas pesquisas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A &#8220;fraquejada&#8221; dos dois candidatos fez com Ciro Gomes, outro pré-candidato da terceira via, ironizasse a postura, dizendo que ele não desistiria. O problema do postulante é que assim como os outros ele não tem conseguido crescer eleitoralmente. O resultado disso é que vamos para o futuro observando o acirramento da dualidade entre Lula e Bolsonaro, o que será determinante para a disputa eleitoral. Não se sabe como isso influenciará nas disputas eleitorais nos Estados, mas o certo é que dificilmente sairá um vencedor fora deste &#8220;clubinho&#8221; formado pelos dois principais candidatos. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Cármen Lúcia muda voto e considera Sérgio Moro parcial no julgamento de Lula</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/carmen-lucia-muda-voto-e-considera-sergio-moro-parcial-no-julgamento-de-lula/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 21:40:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Cámen Lúcia]]></category>
		<category><![CDATA[lula]]></category>
		<category><![CDATA[Moro]]></category>
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		<category><![CDATA[voto]]></category>
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					<description><![CDATA[A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, considerou o ex-juiz Sérgio Moro parcial no processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O placar do julgamento do processo, impetrado pela defesa do ex-gestor, terminou em 3 votos a 2. Votaram pela suspeição os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, considerou o ex-juiz Sérgio Moro parcial no processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O placar do julgamento do processo, impetrado pela defesa do ex-gestor, terminou em 3 votos a 2. Votaram pela suspeição os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Esta última já havia se pronunciado anteriormente contrária à suspeição, mas mudou o voto, segundo ela, após a constatação de novos fatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os votos contrários à suspeição foram apresentados pelos ministros Luiz Edson Fachin e Nunes Marques. Um grande hiato separou o início do julgamento e a sua conclusão, nesta terça-feira (23). No final de 2018, antes de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter tomado posse, Cármen Lúcia e Fachin votaram pela imparcialidade do ministro. Foi então que o ministro Gilmar Mendes pediu vista no processo. Eram dados como certos os votos dele e de Lewandowski em prol da suspeição. O do hoje ex-ministro Celso de Mello gerava dúvida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A conclusão do processo, desde então, ficou em suspenso. Só agora, após a troca de Mello por Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, o julgamento foi colocado em pauta. Neste meio tempo, o então todo poderoso ex-juiz abandonou a magistratura para assumir o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro, o principal favorecido com o impedimento de Lula nas eleições de 2018. Depois disso, Moro foi alvo dos vazamentos de diálogos da Força-tarefa da Lava Jato, que apontavam suposta parcialidade do ex-magistrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como era esperado, Gilmar Mendes e Lewandowski votaram pela suspeição de Moro. O ministro Nunes Marques, o único que faltava votar, seguiu os entendimentos anteriores de Edson Fachin e Cármen Lúcia. Ele centrou o entendimento dele no fato de as conversas vazadas entre o ex-juiz e os procuradores de Curitiba terem sido adquiridas de forma ilegal. Um hacker foi o responsável por vazar os dados que foram usados pelo site Intercept Brasil no escândalo que ficou conhecido como “Vaza Jato”. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois do voto de Nunes Marques, Cármen Lúcia pediu para reformular o voto dela. A ministra relembrou fatos polêmicos da operação Lava Jato, como a condução coercitiva do ex-presidente Lula. Recordou, também, do vazamento da delação do ex-ministro Antonio Palocci, ocorrida próximo ao dia das eleições, no segundo turno da disputa presidencial, em 2018. O fato teria favorecido Jair Bolsonaro no embate contra o petista Fernando Haddad. Lembrou ainda das interceptações telefônicas de advogados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu trago as referências a constituição, sobre a necessidade de observância, desse julgamento imparcial, portanto tenho, como humano somos passíveis de erros, mas a parcialidade comprovada precisa de ser devidamente afastada, isso desde sempre. É isso que faz com que as pessoas se submetam ao direito e não resolva atos de vingança, que seria barbárie”, disse Cármen Lúcia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cármen Lúcia evitou se aprofundar nas denúncias contida na Vaja Jato. Ela buscou apontar fatos relacionados com a operação e que foram ignorados anteriormente pela ministra. Em relação ao voto do relator, Ricardo Lewandowski, ela votou pela suspeição, mas sem a necessidade de Sérgio Moro arcar com as custas judiciais do processo. </p>
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