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	<title>marco temporal &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Após derrota no Congresso, governo recorre ao Supremo contra tese do &#8216;marco temporal&#8217;</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/apos-derrota-no-congresso-governo-recorre-ao-supremo-contra-tese-do-marco-temporal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2023 18:44:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[marco temporal]]></category>
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		<category><![CDATA[Sônia Guajajara]]></category>
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					<description><![CDATA[A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, afirmou, nesta quarta-feira (20), que o governo prepara recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a tese do marco temporal das terras indígenas, aprovada pelo Congresso Nacional. Guajajara participou do programa Bom dia, Ministra, do Canal Gov, e fez um balanço da gestão neste ano. Na semana passada, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, afirmou, nesta quarta-feira (20), que o governo prepara recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a tese do marco temporal das terras indígenas, aprovada pelo Congresso Nacional. Guajajara participou do programa Bom dia, Ministra, do Canal Gov, e fez um balanço da gestão neste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na semana passada, o Congresso Nacional derrubou os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que estabelece a tese do marco temporal, que diz que os indígenas só terão direito ao território em que estavam na promulgação da Constituição, em outubro de 1988.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 21 de setembro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a tese era inconstitucional. Oito dias depois, a Câmara e o Senado aprovaram um projeto de lei para incluir a tese do marco temporal em lei federal. Em outubro, o presidente Lula vetou parcialmente o projeto aprovado no Legislativo, argumentando que a tese já havia sido considerada inconstitucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós temos um Judiciário e nós temos um Executivo que já declararam superada essa questão do marco temporal. O Judiciário enterrou o marco temporal, o presidente Lula afastou o marco temporal e o Congresso insiste ainda com essa ideia. Então, agora, já há uma articulação do próprio movimento indígena, de partidos políticos e também do Ministério dos Povos Indígenas para entrar com uma ação direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal’, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a ministra, o STF deve decidir a favor da ação. “O Supremo, que já declarou uma vez inconstitucional, não vai, agora, fazer contrário ao que ele mesmo já decidiu. Então ainda há uma esperança”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sônia Guajajara argumentou que o marco temporal não vai resolver os problemas fundiários no Brasil. “Pelo contrário, os indígenas que estão hoje na posse de sua terra, que estão ocupando um território, que é considerado um território tradicional, ele também não vai entregar fácil aquele território, sendo que há um passivo muito grande no Brasil de territórios a serem regularizados”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra defendeu ainda a atuação dos povos indígenas para a preservação ambiental e para conter a crise climática. “Há um avanço muito grande desse reconhecimento dos povos indígenas, dos territórios indígenas e dos modos de vida dos povos indígenas na preservação dos seus territórios”, disse. “Somos 5% da população mundial e 82% da biodiversidade protegida no mundo está dentro dos territórios indígenas. E, por isso, os povos indígenas já estão agora também no centro desses debates climáticos. Então, a demarcação de terras indígenas não interessa somente a nós indígenas, mas é uma luta pelo planeta”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) tem o registro de 736 terras indígenas no país. Essas áreas representam aproximadamente 13,75% do território brasileiro e estão localizadas em todos os biomas, sobretudo na Amazônia. Além delas, há cerca de 490 reivindicações de povos indígenas em análise no âmbito da Funai. (Agência Brasil)</p>



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		<title>Por 9 votos a 2, Supremo decide o óbvio: tese de marco temporal é inconstitucional. Veja impacto na Paraíba</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/por-9-votos-a-2-supremo-decide-o-obvio-tese-de-marco-temporal-e-inconstitucional-veja-impacto-na-paraiba/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 00:03:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[marco temporal]]></category>
		<category><![CDATA[paraíba]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) barrou nesta quarta-feira (20) a aplicação da tese do marco temporal na demarcação de terras indígenas. O placar foi de 9 votos a 2 contra a proposta que, na visão dos ministros, não tem amparo constitucional. Apenas os ministros Nunes Marques e André Mendonça, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal Federal (STF) barrou nesta quarta-feira (20) a aplicação da tese do marco temporal na demarcação de terras indígenas. O placar foi de 9 votos a 2 contra a proposta que, na visão dos ministros, não tem amparo constitucional. Apenas os ministros Nunes Marques e André Mendonça, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não foram a favor da tese. A rejeição terá impactos para os indígenas paraibanos, que mantém a esperança de conquista da demarcação de áreas reconquistadas. Há dois povos no Estado, os potiguaras e os tabajaras. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A tese rejeitada previa que só poderiam ser demarcadas terras que já estavam sendo ocupadas por indígenas no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Esse entendimento deriva de uma interpretação literal do artigo 231 da Constituição, que diz: &#8220;São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.&#8221; O problema são as consequências disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a ditadura (1964-1985) e antes disso, várias áreas tradicionalmente ocupadas por indígenas foram dadas a grandes produtores rurais e os indígenas foram expulsos ou incorporados como trabalhadores. Tanto potiguaras, quanto tabajaras enfrentaram a mesma situação. O primeiro grupo iniciou a reocupação das áreas após a redemocratização, enquanto os tabajaras apenas recentemente conseguiram a ocupação de uma pequena área no Litoral Sul, mas sem que nada tenha sido demarcado até o momento. Caso a tese fosse aceita, todo o processo cairia por terra. Em relação ao potiguaras, áreas poderiam ser rediscutidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso começou a ser deliberado em agosto de 2021. Com o voto do ministro Luiz Fux, que abriu a sessão desta quinta, foi formada a maioria e consolidada a corrente que considera que fere a Constituição usar o marco temporal como critério na concessão de áreas aos povos originários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Votaram nesta linha os ministros:</p>



<p class="wp-block-paragraph">. Edson Fachin (relator)<br>. Alexandre de Moraes<br>. Cristiano Zanin<br>. Luís Roberto Barroso<br>. Dias Toffoli<br>. Luiz Fux<br>. Cármen Lúcia<br>. Gilmar Mendes<br>. Rosa Weber</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram dois votos no sentido de validar o uso do marco temporal como um requisito objetivo para a concessão das áreas ao uso indígena:</p>



<p class="wp-block-paragraph">. Nunes Marques<br>. André Mendonça</p>



<p class="wp-block-paragraph">Indígenas são contra o marco temporal. Afirmam que a posse histórica de uma terra não necessariamente está vinculada ao fato de um povo ter ocupado determinada região em 5 de outubro de 1988. Isso porque, dizem os indígenas, muitas comunidades são nômades e outras tantas foram retiradas de suas terras pela ditadura militar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<item>
		<title>STF deve sepultar nesta quinta-feira a tese do marco temporal</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/stf-deve-sepultar-nesta-quinta-feira-a-tese-do-marco-temporal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Sep 2023 11:19:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[julgamento]]></category>
		<category><![CDATA[marco temporal]]></category>
		<category><![CDATA[supremo]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) pode formar nesta quinta-feira (21) maioria de votos contra a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas. Com placar de 5 votos a 2, a sessão será retomada às 14h, quando a Corte entrará na 11ª sessão para analisar a questão. No julgamento, os ministros discutem o chamado [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal Federal (STF) pode formar nesta quinta-feira (21) maioria de votos contra a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas. Com placar de 5 votos a 2, a sessão será retomada às 14h, quando a Corte entrará na 11ª sessão para analisar a questão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No julgamento, os ministros discutem o chamado marco temporal. Pela tese, defendida por proprietários de terras, os indígenas somente teriam direito às áreas que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época. Os indígenas são contra o entendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cristiano Zanin e Dias Toffoli se manifestaram contra o marco temporal e entendem que a limitação é inconstitucional. Nunes Marques e André Mendonça se manifestaram a favor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Faltam os votos dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e da presidente, Rosa Weber.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alcance</strong><br>Apesar da posição que deve ser consolidade contra a tese, os ministros ainda vão decidir sobre o alcance da decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os votos proferidos, está a possibilidade de indenização de particulares que adquiriram terras de “boa-fé”. Pelo entendimento, a indenização por benfeitorias e pela terra nua valeria para proprietários que receberam do governo títulos de terras que deveriam ser consideradas como áreas indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro ponto, o ministro Dias Toffoli abriu a possibilidade de exploração mineral e de lavouras dentro das terras indígenas, mediante aprovação de uma lei pelo Congresso e a autorização dos indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dois pontos são questionados pelas entidades que atuam em defesa dos indígenas. Para a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a possibilidade de indenização pode inviabilizar as demarcações. A entidade também argumenta que a exploração econômica flexibiliza o usufruto exclusivo das terras pelos indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para acompanhar o julgamento no STF, indígenas estão mobilizados em Brasília. Eles também se manifestam contra a tentativa do Senado de legalizar o marco temporal. (Agência Brasil)</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Aos gritos de &#8216;assassinos&#8217;, 7 deputados paraibanos votaram para restringir demarcação de terras indígenas. Veja lista</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/aos-gritos-de-assassinos-8-deputados-paraibanos-votaram-para-restringir-demarcacao-de-terras-indigenas-veja-lista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 May 2023 09:40:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Legislativo]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[deputados]]></category>
		<category><![CDATA[marco temporal]]></category>
		<category><![CDATA[paraibanos]]></category>
		<category><![CDATA[povos indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) o projeto de lei sobre o marco temporal da ocupação de terras por povos indígenas (PL 490/07). A proposta será enviada ao Senado. O projeto restringe a demarcação de terras indígenas àquelas já tradicionalmente ocupadas por esses povos em 5 de outubro de 1988, data da promulgação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) o projeto de lei sobre o marco temporal da ocupação de terras por povos indígenas (PL 490/07). A proposta será enviada ao Senado. O projeto restringe a demarcação de terras indígenas àquelas já tradicionalmente ocupadas por esses povos em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da nova Constituição federal. Na prática, caso a matéria passe também no Senado, serão criadas travas para novas demarcações. Entre os paraibanos, 7 dos 12 deputados votaram a favor da restrição de direitos aos povos indígenas. Houve protestos e gritos de assassinos durante a votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja a relação abaixo:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A favor do projeto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aguinaldo Ribeiro (PP) <br>Cabo Gilberto Silva (PL)<br>Hugo Motta (Republicanos)<br>Mersinho Lucena (PP)<br>Ruy Carneiro (PSC)<br>Wellington Roberto (PL)<br>Romero Rodrigues (PSC)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contra</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Murilo Galdino (Republicanos)<br>Gervásio Maia (PSB)<br>Luiz Couto (PT)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não votou</strong><br>Wilson Santiago (Republicanos)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ausente</strong><br>Damião Feliciano (União)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A MP foi aprovada na forma de um substitutivo do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA). Segundo o texto, para serem consideradas terras ocupadas tradicionalmente, deverá ser comprovado objetivamente que elas, na data de promulgação da Constituição, eram ao mesmo tempo habitadas em caráter permanente, usadas para atividades produtivas e necessárias à preservação dos recursos ambientais e à reprodução física e cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, se a comunidade indígena não ocupava determinado território antes desse marco temporal, independentemente da causa, a terra não poderá ser reconhecida como tradicionalmente ocupada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O substitutivo prevê ainda:</p>



<p class="wp-block-paragraph">. permissão para plantar cultivares transgênicos em terras exploradas pelos povos indígenas;<br>proibição de ampliar terras indígenas já demarcadas;<br>. adequação dos processos administrativos de demarcação ainda não concluídos às novas regras; e<br>nulidade da demarcação que não atenda a essas regras.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Supremo<br></strong>Em sessão marcada para o dia 7 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) pode votar uma ação sobre o tema, definindo se a promulgação da Constituição pode servir como marco temporal para essa finalidade, situação aplicada quando da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O STF já adiou por sete vezes esse julgamento. A última vez ocorreu em junho de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator do PL 490/07, deputado Arthur Oliveira Maia, explicou que o projeto se apoiou na decisão do próprio Supremo e disse esperar que o STF paralise o julgamento sobre o tema. Segundo o deputado, o projeto aprovado hoje vai garantir segurança jurídica para os proprietários rurais, inclusive para os pequenos agricultores. &#8220;O País não pode viver num limbo de insegurança”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Plenário da Câmara, parlamentares contrários ao projeto alertaram sobre ameaças aos direitos dos povos indígenas e sobre prejuízos ao meio ambiente. “O marco temporal vai na contramão do que é discutido internacionalmente, na contramão da preservação ambiental e da defesa de povos originários”, disse o líder do Psol, deputado Guilherme Boulos (Psol-SP).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Usufruto<br></strong>Antes da votação, Maia aceitou uma das nove emendas apresentadas pela deputada Duda Salabert (PDT-MG) e retirou do texto dispositivo que listava quatro situações nas quais o usufruto dos indígenas sobre a terra não se aplicariam, como aproveitamento de recursos hídricos e potenciais energéticos e os resultados de mineração ou garimpagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as emendas apresentadas pela deputada propunham a retirada de diversos artigos do substitutivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sem autorização<br></strong>O substitutivo de Maia estabelece que o usufruto das terras pelos povos indígenas não se sobrepõe ao interesse da política de defesa e soberania nacional, permitindo a instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, independentemente de consulta às comunidades indígenas envolvidas ou à Fundação Nacional do Índio (Funai).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa dispensa de ouvir a comunidade se aplicará também à expansão de rodovias, à exploração de energia elétrica e ao resguardo das riquezas de cunho estratégico.<br>As operações das Forças Armadas e da Polícia Federal em área indígena não dependerão igualmente de consulta às comunidades ou à Funai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o poder público poderá instalar em terras indígenas equipamentos, redes de comunicação, estradas e vias de transporte, além das construções necessárias à prestação de serviços públicos, especialmente os de saúde e educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atividades econômicas<br></strong>A partir do projeto, fica permitido aos povos indígenas o exercício de atividades econômicas por eles próprios ou por terceiros não indígenas contratados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses povos poderão assinar contratos de cooperação com não indígenas para a realização dessas atividades, inclusive agrossilvipastoris, desde que gerem benefícios para toda a comunidade, seja por ela decidido e que a posse da terra continue com os indígenas. O contrato deverá ser registrado na Funai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De igual forma, será permitido o turismo em terras indígenas, também admitido o contrato com terceiros para investimentos, respeitadas as condições da atividade econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas atividades, assim como a exploração de energia elétrica e de minerais autorizadas pelo Congresso Nacional contarão com isenção tributária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Câmara de Notícias</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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