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	<title>maconha &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Polícia Federal descobre plantação de maconha irrigada com água da transposição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 20:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[Plantação]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Federal descobriu, nesta quarta-feira (12), uma verdadeira lavoura do tráfico funcionando no Cariri paraibano — e irrigada com água da transposição do Rio São Francisco. A ação, batizada de Operação Limiar, desmantelou um plantio com cerca de 18 mil pés de maconha na zona rural de Monteiro. A investigação começou após denúncias e [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal descobriu, nesta quarta-feira (12), uma verdadeira lavoura do tráfico funcionando no Cariri paraibano — e irrigada com água da transposição do Rio São Francisco. A ação, batizada de Operação Limiar, desmantelou um plantio com cerca de 18 mil pés de maconha na zona rural de Monteiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação começou após denúncias e informes de inteligência apontarem a existência de uma plantação clandestina de cannabis na região. A partir daí, a PF cruzou informações, analisou imagens de satélite e confirmou a movimentação suspeita em uma área isolada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o uso de drone, os policiais localizaram o plantio já em estágio avançado de colheita. Parte da droga já havia sido retirada do local e outra quantidade estava armazenada em sacos de lona, pronta para distribuição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que mais chamou atenção dos investigadores foi a estrutura montada pelos criminosos. No terreno, havia acampamento improvisado, cozinha, espaço usado como estufa para secagem da droga e um sofisticado sistema de irrigação por gotejamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Polícia Federal, a água usada para manter a plantação vinha diretamente do canal da transposição do Rio São Francisco, captada por meio de uma motobomba movida a gasolina. Ou seja: água destinada ao abastecimento e à convivência com a seca no Nordeste estava sendo desviada para irrigar plantação de maconha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a chegada das equipes, vários suspeitos fugiram pela mata. Um homem foi preso em flagrante. A operação contou com apoio do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), da Polícia Militar da Paraíba.</p>



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		<title>PF destrói plantio de maconha em terras irrigadas no Cariri</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/pf-destroi-plantio-de-maconha-em-terras-irrigadas-no-cariri/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 21:13:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
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					<description><![CDATA[Já me disseram que a persistência humana não tem limites. E hoje tivemos mais uma prova disso. Na mais tenra caatinga do semiárido paraibano, eis que &#8220;empreendedores&#8221; mantinham uma plantação bem verdinha e viçosa, irrigada com água de um poço muito bem construído. Não fosse a Polícia Federal, o grupo teria colhido, prensado e vendido [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Já me disseram que a persistência humana não tem limites. E hoje tivemos mais uma prova disso. Na mais tenra caatinga do semiárido paraibano, eis que &#8220;empreendedores&#8221; mantinham uma plantação bem verdinha e viçosa, irrigada com água de um poço muito bem construído. Não fosse a Polícia Federal, o grupo teria colhido, prensado e vendido a maconha cultivada no município de Livramento, no Cariri paraibano. Ao todo, 44 mil pés foram cortados e queimados durante uma operação realizada nesta terça-feira (14). </p>



<p class="wp-block-paragraph">O esquema foi descoberto durante a operação Terra Protegida, deflagrada pela Polícia Federal em ação conjunta com a Polícia Militar da Paraíba, por meio do Grupamento Especial de Operações em Área de Caatinga (GEOsAC).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos 44 mil pés de maconha, foram encontrados os equipamentos usados no plantio e no beneficiamento da droga. A estrutura impressionava pela sofisticação: os criminosos usavam tecnologia e infraestrutura rural para manter a produção ativa em uma área isolada, longe dos olhos da população e das autoridades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado é fruto de um trabalho minucioso de investigação, aliado ao uso de sensoriamento remoto via satélite, que permitiu localizar e desmontar a base operacional do grupo. O golpe atinge em cheio a engrenagem financeira de organizações criminosas que atuam na região.</p>



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		<title>PF incinera 100 mil pés de maconha no Sertão paraibano</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/pf-incinera-100-mil-pes-de-maconha-no-sertao-paraibano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Apr 2025 15:41:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[polícia federal]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Federal arrancou e queimou cerca de 100 mil pés de maconha no Sertão da Paraíba neste sábado (12). A plantação estava escondida em áreas de difícil acesso, na zona rural de Patos. O ponto exato da ação, como de praxe, não foi divulgado. A operação foi conduzida pelas delegacias da PF de Patos [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal arrancou e queimou cerca de 100 mil pés de maconha no Sertão da Paraíba neste sábado (12). A plantação estava escondida em áreas de difícil acesso, na zona rural de Patos. O ponto exato da ação, como de praxe, não foi divulgado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A operação foi conduzida pelas delegacias da PF de Patos (PB) e Salgueiro (PE), com apoio do Grupamento Especializado de Operações em Área de Caatinga (GEOSAC), grupamento especializado da Polícia Militar da Paraíba que atua em áreas de Caatinga. A meta era sufocar financeiramente grupos criminosos e impedir que a droga chegasse ao consumidor final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a PF, a queima dos cultivos ilegais também tem impacto direto na redução de crimes como roubos, furtos e homicídios — todos associados à cadeia do tráfico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação faz parte de um pacote de operações permanentes na região. A Polícia Federal informou ainda que vai tentar identificar os responsáveis pelos plantios e iniciar processos para a expropriação das terras usadas no crime.</p>



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		<title>Ex-prefeito paraibano é preso sob suspeita de ter financiado plantio de maconha com dinheiro público</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/ex-prefeito-paraibano-e-preso-sob-suspeita-de-ter-financiado-plantio-de-maconha-com-dinheiro-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2025 12:19:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[ex-prefeito]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[preso]]></category>
		<category><![CDATA[sertão]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Civil prendeu na manhã desta sexta-feira (14) o ex-prefeito de Vista Serrana, Sergio Garcia da Nobrega. O ex-gestor da cidade sertaneja é suspeito de ter utilizado recursos públicos para financiar uma plantação de maconha com mais de 60 mil pés. A plantação foi descoberta no dia 30 de outubro de 2024, no município [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Civil prendeu na manhã desta sexta-feira (14) o ex-prefeito de Vista Serrana, Sergio Garcia da Nobrega. O ex-gestor da cidade sertaneja é suspeito de ter utilizado recursos públicos para financiar uma plantação de maconha com mais de 60 mil pés. A plantação foi descoberta no dia 30 de outubro de 2024, no município de Malta, também no Sertão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prisão faz parte da operação &#8220;Cacimba Nova&#8221;, deflagrada pela Polícia Civil, que cumpriu mandados nas cidades de Vista Serrana, Condado, Pombal, Sousa e Paulista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do ex-prefeito, outras sete pessoas foram presas. A polícia ainda procura outros suspeitos que estão foragidos. O grupo é investigado por envolvimento em desvio de dinheiro público, lavagem de bens e capitais, além do financiamento da plantação ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Polícia Civil, a roça de maconha teria potencial para gerar cerca de R$ 13 milhões à organização criminosa. Até o momento, a defesa do ex-prefeito não foi localizada para comentar o caso.</p>



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		<title>Casarão no Centro de João Pessoa vai abrigar primeiro museu da maconha do país</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/casarao-no-centro-de-joao-pessoa-vai-abrigar-primeiro-museu-da-maconha-do-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Apr 2023 13:58:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[Cannabis]]></category>
		<category><![CDATA[joão pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[museu]]></category>
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					<description><![CDATA[Um casarão no Centro de João Pessoa vai abrigar o primeiro museu canábico do Brasil. Nele, o visitante terá acesso a fotos, recortes históricos de jornais e revistas, equipamentos do século passado, espaços interativos e salas de projeção. É um espaço voltado para desmistificar preconceitos sobre a cannabis e explicar suas propriedades curativas. A iniciativa [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Um casarão no Centro de João Pessoa vai abrigar o primeiro museu canábico do Brasil. Nele, o visitante terá acesso a fotos, recortes históricos de jornais e revistas, equipamentos do século passado, espaços interativos e salas de projeção. É um espaço voltado para desmistificar preconceitos sobre a cannabis e explicar suas propriedades curativas. A iniciativa é da Associação Brasileiro de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), ONG de vanguarda que milita pelo uso da maconha medicinal no país. O objetivo é jogar luz sobre um tema que merece ser discutido. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia, para isso, é contar a história da cannabis no mundo, desde o cânhamo produzido nas sociedades antigas, passando pelo seu uso farmacêutico nos EUA, no século 19, até a repressão e chegando às recentes legislações de descriminalização. No Brasil, o marco é o ano de 2014, quando houve a primeira autorização para importação de CBD para fins medicinais, época que marcou o surgimento da Abrace, que completa nove anos na última quinta (20), e de outras associações pelo país. Neste período de história, a entidade chegou até a ser alvo de uma atrapalhada operação da Polícia Militar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Atendendo a uma denúncia falsa, a PM mobilizou um grande contingente e até uma aeronave para fazer a prisão do suposto criminoso, que estaria plantando e tratando maconha para a venda. Só que o referido plantio, localizado no bairro dos Ipêsm era para fins medicinais. Durante a operação, os policiais chegaram a entrar na sede da Associação e tentaram deter um funcionário, que só não foi preso porque se identificou apresentando a documentação que comprovava a autorização judicial para plantio e manuseio da maconha, além da produção de medicamentos e fornecimento deles pela associação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A canabis é usada de forma medicinal desde 1864. Nos EUA, frascos de óleo eram vendidos nas farmácias, com prescrição médica, para tratamento de insônia, inapetência, cólicas etc. E séculos antes, os caules da maconha eram esmagados para produção de fios de cânhamo, usados até nas velas das caravelas portuguesas. Sem a maconha, não teria existido a colonização&#8221;, explica Cassiano Gomes, fundador e diretor executivo Abrace.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os itens que estarão expostos no Museu Brasileiro da Cannabis há réplica da máquina antiga de produção de cânhamo e antigos frascos medicinais vendidos nas farmácias americanas. O acervo, que continuará sendo construído, diz Gomes, conta também com recortes históricos de jornais, de revistas, cartazes de filme e fotografias do século passado. Tudo relacionado à cannabis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com informações de O Globo</p>



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		<title>STJ decide que posse de materiais para cultivo de maconha de uso pessoal não é crime</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/stj-decide-que-posse-de-materiais-para-cultivo-de-maconha-de-uso-pessoal-nao-e-crime/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Sep 2021 17:51:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[consumo próprio]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[sexta turma]]></category>
		<category><![CDATA[Stj]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem for flagrado com insumos ou materiais usados para cultivar maconha de uso pessoal não pode ser punido por isso. Esse foi o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decisão proferida nesta quinta-feira (23). Os membros da Sexta Turma decidiram que o artigo 34 da Lei 11.343/2006, que pune a posse de equipamentos [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Quem for flagrado com insumos ou materiais usados para cultivar maconha de uso pessoal não pode ser punido por isso. Esse foi o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decisão proferida nesta quinta-feira (23). Os membros da Sexta Turma decidiram que o artigo 34 da Lei 11.343/2006, que pune a posse de equipamentos para a fabricação de entorpecentes, está vinculado apenas ao narcotráfico. Por conta disso, não pode ser aplicado contra quem possui utensílios usados no cultivo de plantas destinadas à produção de pequena quantidade de droga para uso pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esse entendimento, a Sexta Turma determinou o trancamento parcial da ação penal contra um homem denunciado por possuir instrumentos usados no plantio de maconha e na extração de óleo de haxixe. Ele continuará a responder apenas pela posse de drogas para consumo próprio (artigo 28 da Lei de Drogas), pois tinha em depósito 5,8g de haxixe e oito plantas de maconha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra Laurita Vaz, relatora do recurso em habeas corpus, explicou que o artigo 34 da lei tem o objetivo de punir os atos preparatórios para o tráfico de drogas (descrito no artigo 33). Em consequência, o crime do artigo 34 é absorvido pelo do artigo 33 quando as ações são praticadas no mesmo contexto, mas, segundo a ministra, ele também pode se configurar de forma autônoma, desde que fique provado que os equipamentos em poder do réu se destinavam a produzir drogas para o tráfico, representando risco para a saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tráfico</strong><br>No caso em julgamento, porém, a relatora apontou que o próprio Ministério Público entendeu que os entorpecentes encontrados no local se destinavam ao consumo pessoal – tanto que o réu foi denunciado pelo artigo 28, e não pelo 33. Em seu voto, a ministra ainda ressaltou que o réu apresentou receita médica estrangeira com a prescrição de uso do óleo da maconha. Ainda que essa prescrição não torne lícita a conduta de cultivar a planta e extrair o óleo no Brasil, ela comentou que tal circunstância reforça a conclusão de que os instrumentos realmente se destinavam à produção para uso próprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Laurita Vaz, embora o delito do artigo 34 da Lei de Drogas possa subsistir de forma autônoma, não é possível que o agente responda por esse crime se a posse dos instrumentos constitui ato preparatório destinado ao consumo pessoal de entorpecente, e não ao tráfico. A ministra destacou que o artigo 28 prevê tratamento mais brando para quem é usuário (advertência, prestação de serviços ou comparecimento a programa educativo), não se justificando punir com mais rigor as ações que antecedem o consumo pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se a própria legislação reconhece o menor potencial ofensivo da conduta do usuário que adquire drogas diretamente no mercado espúrio de entorpecentes, não há como evadir-se à conclusão de que também se encontra em situação de baixa periculosidade o agente que sequer fomentou o tráfico, haja vista ter cultivado pessoalmente a própria planta destinada à extração do óleo, para seu exclusivo consumo&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contrassenso jurídico</strong><br>A ministra observou também que o parágrafo 1º do artigo 28 da Lei de Drogas manda aplicar as mesmas penalidades mais brandas a quem semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de droga para uso pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Logo, considerando que as penas do artigo 28 da Lei de Drogas também são aplicadas para quem cultiva a planta destinada ao preparo de pequena quantidade de substância ou produto (óleo), seria um contrassenso jurídico que a posse de objetos destinados ao cultivo de planta psicotrópica, para uso pessoal, viesse a caracterizar um crime muito mais grave, equiparado a hediondo e punido com pena privativa de liberdade de três a dez anos de reclusão, além do pagamento de vultosa multa&#8221;, disse a ministra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a magistrada, quem cultiva uma planta, naturalmente, faz uso de ferramentas típicas de plantio, &#8220;razão pela qual se deve concluir que a posse de tais objetos está abrangida pela conduta típica prevista no parágrafo 1º do artigo 28 da Lei 11.343/2006 e, portanto, não é capaz de configurar delito autônomo&#8221;.</p>



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