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	<title>julgamentos &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Terraplanismo jurídico, ignorância e lacração foram marcas das defesas nos julgamentos sobre atos de 8 de janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2023 19:18:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[8 de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[antidemocráticos]]></category>
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					<description><![CDATA[Ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), teses que beiram o terraplanismo jurídico, choro e burrice ao confundir obras literárias. Este foi o saldo da participação dos advogados que defenderam os três primeiros réus, suspeitos de participação nos atos golpistas de 8 de janeiro. De prático, para &#8220;salvar&#8221; a pele dos acusados, produziu-se pouca [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), teses que beiram o terraplanismo jurídico, choro e burrice ao confundir obras literárias. Este foi o saldo da participação dos advogados que defenderam os três primeiros réus, suspeitos de participação nos atos golpistas de 8 de janeiro. De prático, para &#8220;salvar&#8221; a pele dos acusados, produziu-se pouca coisa. A consequência não poderia ser outra: as condenações, por maioria de votos, de Aécio Lúcio Costa Pereira, Thiago de Assis Mathar e Matheus Lima de Carvalho Lázar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais raivoso de todos foi o advogado de Aécio Lúcio, Sebastião Coelho da Silva. Desembargador aposentado e hoje investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por discurso em que estimulou o golpismo e ainda por suspeita de financiamento de atos antidemocráticos, ele usou o tempo de fala na Corte para atacar os ministros. Se dirigindo aos magistrados, disse que eles eram “as pessoas mais odiadas do País”. Ainda disse que o STF não era uma corte legítima para o julgamento. Mereceu, por isso, a reprimenda do ministro Alexandre de Moraes, relator da matéria. O réu representado por ele pegou 17 anos de prisão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a coisa só piora. A advogada Larissa Lopes de Araújo, responsável pela defesa de Matheus Lima de Carvalho Lázaro, usou o tempo de fala para justificar a participação no cliente nos atos com um argumento que é do balacobaco, como diria a minha avó. Depois de chorar, ela disse que fizeram uma lavagem cerebral no rapaz. Ele não sabia o que significava a intervenção militar que pedia. “Na cabeça dele isso era bom para o país. Para ele, a intenção da ‘intervenção militar’ era proteção do Exército, para que o país não virasse uma Venezuela”, declarou. “Veio para um sonho, um ideal de um Brasil melhor”. Outro com 17 anos de prisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cereja do bolo ficou mesmo por conta do advogado Hery Kattwinkel, que representou o réu Thiago de Assis Mathar. O rapaz, depois de desdenhar dos ministros do Supremo, confundiu a obra O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, com o &#8220;O pequeno príncipe&#8221;, de Antoine de Saint-Exupéry. Isso para quem tem dois neurônios já seria absurdo, mas ele errou até na citação, atribuindo a Maquiavel uma frase que não está na obra e nunca esteve, apesar de atribuída a ele. A de que &#8220;os fins justificam os meios&#8221;. Foi preciso, novamente, Alexandre de Moraes intervir, corrigindo a asneira dita. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O ato contínuo da tirada &#8220;genial&#8221; de  Hery Kattwinkel foi que o cliente dele pegou 14 anos de prisão, ele virou meme em todo canto e ainda foi expulso do partido, o Cidadania. E o pior disso tudo é que os réus podem até entrar com recursos, mas terão eles analisados pelos mesmos ministros que os advogados ofenderam e que por eles foram desmentidos em suas teses jurídicas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É no que dá escolher defendores mais interessados em lacrar que na defesa do cliente. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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