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	<title>isolado &#8211; Blog do Suetoni</title>
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		<title>Se fechar as portas aos adversários de Bolsonaro, Romero sairá isolado em 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jul 2021 18:01:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#8220;Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou&#8221;. A frase do ex-governador mineiro Magalhães Pinto é repetida pelos políticos brasileiros desde a década de 1960. Ela serve para atestar a gangorra da vida pública e mostra o quanto as decisões tomadas pelo ex-prefeito Romero [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou&#8221;. A frase do ex-governador mineiro Magalhães Pinto é repetida pelos políticos brasileiros desde a década de 1960. Ela serve para atestar a gangorra da vida pública e mostra o quanto as decisões tomadas pelo ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD) lá atrás com o alinhamento ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) traz reflexos agora. Se o espelhamento trazia reflexos positivos antes, agora, em momento de baixa do presidente, pode tirar mais que contribuir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os reflexos disso são vistos no movimento do ex-prefeito no momento em que ele busca se fortalecer para a disputa do governo do Estado. Enquanto o governador João Azevêdo (Cidadania) constrói um arco de alianças que vai da esquerda à direita, Romero é cobrado pelos principais aliados para que não deixe a trincheira bolsonarista. O recado foi mandado pelo comunicador Nilvan Ferreira (PTB) e pelo deputado estadual Cabo Gilberto (PSL). O problema é que o cenário pode até mudar no ano que vem, porém, hoje, o campo da extrema-direita vem encolhendo no Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O erro de cálculo é parecido com o adotado pelos petistas em 2018. A sigla lançou a candidatura de Fernando Haddad para a Presidência, mas proibiu nos estados alianças com partidos que apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Houve derrota nacionalmente e nos estados. A única coisa preservada foi a bancada federal, mas a sigla sofreu grandes derrotas em praticamente todas as unidades da federação. O mesmo pode ocorrer com o grupo bolsonarista na Paraíba, frente ao esquema do governador, que, além de tudo, tem uma caneta cheia de tinta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante deste cenário, Romero deu declarações na linha de que poderá fazer composições com partidos adversários do presidente. O próprio irmão do ex-prefeito, o bolsonarista raiz Moacir Rodrigues (PSL), deu declarações na rádio Arapuan admitindo que a prioridade era fortalecer a candidatura do irmão. Neste caso, ele reforçou a necessidade de ter o ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), no arco de aliança, apesar do perfil de centro esquerda do verde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É um erro imaginar que a radicalização das campanhas do plano nacional vão, necessariamente, ser reprizadas na paróquia, afinal, tradicionalmente, isso não ocorre na Paraíba. A prova disso é que em 2002 e 2006, com Lula no auge, Cássio Cunha Lima (PSDB), na disputa pelo governo, criou os velhos comitês suprapartidários. A lição vale para Romero, como valeria para João Azevêdo ou Luciano Cartaxo: apoio não se nega, a menos que o objetivo do grupo seja meramente eleger deputados e observar o candidato da majoritária lotar uma Kombi no dia da eleição. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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