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	<title>homens &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Mulher que ameaçava expor &#8220;relações com amantes&#8221; terá que usar tornozeleira eletrônica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jul 2024 18:11:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[casados]]></category>
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					<description><![CDATA[Um alerta aos homens casados afeitos a uma pulada de cerca: a Justiça Paraibana determinou que uma mulher de 23 anos, suspeita de extorsão, passe a usar tornozeleira eletrônica. A decisão foi proferida pelo juiz titular da 5ª Vara Mista da Comarca de Bayeux, Gilberto de Medeiros Rodrigues, durante audiência de custódia e após ouvir [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Um alerta aos homens casados afeitos a uma pulada de cerca: a Justiça Paraibana determinou que uma mulher de 23 anos, suspeita de extorsão, passe a usar tornozeleira eletrônica. A decisão foi proferida pelo juiz titular da 5ª Vara Mista da Comarca de Bayeux, Gilberto de Medeiros Rodrigues, durante audiência de custódia e após ouvir o Ministério Público. A medida cautelar foi arbitrada na última sexta-feira (28), no Fórum Criminal. Mas o curioso da história é o delito que motivou a decisão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme a Polícia Civil, a mulher está sendo investigada por ameaçar publicar nas redes sociais cenas de relações sexuais com supostos amantes casados. “Caso as vítimas não lhes pagassem a quantia de R$ 10 mil, ela passaria a divulgar o conteúdo dessas relações nas redes sociais”, disse nota da Polícia. O processo tramita sob segredo de Justiça na 1ª Vara do Fórum Regional de Mangabeira, na Capital. Por causa disso, o nome da suspeita dos crimes não foi divulgado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela foi presa em flagrante e autuada pelo crime de extorsão, Artigo 158 do Código Penal. A mulher já havia sido presa no ano passado pela Polícia Civil, cometendo o mesmo delito, em situação idêntica, extorquindo um homem casado com quem mantinha relações. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora vai aqui uma dica para os &#8220;corajosos&#8221;: atenção ao relógio no tornozelo. </p>



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		<title>Senado completa 200 anos com composição majoritária de herdeiros políticos</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/senado-completa-200-anos-com-composicao-majoritaria-de-herdeiros-politicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 21:57:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Legislativo]]></category>
		<category><![CDATA[200 anos]]></category>
		<category><![CDATA[herdeiros]]></category>
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					<description><![CDATA[O Senado Federal completa 200 anos nesta segunda-feira (25), com predominância de parlamentares homens e herdeiros políticos. Desde a redemocratização até a última eleição, cerca de dois em cada três senadores eleitos vieram de famílias políticas. Além disso, nove de cada dez eleitos são homens. Apenas quatro mulheres negras foram eleitas para o Senado entre [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Senado Federal completa 200 anos nesta segunda-feira (25), com predominância de parlamentares homens e herdeiros políticos. Desde a redemocratização até a última eleição, cerca de dois em cada três senadores eleitos vieram de famílias políticas. Além disso, nove de cada dez eleitos são homens. Apenas quatro mulheres negras foram eleitas para o Senado entre 1986 e 2022. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos três paraibanos com assento atualmente, há uma mulher (Daniella Ribeiro, do PSD) e dois homens (Veneziano Vital do Rêgo, do MDB, e Efraim Filho, do União). Todos são herdeiros políticos e grupos com lerga história na política paraibana. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos 407 mandatos disputados nesse período, 274 deles, o equivalente a 67% dos cargos, foram ocupados por pessoas com vínculos familiares com políticos já eleitos. Com isso, os senadores acabam herdando o capital político da família e se elegem apoiados pelo sobrenome. Esse levantamento é parte da pesquisa do cientista político Robson Carvalho, doutorando da Universidade de Brasília (UnB).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que a gente tem na prática é que, muitas vezes, a condução das instituições públicas é tratada como se fossem capitanias hereditárias, distribuídas e loteadas para quem apoia aqueles grupos político-familiares e também tratam os gabinetes como se fossem a cozinha de suas casas”, destacou o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, das 407 vagas disputadas, 363 foram ocupadas por homens, o que representa 89% dos mandatos disputados nas urnas. Apenas 44 vagas foram ocupadas por mulheres. Já as mulheres negras foram apenas quatro: Marina Silva, eleita duas vezes pelo PT do Acre, Benedita da Silva (PT-RJ), Eliziane Gama (PSD-MA) e Fátima Cleide (PT/RO).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“São resultados indicativos da reprodução das desigualdades políticas e prejuízos ao recrutamento institucional, à igualdade de disputa, à representação de gênero e raça; à edificação de uma democracia plural”, conclui o artigo do especialista, que foi apresentado no 21º Congresso Brasileiro de Sociologia, em julho de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Robson Carvalho, a pesquisa mostra que o Senado é majoritariamente ocupado por famílias poderosas. “Parecem suceder a si mesmas, como numa monarquia, onde o poder é transmitido por hereditariedade e consanguinidade”. Segundo o analista, isso traz prejuízos à representação democrática do povo brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Grupos que lá também poderiam estar representados: mulheres, negros, quilombolas, indígenas, indivíduos de origem popular, de movimentos sociais, dentre outros. Isto ocorre em detrimento do acesso, quase que exclusivo, de homens brancos, empresários, originários de estratos superiores da pirâmide econômico-social e de famílias políticas”, afirma o artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o cientista político Robson Carvalho, o fenômeno do familismo &#8220;está presente nos mais diversos partidos de todos o espectro político, da direita à esquerda&#8221;, mas nem por isso deve ser naturalizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os políticos que estiveram no Senado entre 1986 e 2022 com ajuda da herança política estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro; Lobão Filho (MDB-MA), filho do ex-senador Edison Lobão; Renan Filho (MDB-AL), filho do atual senador Renan Calheiros; Ronaldo Caiado (União-GO), neto de Antônio Totó Ramos Caiado, ex-senador por Goiás na década de 1920; e Rogério Marinho (PL-RN), neto do ex-deputado federal Djalma Marinho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros parlamentares que entraram Senado no período e são de famílias de políticos eleitos são Flávio Dino (PSB-MA), Roberto Requião (MDB-PR), Flávio Arns (PSB-PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Romeu Tuma (PL-SP), Espiridião Amim (PP-SC), Jorginho Mello (PL-SC), Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), Otto Alencar (PSD-BA) e Davi Alcolumbre (União-AP).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Todas as regiões<br></strong>A pesquisa destaca que a herança política é uma realidade de todos os estados e de todas as regiões do país. “Não é uma característica só do Nordeste, como muita gente acha, ligada ao coronelismo lá na região”, destacou o doutorando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estado de São Paulo, por exemplo, dos 15 mandatos disputados para o Senado entre 1986 até 2022, nove foram de pessoas identificadas como de famílias-políticas. Mesmo número do Rio de Janeiro, o que representa 60% do total de mandatos disputados na urna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Paraná, 13 dos 15 senadores eleitos no período são de famílias políticas. O Rio Grande do Sul tem o menor percentual de eleitos com ajuda do capital político da família. Apenas 4 dos 15 mandatos foram ocupados com a ajuda da herança política das famílias no estado gaúcho, o que representa 26% do total. Dois estados aparecem com 100% de eleitos com vínculos político-familiares: Paraíba e Piauí.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Robson Carvalho destacou ainda que o fato de nascer em famílias com grande capital político já constitui uma vantagem, “tendo em vista a herança simbólica, o acesso a diversos capitais, que vão sendo construídos desde a infância, no espaço em que o agente se encontra posicionado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mulheres<br></strong>Outro recorte da pesquisa é o de gênero, que mostra que o Senado foi, e ainda é, dominado por homens, que ocuparam 89% dos cargos disputados entre 1986 e 2022. Os estados do Amapá e Piauí, por exemplo, nunca elegeram uma senadora. Quem mais elegeu mulheres foram Mato Grosso do Sul (MS), com quatro mandatos: Marisa Serrano (PSDB), Simone Tebet (MDB), Tereza Cristina (PP) e Soraya Thronicke (Podemos), sendo que apenas a última não possui vínculos político-familiares, de acordo com a pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estados de Sergipe (SE) e do Rio Grande do Norte (RN) elegeram mulheres três vezes. No caso de Sergipe, foram três vezes a mesma mulher: Maria do Carmo Alves (DEM), marcada pela presença de capital político-familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rio Grande do Norte elegeu três mulheres, duas com capital político-familiar, Rosalba Ciarlini (DEM) e Zenaide Maia (PROS) “respectivamente membro de longevas e entrelaçadas famílias políticas (Rosado e Maia) e Fátima Bezerra do PT, professora, de origem popular e sem conexões com famílias políticas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Considerando os dados por região, o Nordeste elegeu mais mulheres por mandato, chegando a 13, seguido das regiões: Norte, com 12; Centro-Oeste, com 10; Sudeste com 5; e, por último, a região Sul, elegendo apenas quatro mulheres”, acrescenta o estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Robson Carvalho conclui que essa realidade enfraquece a democracia brasileira. “Como é possível pensar em República sem representação de negros e mulheres que são a maioria da população, de índios que são os povos originários da nação e de cidadãos de origem popular que são a grande maioria dos brasileiros?”, questiona. (Agência Brasil)</p>



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