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	<title>gloogle &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Google ataca PL das Fake News e governo aciona Cade e Secretaria Nacional do Consumidor contra plataforma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 May 2023 23:28:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[flávio Dino]]></category>
		<category><![CDATA[gloogle]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;PL das Fake News pode aumentar a confusão sobre o que é verdade ou mentira&#8221;. A frase foi publicada nesta segunda-feira (1º) pelo Google na sua página de inicialização e chama para artigo assinado por Marcelo Lacerda, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas do Google Brasil. O que tem de problema com isso é [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">&#8220;PL das Fake News pode aumentar a confusão sobre o que é verdade ou mentira&#8221;. A frase foi publicada nesta segunda-feira (1º) pelo Google na sua página de inicialização e chama para artigo assinado por Marcelo Lacerda, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas do Google Brasil. O que tem de problema com isso é que a mensagem foi publicada um dia antes da votação, na Câmara dos Deputados, do projeto que visa a responsabilização das big techs pela desinformação propagada nas redes sociais como se fossem verdade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A postura da plataforma fomentou reação do governo. O ministro da Justiça, Flávio Dino, publicou em suas redes sociais que irá pedir uma apuração sobre uma possível prática abusiva do Google contra o projeto de lei que estabelece regras de combate às fake news. O ministro repostou um conteúdo que dizia que o Google estaria utilizando a própria plataforma para atacar o PL das fake news e que o Twitter estaria deslogando contas de pessoas para atrapalhar. Na página inicial do buscador, aparece a mensagem.  Dino afirmou que o assunto será enviado à Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estou encaminhando o assunto à análise da Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça, à vista da possibilidade de configuração de práticas abusivas das empresas&#8221;, escreveu o ministro. Houve reação também do Congresso Nacional. O líder do governo na Casa Alta, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), postou em suas redes sociais que irá acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para tratar do tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Além das providências já anunciadas pelo Ministro @FlavioDino estou representando junto ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para abertura de inquérito administrativo por possível infração contra a ordem econômica (Lei 12.529/12) por abuso de posição dominante&#8221;, escreveu o senador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator do projeto, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), disse que a prática é um &#8220;absurdo&#8221; e que o Google fez uma &#8220;campanha sórdida e desesperada&#8221; para impedir a votação do PL. A previsão inicial era que a proposta fosse analisada pelos deputados nesta semana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;ABSURDO!!! Google faz campanha sórdida e desesperada para impedir a votação do PL 2630. Querem continuar lucrando a morte! Não nos curvaremos ao jogo sujo. Quem se diz progressista e está aliado a essa canalhice deveria refletir. A história cobrará! PL 2630 PELAS CRIANÇAS!&#8221;, escreveu o parlamentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conteúdo ilícito<br></strong>O parecer estabelece que os provedores têm o dever de cuidar do conteúdo publicado: agir de forma diligente para prevenir ou reduzir práticas ilícitas no âmbito do seu serviço, com o combate a publicações que incitem crimes de golpe de Estado, atos de terrorismo, suicídio ou crimes contra crianças e adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As chamadas big techs também ficam obrigadas a criar mecanismos para que os usuários denunciem conteúdos potencialmente ilegais. E deverão ainda cumprir regras de transparência; submeter-se a auditorias externas; e atuar contra os riscos sistêmicos dos algoritmos que possam levar à difusão de conteúdos ilegais ou violar a liberdade de expressão, de informação e de imprensa e ao pluralismo dos meios de comunicação social ou de temas cívicos, político-institucionais e eleitorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas empresas poderão ser responsabilizadas na Justiça por danos causados por meio de publicidade de plataforma e pelo descumprimento das obrigações de combater conteúdo criminoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os usuários afetados pela remoção de conteúdo deverão ser notificados pela empresa para que possam recorrer da decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Publicidade digital<br></strong>A publicidade digital deverá permitir a identificação do anunciante e do responsável pelo impulsionamento de conteúdo. Por sua vez, o usuário precisa ter à sua disposição as informações do histórico dos conteúdos publicitários com os quais a conta teve contato nos últimos seis meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o compartilhamento de dados pessoais dos usuários para usos mercadológicos deverá cumprir as regras da Lei Geral de Proteção de Dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contas governamentais<br></strong>As contas das autoridades em redes sociais são consideradas de interesse público e estão sujeitas a regras específicas que garantem, por exemplo, a imunidade parlamentar. Essas contas, por outro lado, não poderão bloquear outros usuários ou restringir o acesso às publicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contratação de publicidade por órgãos da administração pública em plataformas deverá ser detalhada em portal da transparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conteúdo jornalístico e direitos autorais<br>A proposta também determina que os provedores remunerem o conteúdo jornalístico e os conteúdos protegidos por direitos autorais. As regras serão determinadas por regulamentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Trâmite judicial<br></strong>As empresas poderão ser multadas em até R$ 1 milhão por hora no caso de descumprimento de decisão judicial de remoção imediata de conteúdo ilícito, podendo a sanção ser triplicada se o conteúdo ilícito for divulgado na forma de publicidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os provedores também serão obrigados a notificar o Judiciário quando tomarem conhecimento de informações que levantem suspeitas de que ocorreu ou que possa ocorrer um crime que envolva ameaça à vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os conteúdos removidos pela Justiça e outros dados que permitam identificação dos usuários deverão ser guardados pelo prazo de seis meses para que sejam usados como prova nas investigações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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