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	<title>globo &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Globo acompanha boicote de grandes companhias e deixa de exportar novelas para a Rússia</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2022 12:03:35 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">O Grupo Globo entrou na linha da indústria do entretenimento internacional e também cancelou a venda de produtos para a Rússia. O país entrou na agenda negativa da indústria internacional depois dos bombardeios e da invasão à Ucrânia. A decisão da emissora inclui tanto a venda de novelas para o país comandado por Vladmir Putin, quanto a compra de produtos para de séries e filmes russos disponibilizados para streameng. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a Rússia não seja um produtor relevante para os catálogos dos canais Globo na TV paga e na aberta, conteúdos como filmes, séries e animações de origem russa saíram do radar de negociações da empresa brasileira. O mesmo vale para a mão contrária, onde o comércio é mais intenso. Novelas e séries da emissora deixarão de ser oferecidas à Rússia por tempo indeterminado, conforme informações da comunicação da Globo a esta repórter. Não há prazo para a retomada das operações de compra e venda de conteúdo com parceiros comerciais russos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No momento, de acordo com matéria publicada pela Folha de São Paulo, estão em exibição na TV aberta russa as novelas &#8220;Por Amor&#8221;, de 1997, de Manoel Carlos, e &#8220;O Clone&#8221;, de 2001, de Glória Perez. Pelas plataformas de streaming locais, a Globo está presente com &#8220;O Clone&#8221;, &#8220;Avenida Brasil&#8221;, de 2012, de João Emanuel Carneiro, &#8220;Justiça&#8221;, de 2016, série de Manuela Dias, &#8220;Ilha de Ferro&#8221;, de 2018, de Max Mallmann e Adriana Lunardi, e &#8220;Verdades Secretas&#8221;, de 2015, de Walcyr Carrasco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Rússia é um grande mercado para as novelas da Globo desde que &#8220;A Escrava Isaura&#8221;, de 1976, de Gilberto Braga —baseada no romance de Bernardo Guimarães—, abriu portas para a emissora no mundo todo. Isso foi ainda nos idos da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Lucélia Santos é uma das brasileiras mais conhecidas na Rússia e na Ucrânia em razão da novela.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Atriz, indígena e bisneta de João Pedro Teixeira. Lian Gaia abriu o especial da Rede Globo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2021 13:12:40 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Quem assistiu ao especial &#8220;Falas da Terra&#8221;, exibido pela Rede Globo na última segunda-feira (19), deu de cara com uma atriz indígena logo na abertura. Coube a ela no programa, com voz forte e altiva, iniciar o diálogo que contrapõe a história formal, contada pelos brancos sobre o processo histórico brasileiro. Quem se aprofundar na busca por informações vai descobrir uma ligação íntima entre aquela atriz e a Paraíba. Trata-se de Lian Gaia, de 29 anos, bisneta do líder camponês João Pedro Teixeira, assassinado na Paraíba em 2 de abril de 1962.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, a escolha de Lian Gaia para o papel não poderia ter sido melhor. Ela resume bem a história da miscigenação e desigualdade brasileira. Descende de um líder das Ligas Camponesas que era negro. Elizabeth Teixeira, a avó, é branca. É descendente, também, de José Mendes de Araújo, homem indígena amazonense retirado de sua aldeia para o contexto urbano do Rio de Janeiro. Com isso, nascida na Baixada Fluminense e formada em psicologia, a atriz carrega nas veias a história de luta dos povos originários e negros contra a exclusão e o preconceito. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casa, certamente, se acostumou a ouvir as histórias de discriminação e perseguição praticadas contra seus antepassados. João Pedro Teixeira era de Sapé, no Brejo Paraibano, e foi assassinado depois de contrariar interesses dos latifundiários. Morreu com os livros que foi comprar para um dos filhos em João Pessoa. Os mandantes nunca foram punidos. A história dele e de Elizabeth Teixeira é contada no festejado documentário  “Cabra Marcado Para Morrer”, de Eduardo Coutinho. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assista ao especial Falas da Terra:</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.youtube.com/watch?v=7hqY7knqvvY
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de se identificar como índia, Gaia vive um processo parecido com o de muitos indígenas desaldeados. Ela é acolhida pelos Pataxó e Guajajara, que compreendem a opressão enfrentada pelos indígenas sem suas identidades e territórios. No especial da TV Globo, ela conta uma história que ilustra a de muitos indígenas. &#8220;Meu nome é Lian Gaia. Eu sou indígena, acolhida por diversas etnias, pois assim como vários parentes eu não sei ao certo qual é a minha, já que minha mãe não fala mais a sua língua&#8221;, diz. </p>



<p class="wp-block-paragraph"> Gaia resgata e manifesta suas origens em trabalhos artísticos que autoproduz como “A Princesa Sem Terra” e “Floresta” e continua a luta que diz ter como herança de sua família. A atriz indígena traz questionamentos importantes com a retomada (movimento de resgate identitário das origens indígenas), luta do movimento sem terra e o protagonismo da mulher indígena no cinema e Tv de modo global. A atriz desenvolve ainda um projeto de escuta coletiva e militância junto a um grupo de pessoas indígenas de todo o país. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confira link também para o documentário Cabra Marcado para Morrer, do cineasta Eduardo Coutinho: </strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://youtu.be/s7pnKjA56-g
</div></figure>



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