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	<title>fome &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Brasil melhora índices alimentares e deixa Mapa da Fome, revela ONU</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/brasil-melhora-indices-alimentares-e-deixa-mapa-da-fome-revela-onu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 17:51:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil saiu do Mapa da Fome, de acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira (28) pela Organização das Nações Unidas (ONU). A condição incômoda era sustentada desde análise feita pelo órgão internacional com base nos dados sobre insegurança alimentar coletados entre 2018 e 2020. Segundo o levantamento, atualmente, menos de 2,5% da população está em [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Brasil saiu do Mapa da Fome, de acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira (28) pela Organização das Nações Unidas (ONU). A condição incômoda era sustentada desde análise feita pelo órgão internacional com base nos dados sobre insegurança alimentar coletados entre 2018 e 2020. Segundo o levantamento, atualmente, menos de 2,5% da população está em risco de subnutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Mapa da Fome é elaborado pela FAO, agência da ONU especializada em Alimentação e Agricultura, e mede o acesso da população à alimentação suficiente para uma vida ativa e saudável. O anúncio foi feito durante evento oficial da 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, em Adis Abeba, na Etiópia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil já havia saído da lista de países com fome em 2014, no governo de Dilma Rousseff (PT). Dois anos depois, já reeleita, ela foi alvo de um impeachment, dando lugar ao vice, Michel Temer (MDB), no cargo. </p>



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		<title>Fome é tema da Campanha da Fraternidade pela terceira vez</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/fome-e-tema-da-campanha-da-fraternidade-pela-terceira-vez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2023 18:38:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[campanha da fraternidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o tema Fraternidade e Fome, a Campanha da Fraternidade deste ano quer chamar a atenção para a situação de mais de 33 milhões de pessoas que estão em situação de fome no país, de acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. A campanha, lançada hoje (22) pela [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Com o tema Fraternidade e Fome, a Campanha da Fraternidade deste ano quer chamar a atenção para a situação de mais de 33 milhões de pessoas que estão em situação de fome no país, de acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. A campanha, lançada hoje (22) pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é inspirada no lema bíblico, extraído de Mateus 14, 16: “Dai-lhes vós mesmos de comer!”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A emergência sobre o assunto fez com que, pela terceira vez, a CNBB assumisse a realização de uma Campanha da Fraternidade que trouxesse luz ao tema, buscando fomentar ações, em todos os níveis, para minimizar os impactos desta realidade na vida do povo brasileiro”, disse a entidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lançada em 1964, a Campanha da Fraternidade é um modo de a igreja celebrar o tempo da Quaresma, com oração, jejum e caridade, associados à reflexão e ação sobre um tema específico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No lançamento da campanha, o papa Francisco enviou um vídeo com uma mensagem ao Brasil, expressando o desejo de que a reflexão sobre o tema da fome entre os católicos brasileiros no tempo da Quaresma seja &#8220;uma atitude constante de todos que nos comprometem com Cristo, presente em todo aquele que passa fome&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É meu grande desejo que a reflexão sobre o tema da fome, proposta aos católicos brasileiros durante o tempo quaresmal que se aproxima, leve não somente a ações concretas – sem dúvida, necessárias – que venham de modo emergencial em auxílio dos irmãos mais necessitados, mas também gere em todos a consciência de que a partilha dos dons que o Senhor nos concede em sua bondade não pode restringir-se a um momento, a uma campanha, a algumas ações pontuais, mas deve ser uma atitude constante de todos nós, que nos compromete com Cristo presente em todo aquele que passa fome”, disse Francisco.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="#CF2023 Mensagem do Papa Francisco" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/OYQmIiQZKBY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 2 de abril, quando será celebrado o Domingo de Ramos, a igreja realiza a Coleta Nacional da Solidariedade. Do total arrecadado, as dioceses enviam 40% ao Fundo Nacional de Solidariedade, gerido pela CNBB, ação responsável pelo atendimento a projetos sociais em todo território brasileiro. A outra parte, 60%, permanece nas dioceses para atender projetos locais, pelos respectivos Fundos Diocesanos de Solidariedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agência Brasil</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Atenção candidatos: pesquisadores da UFPB traçam retrado da fome na Paraíba</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/atencao-candidatos-pesquisadores-da-ufpb-tracam-retrado-da-fome-na-paraiba/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Sep 2022 11:28:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
		<category><![CDATA[Ufpb]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo coordenado pelo professor Thiago Lima, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), revela um quadro gritante: a Paraíba possui gritantes 63,9% dos domicílios em algum grau de insegurança alimentar. O dado precisa ser usado pelo futuro governador, bem como por senadores e deputados, para um enfrentamento mais efetido daquele que promete ser o maior [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo coordenado pelo professor Thiago Lima, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), revela um quadro gritante: a Paraíba possui gritantes 63,9% dos domicílios em algum grau de insegurança alimentar. O dado precisa ser usado pelo futuro governador, bem como por senadores e deputados, para um enfrentamento mais efetido daquele que promete ser o maior desafio dos próximos gestores no Brasil e no Estado. O país voltou no pior estilo ao mapa da fome, com milhares de pessoas sem o mínimo para se alimentar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja, na íntegra, o artigo a que o blog teve acesso escrito pelo grupo de pesquisa:</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A FOME OCULTA NA PARAÍBA: Barriga cheia e corpo vazio?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Thiago Lima<br>Ellen Chaves<br>Marcelly Ribeiro</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível que o Brasil volte a ser um país referência internacional em políticas públicas e em avanços legais de combate à fome? Mais do que uma possibilidade, os dados do II Inquérito de Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 (II VIGISAN), com foco em áreas urbanas e rurais dos 26 estados e Distrito Federal, mostram que isso é uma necessidade, sobretudo para os próprios brasileiros e brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório destaca o crescimento da pobreza, aumento da inflação dos preços dos alimentos e o desmonte das políticas públicas, que acentuam as desigualdades entre grupos sociais e regiões particularmente já impactados pela pandemia de Covid-19. Este conjunto de fatores prejudica a Segurança Alimentar e resulta em graus diferenciados de Insegurança Alimentar. A fome, no Brasil, são várias fomes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados principais da Rede estão separados em quatro categorias: Segurança alimentar – acesso regular e permanente aos alimentos; Insegurança Alimentar Leve – incerteza quanto ao acesso a alimentos e qualidade da alimentação comprometida; Insegurança Alimentar Moderada – quantidade insuficiente de alimentos; Insegurança Alimentar Grave – privação do consumo de alimentos, a fome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo esta classificação, mais da metade da população brasileira vive com algum nível de insegurança alimentar: 125,2 milhões de pessoas. Isso corresponde a três em cada dez famílias. No Norte e Nordeste essa estimativa sobe para quatro em dez. O percentual de pessoas em insegurança alimentar moderada ou grave no Brasil é de 30,7%. Porém, na região Nordeste o número agregado é de 38,4% e na região Norte, de 45,2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando apenas a insegurança alimentar grave, que é o quadro mais severo de fome, a média nacional é de 15,5%. O estudo nos alarma ao destacar que Alagoas é o estado brasileiro com maior Insegurança Alimentar grave: 36,7% da população está passando fome. Logo abaixo encontram-se o Piauí (34,3%) e o Amapá (32%). Já a Paraíba aparece com 10,6% da população nessa condição, número que é inferior à média nacional, mas, de todo modo, inaceitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saindo um pouco dos percentuais, cabe destacar que, dentro da região Norte e Nordeste, em números absolutos, quem tem a maior população passando fome são os estados do Pará e do Ceará, com 2,6 e 2,4 milhões de pessoas, respectivamente. É importante também entender que o Sudeste é a região mais populosa do país e que a porcentagem de pessoas passando fome se encontra abaixo da média nacional. Contudo, em números absolutos, é a região com o maior número de pessoas passando fome. Em São Paulo, por exemplo, 6,8 milhões de pessoas vivem em insegurança alimentar grave. Por um lado, observa-se que o desenvolvimento desigual das regiões se conecta com a fome em maior intensidade nas regiões Norte e Nordeste. Por outro, é em São Paulo e no Rio de Janeiro onde se encontram mais domicílios em situação de fome. Na Paraíba, são aproximadamente 1,7 milhão de pessoas famintas, o que corresponde a 430 pessoas a cada 1.000 habitantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Paraíba, no total, possui gritantes 63,9% dos domicílios em algum grau de insegurança alimentar. Contudo, a distribuição da fome e do risco de fome é peculiar. Apesar de possuir o menor percentual de insegurança alimentar grave do Norte e do Nordeste – 10,6%, e o sexto menor do país –, o nível de Insegurança Alimentar Leve é o maior do Nordeste e do Brasil (42,3%). Já o nível de Insegurança Alimentar Moderada é de 11%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A renda é fundamental para entender a insegurança alimentar no Brasil. No país, a insegurança alimentar moderada e grave atinge 44,7% dos domicílios em que a pessoa de referência da casa está desempregada ou no trabalho informal. No Nordeste, este número é de 52,1% e no Norte, de 53,3%. As outras regiões do país estão abaixo da média nacional. Este também é o caso da Paraíba, onde a parcela de lares em insegurança alimentar grave e moderada é de 30,4% nos domicílios em que o/a arrimo está desempregado ou na informalidade. O relatório aponta que 20,6% das famílias paraibanas têm ao menos um membro desempregado e, neste quadro, perder serviço formal ou informal por adoecimento agrava o quadro de fome ou de risco de fome. A média, para o Nordeste, é de 21,2% dos lares com apenas uma pessoa da família sem emprego.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, quando o/a principal provedor/a está com carteira assinada, a insegurança alimentar moderada ou grave aparece em 16,7% das casas brasileiras. Na Paraíba, esta condição resulta em 7,2% dos domicílios, proporção que é inferior à média nordestina de 19,3%. Já quando a pessoa que é a principal responsável pelo sustento realiza trabalho autônomo, a taxa de insegurança alimentar moderada ou grave da família é de 24,6% no Brasil, de 33,6% no Nordeste e de 15% na Paraíba.<br>Outro fator determinante da fome no Brasil é a escolaridade. A pesquisa da Rede Penssan aponta que quando a pessoa de referência no domicílio possui oito anos ou menos de estudo, a fome atinge 21,1% dos lares no país. Essa condição é pior no Norte e no Nordeste, regiões em que 32,9% e 28,2% das casas enfrentam insegurança alimentar grave, respectivamente. Na Paraíba, o número é de 19,2% dos domicílios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A desigualdade da fome é também uma questão de cor. No Brasil, 65% dos lares em situação de insegurança alimentar são chefiados por pessoas pretas e pardas, enquanto 45% são chefiados por pessoas brancas. Contudo, apesar de a Paraíba ter 73,1% de todos os lares, em situação de insegurança alimentar ou não, chefiados por pessoas pretas ou pardas, seria de se esperar que seus números fossem piores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fome, na Paraíba, apesar de gigante, pode não ser tão grave como em outros estados do Nordeste, mas ela está aqui. Talvez o fato de 59,1% das famílias paraibanas em situação de insegurança alimentar leve se declararem endividadas, o que é a maior taxa do Brasil, diga algo a esse respeito. Outro fator importante pode ser o de que 64,1% das famílias paraibanas tenham uma pessoa do sexo masculino como principal provedor, frente a 51,2% e 51% no Brasil e no Nordeste, respectivamente. O índice paraibano é o mais alto entre os nordestinos. Como se sabe, a discrminação de gênero faz com que a renda de homens seja mais alta do que a de mulheres. De qualquer maneira, pesquisas precisam ser feitas para se entender o porquê de os números da Paraíba serem, em geral, menos piores do que os do Nordeste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, esses dados sugerem que a fome oculta, sobre a qual escreveu Josué de Castro de forma pioneira, tende a ser uma realidade na Paraíba. Quando a incerteza sobre probabilidade de conseguir se alimentar aumenta (insegurança alimentar leve), a qualidade dos alimentos consumidos tende a diminuir, ampliando a deficiência silenciosa de nutrientes e micronutrientes. É o aumento do caldo do feijão e diminuição da quantidade de grãos para “render”. É a substituição das carnes, peixes e ovos por enlatados e embutidos ultraprocessados, pele, orelhas e patas – partes anteriormente não consumidas e que podem ser ofensivas, do ponto de vista da dignidade de quem as come. É a redução do número de refeições diárias, como no caso das mães que deixam os filhos dormirem até mais tarde para pularem o café da manhã. A sensação de buraco no estômago pode não existir, mas o corpo sente a falta de nutrição. Se não agora, mais adiante!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A população paraibana de certo já sente esses efeitos e, em breve, o estado também irá sentir, principalmente na saúde pública. Doenças cardiovasculares e hepáticas tem prevenção com a ingestão de uma alimentação saudável. Doenças hereditárias, cânceres mais comuns, osteoporose, demência e esclerose múltipla possuem tratamento mais eficaz com uma alimentação saudável e balanceada. Alimentos mais baratos, ultraprocessados, podem até ser mais saborosos, mas são sobrecarregados de sal e açúcar: reconhecidamente vilões mundiais da saúde. Com menos saúde, diminui também a capacidade de trabalho – o que é ruim para empresários. Combater a fome e superar todas as formas de insegurança alimentar, portanto, deve ser do interesse de todos os setores da sociedade. O único número aceitável para a Fome é Zero.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">* Coordenador do FomeRI e Membro Associado do Instituto Fome Zero (ifz.org.br)</p>



<p class="wp-block-paragraph">** Membro do Grupo de Pesquisa sobre Fome e Relações Internacionais (FomeRI) da UFPB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">*** Membro do FomeRI</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Bolsonaro relativiza fome no Brasil e diz que não se vê pessoas na porta da padaria pedindo pão</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/bolsonaro-relativiza-fome-no-brasil-e-diz-que-nao-se-ve-pessoas-na-porta-da-padaria-pedindo-pao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2022 21:27:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
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		<category><![CDATA[fome]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), relativizou os dados oficiais sobre o crescimento da fome no Brasil. Durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta sexta-feira (26), ele disse que não se vê gente &#8220;pedindo pão&#8221; na porta de padaria. A frase foi uma reação a uma declaração da senadora e [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), relativizou os dados oficiais sobre o crescimento da fome no Brasil. Durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta sexta-feira (26), ele disse que não se vê gente &#8220;pedindo pão&#8221; na porta de padaria. A frase foi uma reação a uma declaração da senadora e candidata à Presidência, Simone Tebet (MDB-MS). Em entrevista recente, ela apontou que existem 33 milhões de pessoas passando fome no país. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, divulgado em junho, apontou que o Brasil soma cerca de 33,1 milhões de pessoas sem ter o que comer diariamente. &#8220;Essa senadora [Simone Tebet] aí, falou besteira aqui. Gente passa mal? Sim, passa mal no Brasil. Alguém já viu alguém pedindo um pão na porta, ali, no caixa da padaria? Você não vê, pô&#8221;, afirmou Bolsonaro, sem, mais adiante, negar a existência de pessoas passando fome. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Até no interior tem gente que passa mal? Tem gente que passa mal, sim, mas quem, porventura, está na linha da pobreza aí passando fome, sim, deve ter gente que passa fome, é só… Inclusive, está na iminência aqui, da própria Caixa Econômica, junto com Ministério da Cidadania, ter um aplicativo para o cara se cadastrar no Auxílio Brasil sem depender de favores aí, de gente do município&#8221;, declarou o presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À tarde, em entrevista a um podcast sobre fisiculturismo, Bolsonaro repetiu a fala. Ele também contestou a existência de mais de 30 milhões de brasileiros passando fome no país. &#8220;Se a gente for em qualquer padaria, não tem ninguém ali pedindo para você comprar um pão para ele. Isso não existe. Eu falando isso estou perdendo votos, mas a verdade você não pode deixar de dizer&#8221;, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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