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	<title>fernanda torres &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Polêmica sobre a Havaianas mostra que a direita adora combater moinhos de vento</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 13:22:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#8220;O Brasil não é para principiantes&#8221;, diz a frase atribuída ao compositor Tom Jobim, falecido em 1994, e que virou um mantra para se descrever as espertezas tupiniquins. Essa polêmica sobre as Havaianas segue neste sentido. Lá está a nossa atriz mais festejada, Fernanda Torres, proferindo uma fala em um comercial pouco criativo, é verdade, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Brasil não é para principiantes&#8221;, diz a frase atribuída ao compositor Tom Jobim, falecido em 1994, e que virou um mantra para se descrever as espertezas tupiniquins. Essa polêmica sobre as Havaianas segue neste sentido. Lá está a nossa atriz mais festejada, Fernanda Torres, proferindo uma fala em um comercial pouco criativo, é verdade, mas sem nenhuma conotação partidária como a direita tenta atribuir. A conclusão de que falar em iniciar o ano com &#8220;os dois pés&#8221; e não com o &#8220;pé direito&#8221; é perseguição à extrema-direita só convence indivíduos que ruminam o alimento antes de deglutir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, a polêmica foi suscitada por ícones da extrema-direita nacional, como o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). As conclusões são as mais absurdas e as consequências, também. A repercussão fez com que o valor de mercado da marca da empresa na Bolsa de Valores recuasse R$ 200 milhões em um dia. É uma marca transitória, mas que demonstra o impacto conseguido pelo movimento. Deixa claro que o grupo sabe os caminhos para conseguir engajamento nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É bom observar. A campanha bolsonarista, na forma, não passa de um quixotesco combate a moinhos de vento. Ela parece loucura, falta de uma lavagem de roupas, mas não é nenhuma das duas opções. Há método no procedimento. A estratégia é se manter o engajamento em torno de personagens reais (da direita) nas mídias sociais depois de derrotas acachapantes, como as cassações dos deputados Eduardo e Alexandre Ramagem, a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a revogação da Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A fala de Fernanda Torres, com todo o simbolismo de atriz premiada com o Oscar, foi apenas o pretexto:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte, mas vamos combinar: sorte não depende de você, depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés. Os dois pés na porta, os dois pés na estrada, os dois pés na jaca, os dois pés onde você quiser. Vai com tudo, de corpo e alma, da cabeça aos pés. Havaianas, todo mundo usa, todo mundo ama&#8221;, diz Fernanda no comercial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E você ainda tem dúvidas de que o Brasil não é para pricipiantes? </p>



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		<title>Carnaval, &#8216;Ainda estou aqui&#8217;, Oscar e a lição sobre o que não queremos mais na nossa história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2025 12:24:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
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		<category><![CDATA[fernanda torres]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Em meio a muita folia e bebida para esquecer os problemas, o brasileiro terá neste domingo (2) a grande oportunidade de ver, talvez, uma compatriota (Fernanda Torres) receber o Oscar de melhor atriz. Não é pouco. Se vier, será a consagração do cinema brasileiro, pouco acostumado a reviver sua história. O filme &#8216;Ainda estou aqui&#8217;, de Walter Salles, conta não apenas sobre a luta de Eunice Paiva pelo direito de ver reconhecido o Estado assassino na ditadura militar, que tirou dela e dos familiares a convivência do ex-deputado Rubens Paiva. Ele traz também uma lição sobre o que nós, brasileiros, não queremos mais ver na história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossa maior chance de vitória é com Fernanda Torres, que interpretou maravilhosamente bem Eunice Paiva. Ela também reconstrói neste trabalho o caminho da mãe, Fernanda Montenegro, indicada para o prêmio em 1999, com o filme Central do Brasil, também dirigido por Walter Salles. &#8216;Ainda estou aqui&#8217; concorre, ainda, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A história narrada na película ganhou protagonismo internacional pelo momento em que vivemos, com o fortalecimento, em vários países, de ideias muito parecidas com o que nos levou ao nazismo e ao fascismo um século atrás e à Segunda Guerra Mundial. Valores que namoram com saudações nazistas, supressão de políticas públicas e perseguição a tudo e a todos os que ousam pensar ou agir diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do Brasil, o filme, assim como o livro homônimo que serviu de inspiração para ele, escrito por Marcelo Rubens Paiva, filho de Rubens e Eunice, nos remete a um tempo que não queremos reviver. E melhor, que precisamos combater. Vale lembrar que estivemos bem perto deste regresso em 8 de janeiro de 2023, quando os três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) resistiram a uma nova tentativa de golpe. Um plano traçado por amantes do período em que qualquer um poderia ser preso para &#8220;averiguação&#8221; sem o conhecimento da família e, não raro, torturado e morto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem leu o livro e viu o filme percebeu que ambos trazem a luta de Eunice sobre perspectivas diferentes. O primeiro sob o olhar do filho, autor da obra. O segundo, com protagonismo da própria Eunice, que levou uma vida inteira para ver restituído o direito de ter a morte do marido reconhecida como crime praticado pela ditadura militar. Neste período, ela migrou da condição de dona de casa que adorava ler para uma advogada militante dos direitos humanos e da causa indígena. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A cerimônia do Oscar 2025, com apresentação de Conan O&#8217;Brien e transmitida diretamente de Los Angeles, pode não nos trazer a premiação, mas nada vai tirar de nós o gostinho de ter revivido a nossa história e lembrar que se for para lutar por nossa liberdade, todos precisaremos estar aqui.</p>



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