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	<title>explica &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Promotor nega amizade com pediatra suspeito de pedofilia e explica suspeição: &#8220;conheço parentes próximos&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2024 17:15:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">O promotor Alexandre Jorge do Amaral Nóbrega divulgou nota, nesta quarta-feira (14), para justificar a suspeição alegada no processo que envolve o pediatra Fernando Paredes Cunha Lima. O médico de 81 anos é acusado de abuso sexual contra várias crianças, incluindo duas sobrinhas. Jorge foi o segundo membro do Ministério Público da Paraíba a se declarar impedidos de analisar o caso por força de foro íntimo. O primeiro foi Arlan Costa Barbosa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao seu caso, Alexandre Jorge garantiu não ter relação de amizade ou apreço em relação a Cunha Lima. Também assegurou que o profissional nunca atendeu os filhos dele. &#8220;Os motivos que levaram à minha suspeição foram: primeiro, conheço parentes próximos do acusado, o que não me deixaria à vontade para atuar no processo&#8221;, ressaltou no comunicado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Jorge também explicou que não atua na área criminal e que sua a área é a cível, sendo o  40º promotor de João Pessoa com atuação na área de patrimônio público e fundações. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ocorre que, de acordo com ato interno do MPPB (portaria de substituições), eu seria o primeiro substituto do promotor Arlan Costa, que manifestou sua suspeição para atuar no processo. Mas por entender que há fatos graves investigados e que o processo seria mais bem examinado por um promotor da área criminal, manifestei-me antecipadamente para que houvesse mais celeridade na designação de um membro que esteja em condições de atuar no processo com total imparcialidade e que tenha atribuição para isso”, destacou. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As suspeições acabaram gerando críticas de parte da imprensa, mas a assessoria do MPPB explicou que não foram elas que motivaram a nota, mas sim uma decisão do próprio promotor. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Civil concluiu o inquérito relacionado às acusações contra o médico e o conteúdo será encaminhado à Justiça. Fernando Cunha Lima foi denunciado no mês passado pela mãe de uma menina de 9 anos. Ele teria abusado da menor num momento de descuido da genitora. Assim que o caso veio à tona, a sobrinha do médico, Gabriela Cunha Lima, revelou que também havia sido abusada pelo médico quando também tinha 9 anos. Este caso provocou denúncias em série contra o profissional. Gabriela tem, hoje, 42 anos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome do promotor que vai analisar o caso e decidir se denuncia ou não o médico ainda não foi definido. </p>



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