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	<title>especial &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Ministros do Supremo formam maioria contra prisão especial para quem tem nível superior</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Mar 2023 20:54:01 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Aquela piadinha de formandos em curso de nível superior de que já conseguiram pelo menos o direito a prisão especial está perto de tornar-se sem sentido. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já formaram maioria para decretar o fim do benefício no país. Uma benesse que, cá para nós, não tem mesmo razão de ser à luz da Constituição. Votaram contra o benefício, até agora, os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Edson Fachin, Dias Toffoli e Roberto Barroso. Faltam os votos de Gilmar Mendes, André Mendonça, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Nunes Marques. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No seu relatório, Moraes escreveu que o benefício fere o princípio da isonomia. Segundo ele, a prisão especial transmite a &#8220;inaceitável mensagem&#8221; de que pessoas sem nível superior &#8220;não se tornaram pessoas dignas de tratamento especial por parte do Estado, no caso, de uma prisão especial&#8221;. O julgamento não tem data para acabar. Ele estava paralisado desde novembro de 2022, quando Dias Toffoli pediu vista (mais tempo para analisar o processo). A análise foi retomada na semana passada e, se não houver novo pedido de vista ou destaque, o julgamento será finalizado amanhã (31).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que dizem os ministros:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O princípio da igualdade se volta contra as diferenciações arbitrárias, as discriminações absurdas, mas não impede o tratamento desigual dos casos desiguais, na medida em que se desigualam, como exigência própria do conceito de Justiça&#8221;, disse Moraes, relator da ação,</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ao que parece, a concessão da prisão especial a portadores de diploma de curso superior tem propósitos outros como, por exemplo, proteger especialmente os que porventura sejam considerados, por critérios subjetivos, como dotados de distinta honorabilidade&#8221;, afirmou Toffoli.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O segundo motivo para a existência da prisão especial também não se justifica com base no princípio da igualdade, porque condições condignas no cumprimento da pena deve ser estendida a todos os presos, sem distinção, os quais merecem respeito aos direitos fundamentais&#8221;, disse Fachin.</p>



<p class="wp-block-paragraph">com informações do G1</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Atriz, indígena e bisneta de João Pedro Teixeira. Lian Gaia abriu o especial da Rede Globo</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/atriz-india-e-neta-de-joao-pedro-teixeira-lian-gaia-abriu-especial-da-rede-globo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2021 13:12:40 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Quem assistiu ao especial &#8220;Falas da Terra&#8221;, exibido pela Rede Globo na última segunda-feira (19), deu de cara com uma atriz indígena logo na abertura. Coube a ela no programa, com voz forte e altiva, iniciar o diálogo que contrapõe a história formal, contada pelos brancos sobre o processo histórico brasileiro. Quem se aprofundar na busca por informações vai descobrir uma ligação íntima entre aquela atriz e a Paraíba. Trata-se de Lian Gaia, de 29 anos, bisneta do líder camponês João Pedro Teixeira, assassinado na Paraíba em 2 de abril de 1962.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, a escolha de Lian Gaia para o papel não poderia ter sido melhor. Ela resume bem a história da miscigenação e desigualdade brasileira. Descende de um líder das Ligas Camponesas que era negro. Elizabeth Teixeira, a avó, é branca. É descendente, também, de José Mendes de Araújo, homem indígena amazonense retirado de sua aldeia para o contexto urbano do Rio de Janeiro. Com isso, nascida na Baixada Fluminense e formada em psicologia, a atriz carrega nas veias a história de luta dos povos originários e negros contra a exclusão e o preconceito. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casa, certamente, se acostumou a ouvir as histórias de discriminação e perseguição praticadas contra seus antepassados. João Pedro Teixeira era de Sapé, no Brejo Paraibano, e foi assassinado depois de contrariar interesses dos latifundiários. Morreu com os livros que foi comprar para um dos filhos em João Pessoa. Os mandantes nunca foram punidos. A história dele e de Elizabeth Teixeira é contada no festejado documentário  “Cabra Marcado Para Morrer”, de Eduardo Coutinho. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assista ao especial Falas da Terra:</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.youtube.com/watch?v=7hqY7knqvvY
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de se identificar como índia, Gaia vive um processo parecido com o de muitos indígenas desaldeados. Ela é acolhida pelos Pataxó e Guajajara, que compreendem a opressão enfrentada pelos indígenas sem suas identidades e territórios. No especial da TV Globo, ela conta uma história que ilustra a de muitos indígenas. &#8220;Meu nome é Lian Gaia. Eu sou indígena, acolhida por diversas etnias, pois assim como vários parentes eu não sei ao certo qual é a minha, já que minha mãe não fala mais a sua língua&#8221;, diz. </p>



<p class="wp-block-paragraph"> Gaia resgata e manifesta suas origens em trabalhos artísticos que autoproduz como “A Princesa Sem Terra” e “Floresta” e continua a luta que diz ter como herança de sua família. A atriz indígena traz questionamentos importantes com a retomada (movimento de resgate identitário das origens indígenas), luta do movimento sem terra e o protagonismo da mulher indígena no cinema e Tv de modo global. A atriz desenvolve ainda um projeto de escuta coletiva e militância junto a um grupo de pessoas indígenas de todo o país. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confira link também para o documentário Cabra Marcado para Morrer, do cineasta Eduardo Coutinho: </strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://youtu.be/s7pnKjA56-g
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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