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	<title>EJA &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Ministério Público aciona Justiça contra cursos irregulares do EJA na Paraíba</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/ministerio-publico-aciona-justica-contra-cursos-irregulares-do-eja-na-paraiba/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Aug 2025 18:45:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[EJA]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público da Paraíba entrou com uma ação civil pública contra a empresa Centro Integrado de Educação LTDA-ME (Unicorp Faculdades/Unicorptec/Unicorp Cursos e Consultoria). A instituição oferece cursos para Educação de Jovens e Adultos na modalidade 100% on line, o que é proibido, segundo a promotora Maria Edlígia Chaves Leite. O MP pede à Justiça [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público da Paraíba entrou com uma ação civil pública contra a empresa Centro Integrado de Educação LTDA-ME (Unicorp Faculdades/Unicorptec/Unicorp Cursos e Consultoria). A instituição oferece cursos para Educação de Jovens e Adultos na modalidade 100% on line, o que é proibido, segundo a promotora Maria Edlígia Chaves Leite. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O MP pede à Justiça paraibana que determine a suspensão imediata desses cursos por irregularidades na permissão, no formato e alcance. É que a instituição tem autorização para atuar exclusivamente em João Pessoa, mas a instituição tem alunos em vários estados brasileiros, como Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com recolução do Conselho Nacional de Educação, a oferta do conteúdo online deve ser limitada a 80% da carga horária total. Ainda conforme a normativa, para a oferta de cursos da EJA a distância fora da unidade da federação em que estiver sediada, a instituição deverá obter credenciamento nos conselhos de educação das unidades da federação onde atuará. Mas a Paraíba não aderiu ao termo de colaboração com outros estados da federação, o que inviabiliza a autorização da Unicorp, com sede na Paraíba, a funcionar na modalidade a distância em outros estados do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na ação, O MP aponta que a situação também se configura como dano moral coletivo. Segundo a promotora Maria Edlígia,&nbsp; “houve grave violação aos alunos de todo o Brasil que compraram cursos EJA na modalidade a distância, acreditando que os certificados emitidos seriam legais e válidos. Com o intuito meramente lucrativo, a empresa vendeu e vende cursos para estudantes de diversos estados, mesmo sabendo que não possui autorização para isso. Toda essa situação provoca repulsa e indignação na consciência coletiva, trazendo abalo negativo à moral da coletividade”. O valor indicado para a causa foi de R$ 4.479.030,00 (quatro milhões, quatrocentos e setenta e nove mil e trinta reais),&nbsp; o equivalente ao faturamento da empresa com a venda de cursos em 2024.&nbsp;</p>



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		<title>&#8220;Farra no EJA&#8221;: levantamento do TCE mostra indícios de desvios de recursos da educação em municípios paraibanos</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/farra-no-eja-levantamento-do-tce-mostra-indicios-de-desvios-de-recursos-da-educacao-em-municipios-paraibanos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jan 2024 20:26:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[apura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Um levantamento preliminar realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) apresenta um dado alarmante. Em pelo menos 34 municípios paraibanos, mais de 10% da população está matriculada no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os dados foram apresentados durante a sessão desta quarta-feira (31) pelo conselheiro Fernando Catão. O alerta, fruto da [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Um levantamento preliminar realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) apresenta um dado alarmante. Em pelo menos 34 municípios paraibanos, mais de 10% da população está matriculada no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os dados foram apresentados durante a sessão desta quarta-feira (31) pelo conselheiro Fernando Catão. O alerta, fruto da auditoria, ocorre dias depois de um escândalo similar ser revelado no Maranhão, onde o órgão de controle estadual descobriu até pessoas mortas na lista de estudantes matriculados na rede pública. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da Paraíba, a recordista de matrículas é a cidade de Poço Dantas. Lá. os auditores descobriram que 32% dos moradores da cidade estão matriculados no programa bancado com recursos do governo federal. &#8220;Pode ser um prefeito extremamente cuidadoso, que está querendo uma educação (de qualidade) em todo o município. Como também pode ser uma coisa de fazer a matrícula como no Maranhão, onde ficou comprovado o objetivo de matricular apenas para receber o dinheiro e não são poucos os recursos repassados&#8221;, disse Catão, evitando antecipar juízo sobre eventuais irregularidades antes da conclusão da apuração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Catão explicou durante a sessão que um estudo aprofundado será feito tendo como ponto de partida os achados da auditoria coletados até o momento. Haverá, inclusive, cobrança de justificativas por parte das prefeituras. A auditoria deve começar a varredura pelo índice de matriculados. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confira abaixo o percentual de alunos do EJA em relação à população nos 34 municípios com mais de 10% da população matriculada:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Poço de José de Moura (32%)<br>Bernardino Batista (27,50%)<br>Joca Claudino (24,31%)<br>Monte Horebe (21,36%)<br>Lagoa (20,36%)<br>Poço Dantas (19,62%)<br>Riachão do Bacamarte (19,19%)<br>São José do Brejo do Cruz (18,68%)<br>Uiraúna (17,11%)<br>Mato Grosso (16,74%)<br>São João do Rio do Peixe (16,00%)<br>Mulungu (15,41%)<br>São Bento (15,33%)<br>Bom Jesus (15,14%)<br>São José dos Ramos (14,50%)<br>Santa Helena (13,87%)<br>Brejo do Cruz (13,85%)<br>Bom Sucesso (13,08%)<br>Paulista (12,67%)<br>Lagoa de Dentro (12,32%)<br>Marcação (12,01%)<br>Carrapateira (12,00%)<br>Triunfo (11,81%)<br>Pedra Lavrada (11,72%)<br>Sertãozinho (11,50%)<br>Riacho dos Cavalos (11,36%)<br>Duas Estradas (11,19%)<br>São José de Piranhas (10,91%)<br>Curral Velho (10,84%)<br>Cuité de Mamanguape (10,74%)<br>Mari (10,63)<br>Belém do Brejo do Cruz (10,30%)<br>Matinhas (10,09%)<br>Curral de Cima (10,0%)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma investigação similar, realizada pelo Tribunal de Contas do Maranhão detectou uma fraude estimada em R$ 1 bilhão. No caso da Paraíba, apesar de gerar estranheza, ainda não foi fechado um diagnóstico sobre as prováveis irregularidades. O EJA é um programa criado para o combate ao analfabetismo e para garantir formação para jovens e adultos com 15 anos ou mais. O financiamento do ensino é feito com verbas do governo federal. Em muitos casos, há suspeitas de falsificação de inscrições no programa para fraudar o erário. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, na Paraíba, está no início, mas os indícios de irregularidade já saltam aos olhos. </p>



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